Monday, July 24, 2017

QUERIDA TIA EMMANUELLE...... ROLO DE FILME #14 (por Ariel Almada)



Nas semanas anteriores, nos rolos de filme #12 e #13, Tia Emmanuelle e eu comemos, brincamos e trepamos de montão. Ela, gostosíssima, desfilou só para mim, sem calcinhas, com sua encantadora coleção de uniformes vintage de escolas paulistas dos anos 70 e 80. Mais tarde, falou longamente das pirocas enormes e das pirocas minúsculas que já encarou pela frente e por trás. Quanto mais ela falava de putaria barra pesada com seu jeitinho doce e cativante, mais eu me sentia apaixonado por ela. É deste ponto em diante que começa este novo rolo de filme. Luz, Câmera, Ação!

Acordei quarta pela manhã completamente confuso e com a respiração toda atrapalhada, pois Tia Emmanuelle resolveu me dar Bom Dia com um longo e encharcado beijo de língua de mais de um minuto de duração. Quando ela finalmente liberou minha boca e me deixou respirar, olhei para ela sorrindo, disse "Bom Dia, Gata!", e comentei:

"Puxa, você deve gostar de mim de verdade para me beijar nessas condições... devo estar com um bafo de onça dos diabos!"

Ela gargalhou sonoramente. Estava gostosíssima dentro de um biquini branco de tirar o fôlego. Por cima dele, vestia uma camisa rosa de manga comprida aberta, um chapéu de praia e óculos Ray-Ban aviador.

"Levanta já daí, gostosinho da titia. Veja se essa sunga aqui serve em você. Comprei naquela boutique da esquina. Se sua piroca não couber dentro dela me avise já, que eu corro lá e troco por uma maior antes de descermos para Santos."

 Fiquei olhando sem entender nada.

"Ué... mas não íamos a Santos só amanhã?"

"Vai ver o sol que está fazendo lá fora, meu amor? Esperar até amanhã pra que? Vamos hoje mesmo..."

Concordei. Não estávamos fazendo nada demais mesmo. Passávamos os dias trocando fluídos corporais e estudando o Kama Sutra de cabo a rabo. Porque não fazer isso em Santos, só para variar um pouco, não é mesmo?

Experimentei a sunga. Ela não só serviu como deixou meu pau bem solto, do jeito que eu gosto. Tenho o maior bode de andar com o pau pressionando o saco nessas sungas muito apertadas. Prefiro deixar o pau encostado de lado, confortável, quase solto. Tia Emmanuelle bateu o olho e deu seu okay. 

E então, depois de um café ligeiro, lá fomos nós, cruzando São Paulo num lindo dia de sol no carro de Tia Emmanuelle, trajando roupas de praia em pleno Outono. Quando parávamos nos semáforos da Avenida Paulista, era engraçado notar como aquela gente triste e engravatada olhava para nós como se fôssemos seres de outro planeta. Pensando bem, talvez fôssemos mesmo.

O dia estava mesmo muito bonito. Outono-Inverno é de foder. São estações absolutamente adoráveis, absurdamente fotogênicas, isso quando o tempo está bom. As cores são mais intensas, o céu é mais azul, o mar é mais verde, e a temperatura ambiente não é fria e nem é quente, é apenas civilizada -- ao menos para nós, homens, mulher é sempre friorenta. Comecei a prestar atenção à pele levemente arrepiada de Tia Emmanuelle e fiquei cheio de tesão ao ver os bicos de seus seios bem durinhos por baixo do biquini branco que ela usava. Como seu carro é automático, ela dirigia com as pernas deliciosamente abertas: uma no acelerador e a outra solta. Não tive dúvidas: pus meu pau pra fora da sunga amarela que estava usando e comecei a acariciá-lo, só para ver como ela reagia.

"Você sabia que não deve distrair uma motorista enquanto ela estiver no volante?"

Ignorei o comentário e continuei acariciando meu pinto duro, cada vez mais volumoso, sem dizer uma única palavra e sem parar de olhar para os peitinhos durinhos dela.

"Cara... não faz isso comigo... não é justo... guarda essa piroca linda dentro dessa sunga... não quero ter que parar no acostamento... quero chegar logo em Santos e te comer feito louca o resto do dia e te beber inteirinho no gargalo... mas agora não, pelo amor de deus..."

