Wednesday, September 13, 2017

SAUDAMOS NOSSAS ANIVERSARIANTES VINTAGE DESTA SEMANA (3 a 11 de Setembro)

Textos por Chico Marques



VALERIE PERRINE
03 de setembro de 1943
Galveston, Texas





Valerie Perrine é filha de militar. Viveu em muitos lugares diferentes durante sua infância e adolescência. Não pensava em ser atriz. Queria mesmo é ser dançarina. E como desde adolescente sempre teve formas deliciosamente avantajadas, achou que iria se dar bem em Las Vegas, e foi para lá no comecinho dos Anos 60. Participou de alguns dos "chorus lines" mais disputados da cidade, conheceu gente poderosa, e acabou indo para Hollywood para fazer testes de elenco. Como nunca teve frescura em relação a ficar nua diante das câmeras -- e na medida em que saber ficar nu em cena era condição "sine quoi non" para qualquer ator que quisesse disputar os melhores papéis --, ela acabou sendo a escolhida para interpretar a atriz pornô-soft Montana Wildhack no filme "Matadouro #5" (1973), de George Roy Hill, baseado no genial romance de Kurt Vonnegut. Mesmo com o sucesso do filme, e com toda a projeção que ganhou, Valerie enfrentou dificuldades para conseguir outros papéis, pois Hollywood não costuma ser muito amistosa com atrizes vindas de Las Vegas. Um segundo filme, "The Last American Hero" (1974), com Jeff Bridges, seguindo a mesma linha de "Vanishing Point", só que com um tom mais cômico, ajudou a baixar essas resistências que existiam contra ela. Só quando ela aceitou fazer o papel de Honey Bruce, mulher do comediante Lenny Bruce, no filme de Bob Fosse interpetado por Dustin Hoffman, e brilhou intensamente no papel, foi que Hollywood finalmente se rendeu a ela. "Lenny" rendeu a Valerie Perrine o Golden Globe de Melhor Atriz Dramática, além de uma merecidíssima Palma de Ouro em Cannes. Tudo indicava que, a partir daí, Valerie teria uma carreira brilhante pela frente. Mas não foi bem isso que aconteceu. Depois de brilhar novamente como Carlotta Monti no delicioso "W C Field e Eu", Valerie recebeu o papel pelo qual é mais lembrada: o de Miss Teschmacher, a assessora de Lex Luthor (Gene Hackman) nos dois primeiros filmes de Christopher Reeve como Superman. Foi o trabalho que menos exigiu dela como atriz, e que lhe garante trabalho até hoje como palestrante em convenções promovidas por admiradores do Homem de Aço. mas depois deste filme, alguma coisa começou a desandar em sua carreira. Atrasos e problemas de relacionamento com equipes de produção trouxeram a ela uma reputação bastante duvidosa como profissional. Sem contar algumas escolhas infelizes que ela fez, protagonizando "Mr. Billion" com Terence Hill e "Can't Stop The Music" com o grupo Village People. Graças a esses abacaxis, ela começou a ser chamada apenas para papéis como coadjuvante a partir de 1982. Dos anos 90 para cá, só conseguiu escalação para papéis pequenos no cinema, daí pulou para a TV, onde tem sido vista em séries como "Lights Out". Ou seja: muito pouco para acomodar o talento inegável de Valerie Perrine. Aos 74 anos de idade, ainda bonita e cheia de vida, Valerie não se ressente de escolhas erradas que fez -- ela não aceitou o papel que Kathleen Turner abraçou em "Corpos Ardentes", entre vários outros -- e não tem mágoa por ter sido descartada pela Indústria nos últimos 30 anos. Só lamenta não ter percebido que sua atitude transgressiva nos filmes que fez nos anos 70 tornou-se redundante e inadequada nos caretas anos 80. Fica a lembrança de suas performances intensas, sempre à flor da pele. e também de seus cabelos ruivos, de seu rosto sorridente, seus seios majestosos, e seu corpo espetacular e extremamente expressivo. Que mulherão!









