Monday, January 9, 2017

CALLING DOCTOR LOVE: HIGIENE SENTIMENTAL PARA UMA VIDA SEXUAL SAUDÁVEL E SUPIMPA (#18)


Caro Doctor Love,
Sou empresário, tenho 40 anos de idade e sou bem casado com uma morena linda e maravilhosa. Temos uma vida social intensa fora de casa, mas raramente recebemos grupos grandes de pessoas em nossas festas na nossa bela casa na Pampulha. Nossos convidados são sempre os mesmos casais há vários anos: Carolina & Pedro, Wilma & Sandro e Marcão & Sônia, todos amigos muito queridos e muito próximos. Existe uma razão para isso: somos swingers, e gostamos que nossas mulheres primeiro se exibam em strip-teases para depois escolher seu parceiro entre os disponíveis na festa. (elas são craques nisso, já fizeram cursos com grandes profissionais do ramo, e sempre que viajamos para a Europa elas se apresentam como strippers amadoras em clubes de lá, só para perder a inibição de ficarem nuas em público) No entanto, não seguimos a regra tradicional do swing, em que, escolhido o parceiro, cada casal segue para um quarto para um momento de privacidade. Não... nossas regras são diferentes: as mulheres devem devorar seus machos diante dos olhos de todos, e com luzes bem acesas. E, naturalmente, ao final da brincadeira acaba rolando uma suruba, que ninguém é de ferro, n'est-ce pas? Pois bem: no fim de 2016, um desses casais -- Marcão & Sonia -- anunciou estar mudando de BH para Turim, Itália, e nós ficamos sem saber como substituí-los em nossa brincadeira. Tem um casal -- Ivanir e Tônia, ambos na faixa de 25 anos de idade -- se candidatando à vaga, mas nossas mulheres preferem um outro casal -- Geraldo & Marília --, já na faixa dos sessenta anos, o que vai ser uma ducha de água fria, pois todos os homens do grupo já estavam viajando na ideia de serem devorados pelo pitelzinho da Tônia, e não pela proto-baranga da Marília. Enfim, Doctor Love: devemos insistir com nossas mulheres para aceitar o casal mais jovem, ou é melhor nos resignarmos e aceitarmos o casal cinquentão, como elas querem?
(Marcelo Q., Belo Horizonte MG)


Caro Marcelo,
Elas preferem uma mulher mais velha porque
vão se sentir mais jovens contracenando com ela.
Convenhamos: mulheres são competitivas por natureza,
e uma mulher de 40 anos pode enlouquecer
se tiver que competir no quesito beleza com uma garota de 25.
Meu conselho é muito simples:
Aceitem todos os candidatos na brincadeira.
Aleguem para suas mulheres que vai ser melhor assim,
pois vocês estavam operando com quatro casais,
números pares não combinam com suruba.
Com um casal mais jovem e um casal mais experiente,
essa brincadeira lúdica de vocês vai ficar
ainda mais apimentada, pode ter certeza.
Convençam suas senhoras e tenham um Feliz Ano Novo.
Bom Verão, Boa Sacanagem e Boa Sorte!



Caro Doctor Love,
Nunca gostei de Natal, pois aos 3 anos de idade meu pai e minha mãe -- ambos comunistas, ambos ateus, ambos ex-guerrilheiros e ambos cumprindo pena em Curitiba por crimes apurados na Operação Lava-Jato -- me disseram que Papai Noel não existia, que o Natal não é nada além de uma empulhação conformista do Vaticano e que todas essas festividades de fim de ano não passam de uma "farsa imperialista yankee criada para dar manutenção à selvageria capitalista". Cresci vendo meus amigos ganhando presentes, se congratulando com toda a família e recebendo o pai ou algum tio fantasiado de Bom Velhinho no final da noite com uma mensagem de amor e esperança. Só dez anos atrás, quando completei 18 anos e saí da casa de meus pais, pude finalmente participar de uma Ceia de Natal. Foi na casa dos pais de minha namorada. Depois da meia noite, ela -- que já conhecia meu histórico de Natais tristes -- me arrastou para o quarto dela, mandou que eu deitasse na cama, entrou no banheiro, e cinco minutos mais tarde saiu vestida de Papai Noel e com uma sacola vermelha cheia de "brinquedinhos sexuais" a tiracolo. Para finalizar, ela fez um strip-tease ao som de "Santa Claus Is Comin' To Town" (versão dos Beach Boys) e depois nós dois fudemos alucinadamente, com direito a dildos enterrados no cu dela e no meu também. Continuamos juntos desde então, sempre repetimos na noite do dia 25 de Dezembro nossa tradicional fudelança desenfreada de Natal. De um ano para cá, no entanto, nossa vida sexual esfriou, brochei diversas vezes, e só na última noite de Natal, quando ela enfiou o dildo no meu cu, senti meu vigor sexual de volta à velha forma. Minha pergunta a você, Doctor Love, é muito simples e objetiva: eu sou viado?
(Hugo Novoselic, São José dos Campos SP)


Caro Hugo,
Não, você não é viado, apenas gosta de dar o cu para sua namorada.
Nem dá para classificar isso como uma relação homossexual.
Um homem que dá o cu para uma mulher é totalmente diferente
de um homem que gosta de cheiro de homem,
que curte barba por fazer roçando na nuca
e que treme com uma piroca quente pulsando no cu.
Desencane, meu bom homem, o pior já passou.
E se por ventura você precisar de um dildo enterrado no olho do cu
para se sentir macho e dar conta do furor uterino de sua parceira,
não hesite em fazer uso dele sempre,
para o bem da relação de vocês.
Um Feliz 2017 para você e para sua namorada.
Use e abuse da compreensão dela.
Bom Verão, Boa Sacanagem e Boa Sorte!



Caro Doctor Love,
Fui casado durante dois anos com uma mulher completamente louca e desequilibrada -- e, consequentemente, sensacional na cama -- que possuía nada menos que 26 tatuagens espalhadas pelo corpo. Na nossa lua de mel, tatuamos em nossos corpos a palavra Happily Ever After, e foi muito legal. Mas depois disso, ela passou a me obrigar a replicar uma a uma de seus tatuagens a cada 3 meses. Fiz exatas 6 tatuagens, todas exatamente no mesmo ponto em que se encontram no corpo dela, até que as idiossincrasias dela tornaram nosso convívio diário impossível, e nos separamos. Desde então recebo ameaças dela por bilhetes deixados embaixo da porta dizendo que se eu ousar tentar apagar do meu corpo algumas dessas tatuagens posso me considerar um homem morto. O que eu faço, Doctor Love?
(Jenival Bittencourt, Ribeirão Pires SP) 


Caro Jenival,
Volta pra essa mulher, seu trouxa.
Quando uma mulher ameaça alguém de morte,
é porque no fundo ela adora esse alguém.
Encontrou alguém que fudesse melhor do que ela?
Aposto que não...
Então deixe de conversa mole
e deixe de implicar com tatuagens.
Volte para ela o quanto antes
e seja um homem tatuado feliz
e plenamente satisfeito sexualmente.
Bom Verão, Boa Sacanagem e Boa Sorte!




Odorico Azeitona vem escrevendo
sobre putaria e sacanagem
para LEVA UM CASAQUINHO
desde o início de 2014.
Expert gabaritadíssimo nesses assuntos,
decidimos convidá-lo para assinar
uma coluna de aconselhamento sexual
para nossos leitores mais atrapalhados.
Odorico não só adorou a ideia
como rapidamente se transformou
no conselheiro sexual menos ortodoxo
do lado de cá do Equador:
DOCTOR LOVE.



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