Guardei meu pau dentro da sunga, mas continuei acariciando-o por cima do tecido enquanto olhava para os peitinhos dela -- e ela, malaca como ela só, começou a se autobolinar também, só para me provocar. Passeava sua mão esquerda pelos seus seios e a descia até o meio das pernas, enquanto dirigia apenas com a direita. Depois trocava a mão direita pela esquerda no volante e se apalpava com a direita. Enlouquecedor. Não demorou muito até que ela esticasse a mão direita em direção ao meu pau e começasse a massageá-lo, enquanto dirigia o carro de forma um tanto quanto temerária. 

Quando entramos no túnel e vislumbramos a longa linha reta que nos levaria até Santos, já estávamos explodindo de tesão. Tia Emmanuelle não teve dúvidas: encostou o carro na primeira indicação de acostamento e demos uma rapidinha bem explosiva alí mesmo, dentro do túnel. E tinha que ser uma rapidinha mesmo, pois se demorássemos mais de 10 minutos alguém da DERSA poderia aparecer para prestar socorro e aí seria um embaraço só. Imagino o quanto o carro deve ter balançado enquanto Tia Emmanuelle cavalgava sua bucetinha viciada no meu pau implacavelmente duro. Quem monitora as câmeras internas do túnel deve ter-se divertido um bocado com a gente.

Mais calmos e relaxados, descemos a Serra sem pressa. Passamos por Cubatão e em vinte minutos já estávamos no centro de Santos, pois Tia Emmanuelle resolveu que precisava fazer um pit-stop no Café Carioca, na Praça Mauá, bem diante da Prefeitura, para levar um pacote com os deliciosos pastéis da casa -- que eu não conhecia, mas que para ela tinham sabor de adolescência, quando vinha para Santos nas férias e ficava hospedada nos apartamentos de algumas amigas, que o tempo acabou separando.

Quinze minutos mais tarde já estávamos na praia e chegando ao nosso destino: um prédio com cara de ter sido construído nos Anos 70, com um jeitão meio derrubado, mas de frente ao mar. Prédio bem estranho, diga-se de passagem, com mais de 60 apartamentos e garagem para, no máximo, 12 carros. Conforme subíamos no elevador até o apartamento, que fica no 15°andar, ouvíamos barulhos terríveis, e Tia Emmanuelle explicou:

"Esse prédio é um problema. Quem o projetou era um retardado, pois calculou errado o peso que ele exerceria sobre a areia, e não deu outra: ele afundou e entortou. Para piorar, havia uma garagem alí atrás, com seis andares, que teve de ser demolida, pois estava entortando o prédio mais e mais a cada ano, comprometendo todo o quarteirão. Foi demolida no ano passado, felizmente. Agora querem ver se desentortam o prédio. Esse barulho que você está ouvindo é do elevador roçando numa das paredes laterais. Mas não tem perigo não, fique tranquilo. Só que exige do condomínio uma preocupação redobrada com manutenção."

Sorri meio amarelo para ela. Ela riu, me agarrou, me deu um beijo e disse:

"Adoro esse teu jeito meio caipirão, bonitinho... Isso aqui é "decadance" total, mas tem uma certa "elegance", você vai acabar se acostumando."

Então entramos no apartamento. Era bem amplo, cercado por uma longa varanda, com uma vista sensacional da sala e dos quartos. Os móveis estavam todos cobertos com lençóis brancos, mas a sensação de estar andando num ambiente que não era exatamente plano dava muito nervoso a princípio. Tia Emmanuelle percebeu minha angústia e disse:

"Eu anjo, isso aqui é que nem viajar de navio. No começo a gente estranha, fica tonto, por que o horizonte nunca está reto como deveria, mas depois a gente acostuma. Foi barbeiragem do calculista que projetou isso aqui. Aqui em Santos tem um monte de prédios nessas mesmas condições. Pouco a pouco estão desentortando um por um. Já existe tecnologia para isso há uns bons anos, mas só agora ela deixou de ser caríssima como era antes. Na verdade, o motivo pelo qual nós descemos a Serra é porque amanhã vai rolar uma reunião extraordinária de condomínio e vão votar pela obra de realinhamento do prédio. O Miguel, que é o dono do apartamento, e o maior interessado em ver esse imóvel valorizar, deixou comigo antes de viajar uma procuração para eu votar na reunião em nome dele."

"Ah, tá..."

"Minha intenção é ficarmos aqui até sexta à tarde, e então voltarmos a São Paulo no contrafluxo do êxodo semanal de paulistanos que vem para cá passar os finais de semana e acabam sempre congestionando a Via Anchieta e a Rodovia dos Imigrantes. Até sexta à tarde vamos nos divertir bastante por aqui, você vai ver."

