Tuesday, May 2, 2017

QUERIDA TIA EMMANUELLE...... ROLO DE FILME #5 (por Ariel Almada)




No rolo de filme #4, Tia Emmanuelle e eu vivemos momentos inesquecíveis trepando num ofurô e contemplando o final de tarde na Serra da Cantareira. Mas então escureceu, e aí tivemos que descer os quatro andares da casa principal através de uma escada vertical meio perigosa, pois havíamos bebido pouco de vinho e estávamos muito relaxados. Mas deu tudo certo. E voltamos para a edícula sãos e salvos. Tia Emmanuelle estava louca por uma chuveirada bem quentinha. Quanto a mim, estava curioso para olhar com atenção os tais quadros expostos na parede, para os quais ela havia posado nua. E é desse ponto que começa esse nosso novo rolo de filme. Luz, Câmera, Ação!

Eram aquarelas com imagens quase abstratas, mas muito vivas e extremamente delicadas. Todas muito geométricas, e extremamente bonitas. Mas é preciso olhar as imagens com muita atenção para conseguir ver as formas femininas de Tia Emmanuelle com alguma nitidez.

De qualquer maneira, mesmo com o pouco que conheço de pintura, consigo perceber que o autor daquelas imagens tem talento, e consegue produzir imagens fortes e intensas. Mais do que isso eu, infelizmente, não tenho como avaliar.

Então, Tia Emmanuelle saiu do banheiro envolta num roupão branco e com uma toalha enrolada na cabeça, me abraçou por trás e disse:

"Esses foram os primeiros quadros para os quais posei. Miguel não gosta deles, diz que o resultado final ficou muito longe do onde ele queria chegar. Queria até jogar esses quadros todos fora. Eu é que não deixei. Aí, ele me deixou ficar com eles. Mas assinou usando esse nome fantasia ridículo aí... Cleverson Clayderman."

Comecei a rir sem parar...

"O motivo do apelido é que Miguel adorava tocar piano nas festas que dava aqui na casa dele. Mas tocava muito mal, era muito duro, e seu repertório era bastante óbvio: só aquelas peças para iniciantes que aprendeu quando sua mãe pagava uma professora de piano e o obrigava a estudar. Aí, quando cresceu, ficou um tempão sem tocar. Mas então, quando sua mãe morreu, ele resolveu resgatar o pouco que sabia fazer no piano. Mas só conseguia repetir aquilo que já sabia tocar, não acescentou nada novo ao repertório. Foi aí que nasceu o Cleverson Clayderman. Fui eu quem deu esse apelido a ele."

"A-ha... então é uma espécie de private joke!"

"Isso mesmo. Aqui nessa edícula estão reunidos todos os quadros para os quais posei quando éramos namorados. Nossa relação sempre foi estranha. Fizemos sexo pouquíssimas vezes. Ele não queria ser rotulado como homossexual, mas tinha muita dificuldade em ser bi. Ficava puto sempre que me flagrava nua saindo do banheiro ou trocando de roupa. Mandava que eu me vestisse logo, não olhava pra mim. Só conseguia ficar mais ou menos confortável diante do meu corpo nu quando eu posava para ele. Mas aí o que saía dos seus pincéis nas telas acaba sendo uma abstração das formas do meu corpo. Ele ficava deprimido com isso. Como gostava, e ainda gosta, muito de mim, queria poder sentir desejo sexual por mim também -- e, como não conseguia, ficava terrivelmente incomodado. Olha, ele só não destruiu esses quadros porque eu insisti que gostava muito deles."

Olhei os quadros um por um. Comecei a me sentir extremamente confortável diante deles depois de tudo o que Tia Emmanuelle me disse. Havia uma delicadeza naquele pequeno apartamento que dava a impressão de ter sido decorado cuidadosamente para recebê-la. Como não tive coragem de confirmar isso com ela -- medo de avançar indevidamente no passado dela sem ter sido convidado -- elogiei o bom gosto na decoração, na esperança que ela falasse mais a respeito. E ela falou:

"Essa edícula foi toda decorada por mim com móveis que estavam sobrando na casa do Miguel. Tem coisas que vieram do antigo apartamento da mãe dele na praia, quando ela morreu. E tem coisas que eram do apartamento do Wilsinho em São Paulo. Wilsinho foi o namorado do Miguel que morreu de AIDS. Tem muitas lembranças, boas e ruins, pairando por aqui. Mas convivo bem com todas elas. Miguel sempre quis que eu estivesse por perto dele, por isso me ofereceu este espaço para dar minhas escapadas."

"Você vem muito para cá?"

"Venho para cá com muita frequência, às vezes duas vezes na mesma semana. Miguel não se importa que eu traga amigos e amigas para cá. Sempre tratou muito bem meus namorados. Somos quase irmãos, de tão amigos. Mês que vem, quando ele voltar da Europa, se você ainda me aguentar e estiver ao meu lado, faço as devidas apresentações."

Foi quando perguntei, na bucha:

"Você pretende me apresentar como seu namorado, ou como seu sobrinho?"

Tia Emmanuelle olhou sério para mim e disse:

"Sobrinho, claro! Apresentar você como namorado seria trivial demais. Entenda uma coisa, meu anjo: eu não quero ter uma relação trivial com você. Eu quero algo que seja único... algo que seja pleno... algo que desafie convenções e que não morra com o desgaste que abate todas as relações amorosas. Lembre-se: eu não sou sua. E você não é meu. Não somos namorados. Desafiamos definições. Meu anjo, se você não conseguir entender isso agora, não faça mais perguntas... dê tempo ao tempo... mais cedo ou mais tarde você vai acabar entendendo o que realmente está acontecendo entre nós..."

Confesso que fiquei um pouco assustado com a contundência do discurso de Tia Emmanuelle, mas tentei não passar recibo. Foi quando ela sorriu, me deu um beijo e disse:

"Chega de conversa fiada e já pro banho, que logo mais nós dois vamos jantar num lugar bem legal aqui perto. meu anjo, você vai gostar..."

Fomos a um restaurante chamado As Véia, com vários ambientes, grande, simpático e com um buffet repleto de opções. Dalí seguimos para um bar quase ao lado, com um nome igualmente curioso, Conspiração do Jogo, onde as pessoas sentam em mesas grandes e jogam jogos clássicos como War, Banco Imobiliário e Monopólio enquanto bebem e petiscam alguma coisa. Tia Emmanuelle e eu preferimos jogar bilhar. Ela joga muito bem. Eu, que pensava ser bom de taco, perdi nada menos que 8 partidas para ela. Perguntei:

"Tia, onde você aprendeu a jogar assim, no Salão Maravilhoso lá da Ipiranga?"

 Ela olhou feio pra mim e disse:

"Tá me chamando de velha, é? Eu aprendi com o Maurinho, marido do Miguel, que está com ele na Europa. Ele me ensinou um monte de truques. Lá dentro da casa deles tem uma mesa tamanho profissional maravilhosa, só que revestida com "pano rosa" ao invés do tradicional "pano verde". Quando eles voltarem de viagem, e a gente entrar lá, eu te mostro."

"Pensei que você tivesse a chave de lá..."

"Para entrar lá, tenho que notificar a central de segurança, e isso vai ficar nos registros da empresa. Daí, prefiro não entrar lá, a não ser que seja realmente necessário. É a casa deles."

Assim que saímos do bar, começou a chover. No caminho até o carro, Tia Emmanuelle começou a tirar peça por peça do que estava vestindo. Quando sentou ao volante, estava usando apenas sapatos. Nem esperei que ela sugerisse que eu ficasse nu também. Tirei toda a roupa antes de entrar no carro e saímos para um passeio pela noite de Mairiporã. Mas não havia muito o que ver, nem o que fazer. O que ainda não estava fechado, estava fechando. Voltamos para casa.

Ao chegarmos, já era meia noite. A chuva tinha parado e o céu estava estrelado novamente. Tia Emmanuelle estacionou seu carro, olhou para mim e disse:

"Fica quietinho aí, fecha os olhos, e só abra quando eu mandar, okay sobrinho lido?"

Concordei, mas fiquei observando pelo canto do olho para tentar entender o que ela estava fazendo. Ela abriu três ou quatro colchões de enrolar no bagageiro de um utilitário que estava estacionado na garagem. Subiu até o apartamento e voltou com vários travesseiros, lençóis e um edredom. Em seguida, entrou no utilitário, ligou o motor e deu uma ré até o meio do jardim. E então, finalmente, veio até mim e disse para abrir os olhos e vir com ela. Quando chegamos ao utilitário, ela me mostrou o bagageiro acolchoado, com lençol, travesseiros e edredom e disse:

"Você já dormiu nu ao relento?"

Comecei a rir. Disse que costumava acampar, e dormir no mato, mas pelado jamais. Ela disse:

"Pois então prepare-se para fazer mais uma coisa pela primeira vez na sua vida, bonitinho..."

E lá fomos nós, rumo a mais uma trepada gentil e deliciosa. Olhar para o céu estrelado e ver Tia Emmanuelle cavalgando meu pau e esboçando um sorriso arrebatador com seus lindos seios se impondo em primeiro plano foi demais para mim. Não consegui prolongar a trepada por mais de 10 minutos, e gozei abundantemente dentro da bucetinha dela. Pedi desculpas para ela pela rapidez. Expliquei que aquela cena tinha sido muito mais arrebatadora do que eu poderia suportar. Prometi aguentar mais tempo da próxima vez. Ela me beijou muito, depois engoliu meu pau e sugou tudo o que havia restado nele, e então sentou com sua bucetinha na altura da minha boca e disse:

"Prepare-se. Vou afogar você com meu gozo."

Minha boca e minha língua grudaram um sua bucetinha como se fosse um desentupidor de pias. Agarrei sua cintura por trás das pernas e usei toda a capacidade aspiradora dos meus pulmões. No momento em que ela gozou, o líquido que jorrou foi abundante e absolutamente arrebatador.

Deitamos lado a lado e ficamos olhando o céu e sorrindo. Pensei comigo mesmo: "Isso está ficando melhor a cada dia... onde é que isso vai parar?" Então Tia Emmanuelle virou para mim e disse:

"Querido, agora vamos descansar porque amanhã vamos acordar mais cedo e ir até o Horto Municipal, para depois subirmos uma trilha até o Mirante da Pedra Grande. Dá pra ver São Paulo inteira lá de cima, é maravilhoso, você vai adorar."

Ela esticou o edredom e dormimos alí mesmo, abraçados um ao outro. A essa altura dos acontecimentos, eu estava tão encantado com aquela mulher com jeito de menina que não sabia mais o que pensar daquilo tudo, só torcia para não cometer algum desatino que fizesse com que aqueles momentos absolutamente sublimes desandassem de alguma maneira.


CONTINUA
NA TERÇA
QUE VEM



Ariel Almada nasceu em São Paulo,
e foi criado em Águas de Lindoya.
Engenheiro Elétrico por formação,
desistiu da profissão
ao montar a rede de lanchonetes
PAMONHARIA DA LUZ VERMELHA,
presente em Shoppings do interior
de São Paulo e de Minas Gerais,
onde garçonetes vestidas como prostitutas
servem aos clientes da casa
comidas, sucos e cervejas à base de milho.




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