"Tá bom... só acho bom a gente não beber demais por aí e chegar alterado em casa... deve ser difícil permanecer em pé sobre esse chão torto depois de umas e outras..."

Tia Emmanuelle riu e disse que era ao contrário, que depois de umas e outras aí é que ficava bem mais fácil se equilibrar por aqui. Me abraçou, me beijou, tirou a camisa e o chapéu e, a bordo daquele biquíni branco espetacular, disse:

"Bom meu amor, são 9 e meia da manhã, e o sol ainda não está alto. Vamos na praia chutar um pouco de água e dar uma longa caminhada até a Ilha Porchat que o dia está lindo, vamos?"

E lá fomos nós, abraçados pela praia, caminhando em direção a São Vicente. Levamos mais de uma hora caminhando dalí até as pedras ao redor da piscina do Ilha Porchat Clube. Ao chegarmos lá, aproveitamos que a praia estava quase completamente vazia e ficamos de sacanagem dentro d'água, eu sem sunga e ela sem calcinha. Tia Emmanuelle pediu que eu não a penetrasse, pois não queria ficar com sua bucetinha esfolada, pois tinha medo que a água do mar e a areia eliminassem sua oleosidade natural e a machucassem. Para compensar, bati duas siriricas bem suaves para ela. Ela gemia, dizendo "Não há nada nesse mundo tão gostoso quanto gozar dentro d'água corrente." Entre uma siririca e outra, ela bateu uma punheta bem gostosa para mim. Pediu que eu a avisasse um pouco antes de gozar, mas não disse o porque. Assim que a avisei, ela mergulhou a cabeça na água e, numa manobra radical, fez um boquete submarino para engolir meu esperma. Diz ela que conseguiu engolir tudo, e nada se perdeu no mar. Me beijou logo em seguida para comprovar que um pouco do meu esperma ainda estava em sua boca. Disse a ela: "Não há nada como sentir nosso próprio sêmen customizado pela boca da mulher amada." Ela riu, e me chamou de tonto. 

Voltamos para casa caminhando pela praia, agora tomada por mães, crianças e velhinhos. É engraçado notar que, sempre por volta do meio dia, as praias de Santos começam a encher de gente que foge do trabalho para pegar um pouco de sol na hora do almoço. Tomamos um suco de laranja no caminho de volta, e ao chegarmos ao Canal 4 demos um mergulho bem gostoso antes de subirmos para o apartamento. Nós dois ficamos bem queimados em pouco mais de três horas de sol, ainda bem que caprichamos no protetor solar. Durante o banho, nos acariciamos com um sabonete bem cremoso para recuperar nossas peles pouco acostumadas ao sol e à água salgada, e depois passamos muita loção hidratante pelos nossos corpos. Comemos alguns pasteizinhos, ligamos a TV para ver se estava funcionando depois de meses desligada e deitamos abraçados, nus, para ver o Jornal Hoje e dormimos. A caminhada foi exaustiva, mas deliciosa.

Acordamos algumas horas mais tarde. O sol já estava se pondo. Seguimos para a varanda, mas logo percebemos que era complicado ficar pelado por lá durante o dia. Ficávamos muito expostos aos vizinhos. Então, nos vestimos e descemos para tomar um sorvete e ver o sol se pôr na praia.

Santos é uma cidade curiosa. É toda cortada por canais, que ajudam a escoar a água quando a maré está baixa e a preservar a cidade de enchentes quando a maré está alta. Estávamos bem na esquina da Avenida da Praia com o Canal 4. Da mesa da sorveteria do outro lado do Canal 4, podíamos ver por inteiro o prédio onde estávamos hospedados. Foi quando Tia Emmanuelle apontou para uma loja logo abaixo do prédio e disse:

"Frequentei muito aquele lugar alí"

"O que funciona alí?"

"É meio difícil definir. Não é um bar, porque a comida e a bebida são muito ruins. E não é um clube noturno porque é pequeno demais para isso. É, na verdade, um casa de shows onde bandas locais se apresentam para um público jovem e descolado, que se aperta para vê-las. Mas também não sei se essa seria uma definição precisa para o que rola alí dentro."

"E o que rola alí?"

"Ih...rola de tudo... você nem imagina..."

"Como assim? Agora fiquei curioso... vai ter que contar o que você andou aprontando nesse lugar"

Tia Emmanuelle fez cara de safadinha, e disparou:

"Eu vinha muito aí com o Miguel uns 13, 15 anos atrás. Miguel e eu já não estávamos mais namorando, mas continuávamos saindo e viajando juntos, e tínhamos uma ritual que adorávamos praticar por alí: entrávamos juntos no bar logo que ele abria, por volta de 22 horas, e eu começava a flertar com os homens e com as mulheres que já estavam dando sopa por lá. A caça tinha que ser rápida e objetiva. Eu abordava a presa e a arrastava para o apartamento onde estamos. Daí, transava com esse estranho ou com essa estranha enquanto Miguel ficava só olhando a transa. No final, Miguel sempre tentava ficar na cama com o estranho -- com a estranha, jamais -- enquanto eu me lavava, descia e já começava a abordar a segunda presa da noite no bar. Quando Miguel aparecia de novo no bar, eu tratava de subir de novo com outra presa. Houve noites em que transei cinco caras diferentes -- um de cada vez, claro! Um dos donos da casa achou que eu era puta e tentou me colocar para correr de lá, mas consegui explicar para ele como funcionava a brincadeira idealizada por mim e por Miguel, e ele acabou sendo compreensivo. Depois de algum tempo, todo mundo por lá já me conhecia, ou tinha ouvido falar de mim, e bastava eu chegar e escolher quem seria o primeiro estranho ou a primeira estranha a ser devorado ou devorada naquela noite. Era divertido. Como eu não morava na cidade -- que, apesar de praiana, é meio provinciana --, nunca me preocupei se estava queimando meu filme. Na verdade, estava cagando montes para isso. Tudo o que eu queria era me sentir uma puta de verdade, só que podendo escolher para quem iria dar. No final das contas, dava pra todo mundo mesmo."

Tia Emmanuelle não parava de falar, e eu estava boquiaberto com aquilo tudo. Jamais imaginei que ela fosse capaz de algo assim, apesar dela ter dado indicações na noite anterior de que curtia transar mulheres também. Ainda assim, eu estava sem palavras. E ela não parava de falar:

"Depois de transarmos com um monte de gente durante a noite toda até as cinco da manhã, Miguel e eu íamos comer numas barraquinhas de sanduíches que ficam na praia, bem em frente à Igreja do Embaré. A comida conseguia ser ainda pior que a da Casa de Shows, mas era o único lugar onde dava para comer e beber cerveja em Santos ao amanhecer. Padarias não servem bebidas alcoólicas antes das 10 da manhã."

De repente, Tia Emmanuelle parou um pouco de falar e olhou fundo nos meus olhos.

"Estou delirando ou você está meio chocado com o que estou te contando?"

Tentei negar, mas não colou. Então sorri para ela e disse:

"Eu estou, sim, não devo estar conseguindo disfarçar. Não devia estar, ainda mais depois daquelas histórias sobre negões com pintos de 30 centímetros que você contou ontem à noite. Eu poso de malandro, mas na verdade comecei nesse negócio há pouco tempo. E estou me escola do com você, meu amor. Mas não se preocupe, já estou absorvendo tudo isso aos poucos e vou continuar apaixonado por você, diga o que disser... continue!"

Tia Emmanuelle sorriu e disse:

"Bom... depois dessas noites de putaria que promovíamos, Miguel e eu sempre tomávamos banho e dormíamos juntos, nus, abraçados. Nada de sexo. Só um carinho estranhamente fraternal, que me fazia muito bem, e a ele também."

Olhei para ela meio assustado e fiz a pergunta que faltava fazer, depois de tudo o que escutei dela:

"E alguma vez você participou de algum menage à trois, ou alguma suruba?"

"Olha, melhor eu te dizer logo de uma vez. Sou escolada tanto em ménages quanto em surubas. Ménages foram muitos. Surubas, apenas duas. Tenho muita curiosidade sexual, meu anjo... fazer o que?"

Começamos a rir. Ela me deu um beijo bem prolongado, e eu relaxei. Como não ficar encantado por essa mulher?

"Mas aqui em Santos a nossa brincadeira era bem delimitada. Cumpríamos sempre o mesmo ritual. E sempre terminávamos a noite juntos, Miguel e eu. Eu não me permitia improvisar e mudar o roteiro estabelecido antes da brincadeira começar. Se bem que teve uma vez que o Miguel se apaixonou por um cara que primeiro transou comigo, e aí começamos a brincar a três por uns tempos, até que os dois me escantearam, ficaram juntos e me deixaram sozinha. Fiquei meio magoada com o Miguel por uns tempos, mas depois perdoei ele. Trepei com muita gente nessa cidade, mas não lembro da cara de quase ninguém. Tenho até um pouco de receio de trombar com algum deles ou alguma delas pela rua e ser reconhecida depois de tantos anos."

Terminamos nossos sorvetes e fomos até a porta da tal Casa de Shows para ver se ainda funcionava. Nos informaram que só abria nas noites de sexta, sábado e domingo. Como a intenção de Tia Emmanuelle era subir de volta para São Paulo na sexta à tarde, o mais provável é que matar as saudades daquele ambiente ficaria para uma outra ocasião.

Anoiteceu. Voltamos para o apartamento. Ligamos a TV e vimos no noticiário local que Odair José estaria se apresentando no SESC-Santos. Tia Emmanuelle quase enlouqueceu. Disse que queria muito ver esse show, tentou vê-lo no SESC Vila Mariana alguns meses atrás e os ingressos estavam esgotados. Propus a ela que fossemos até o SESC Santos tentar conseguir ingressos.

Estava tudo esgotado, mas conseguimos comprar os ingressos de um casal desistente na porta do Teatro. Durante o show, Tia Emmanuelle vibrava, cantava canção por canção, estava feliz de verdade. Eu achei aquilo um horror, mas fiz de conta que estava me divertindo, para não bancar o desmancha-prazeres. Custei a entender o que Tia Emmanuelle via de tão especial nas musiquinhas daquele cidadão. Na saída do show, enquanto comíamos uma pizza bem gostosa alí perto, ela disse que adorava aquele jeito simplório das canções de Odair José, que achava o trabalho dele muito mais honesto e genuíno que o da imensa maioria desses babacas posers do primeiro time da chamada música popular brasileira. Aí a coisa toda finalmente fez algum sentido para mim. Mas mesmo assim eu continuo não gostando dele. 

Quando chegamos ao apartamento já era mais de meia-noite, e Tia Emmanuelle continuava cantarolando as canções insuportáveis daquele senhor. Eu não tive dúvida: espetei no USB da TV um pen-drive meu com vários shows gravados -- entre eles, o dos Rolling Stones ao vivo em Havana e o do The Who no Hyde Park --, fiquei pelado, esfreguei meu pau na cara dela, depois enterrei meu rosto na buceta dela e a sacanagem rolou solta por mais de três horas. Fumamos um Cohiba na varanda contemplando o mar no intervalo entre o primeiro e o segundo tempo de nossa fudelança implacável, e voltamos à carga. Dei uma bela canseira em Tia Emmanuelle, que desabou de exaustão antes do segundo show acabar e o Who deixar o palco. Eu, pela primeira vez desde que essa nossa brincadeira deliciosa começou, continuei fudendo nela mesmo desacordada, e com muita força, e fui até minhas forças acabarem por completo e desabar de sono ao lado dela.

Acordei para fazer xixi por volta das 6 da manhã. Quando olhei para o espelho do banheiro, vi que Tia Emmanuelle havia deixado colado nele um recado para mim:

"Meu anjo, você foi um fodedor maravilhoso esta noite, só tenho a te agradecer. Não fique assustado com essas coisas do meu passado que eu te disse hoje. Participar de ménages e surubas não mudou minha vida em absolutamente nada. Mas foi bastante divertido, e isso é inegável. No dia em que você experimentar, você vai entender. E se você permitir que eu seja a escolhida para iniciar você nessas brincadeiras, acredite: Você vai fazer de mim a mulher mais feliz e tesuda do mundo. Em outras palavras, vai ser um prazer e um privilégio" 

Voltei para a cama. Deitei enviesado ao lado dela e começamos um 69 sonâmbulo, que, imagino, não deva ter durado muito tempo, pois o sono veio de forma avassaladora.

CONTINUA
NA TERÇA
QUE VEM



Ariel Almada nasceu em São Paulo,
e foi criado em Águas de Lindoya.
Engenheiro Elétrico por formação,
desistiu da profissão
ao montar a rede de lanchonetes
PAMONHARIA DA LUZ VERMELHA,
presente em Shoppings do interior
de São Paulo e de Minas Gerais,
onde garçonetes vestidas como prostitutas
servem aos clientes da casa
comidas, sucos e cervejas à base de milho.

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