RAQUEL WELCH
05 de setembro de 1940
Chicago, Illinois






É difícil acreditar hoje, em plena Era Trump, que 50 anos atrás a filha de um engenheiro aeronáutico boliviano nascida em Chicago conseguiu se transformar na all-american girl mais gostosa e exuberante dos Anos 60. Nasceu Jo Raquel Tejada, e foi criada em San Diego, onde desde cedo demonstrou uma beleza incomum e passou a trabalhar como modelo e a participar de concursos de beleza. Casou aos 19 anos com seu namorado de escola, James Welch, com quem teve dois filhos. O casamento durou 5 anos, e em 1964, aos 24 anos de idade, ela estava solteira novamente e precisando trabalhar. Seguiu para Los Angeles onde, depois de alguns testes, foi contratada pela 20th Century Fox e estreou no clássico sci-fi "Viagem Fantástica" (1965), de Richard Fleischer. O estrelato, no entanto, veio no filme seguinte: "Um Milhão de Anos Antes de Cristo" (1966), um drama sem palavras onde Raquel circula com trajes mínimos entre trogloditas que, estranhamente, não a atacam sexualmente em momento algum do filme. A partir daí, Raquel fez uma longa série de filmes onde sempre esbanja falta de talento dramático e ostenta seu corpo espetacular usando biquinis provocantes. Paralelo a isso, tentou emplacar uma carreira paralela como cantora e show-woman em Las Vegas, mas não deu muito certo. Ao longo dos anos 70, Raquel se esforçou para virar uma atriz de verdade, e de tanto insistir acabou conseguindo fazer bonito em alguns papéis dramáticos. Mas infelizmente nenhum deles foi um sucesso de bilheteria, e pouco a pouco ela tratou de deixar o cinema e seguir para a Broadway, para os vídeos de ginástica e para papéis regulares em séries de TV como "Central Park West", "American Family", "Welcome To The Captain" e a recente "Date My Dad". Aos 77 anos recém-completados, Raquel Welch permanece uma mulher bela e imponente.








EVA GRIMALDI
07 setembro de 1961
Verona, Itália



Poucas atrizes italianas tiveram tanta projeção internacional nos Anos 80 quanto Eva Grimaldi. Apesar de ter tido o privilégio de trabalhar com grandes diretores como Federico Fellini ("Entrevista"), Dino Risi ("Tolgo Il Disturbo", com Vittorio Gassman e Dominique Sanda) e Claude Chabrol ("Dias de Clichy", baseado no romance de Henry Miller, com Andrew McCarthy e Wayne Rodda), Eva só conseguiu virar protagonista naqueles dramalhões eróticos medonhos e completamente desclassificados, di tipo "Internato Macabro de Freiras Lésbicas Assassinas Estupradas", que os italianos tanto adoram. Com filmes assim, Eva conseguiu ser uma atriz popular por uns bons anos, tanto na Itália quanto em países como o Brasil, que consumiam este tipo de filme com certa avidez. Mas quando eles deixaram de ser produzidos por lá, dando lugar a dramas pornográficos com temáticas semelhantes, Eva não achou boa ideia virar atriz pornô e se mudou de mala e cuia para a TV, onde participou de séries e reality-shows que mantiveram sua popularidade. Lésbica assumida e encrenqueira contumaz, Eva Grimaldi envelheceu mal para sua idade -- acaba de completar 56 anos. De uns anos para cá, optou por se deixar masculinizar, promovendo um golpe mortal no sex appeal que a notabilizou e tornando seu futuro no métier bastante incerto. Eva Grimaldi permanece em nossa memória em imagens como estas, que selecionamos aqui. Convenhamos: não é pouca coisa.







HEATHER THOMAS
08 de setembro de 1957
Greenwich, Connecticut


Heather Thomas poderia ter sido uma grande estrela. Estudou artes dramáticas ainda adolescente na High School, e depois na UCLA. Brilhou como coadjuvante na primeira metade dos Anos 80 em duas séries de muito sucesso: "Duro Na Queda" (com Lee Majors) e "T J Hooker" (com William Shatner). Infelizmente, seu envolvimento com cocaína começou a comprometer seu profissionalismo, e ela passou a não ser mais convocada para papéis fixos em séries, somente para aparições ocasionais, sempre na condição de "special guest star". Depois da reabilitação, Heather caiu de cabeça em outra droga poderosa: a política. Seu envolvimento com o Partido Democrata foi tamanho que em 1998 ela desistiu de vez de sua carreira política e passou a dedicar-se exclusivamente a viabilizar candidaturas ao Congresso em Washington. É uma das responsáveis pela eleição do comediante Al Franken para o Senado, e sua casa em Santa Monica é conhecida em Washington como L A Café, tamanha a quantidade de lobistas e políticos que circulam por lá. Participa ativamente de duas ONGs muito poderosas: a Rape Foundation e a Amazon Conservation Team. Sua magreza excessiva conspira contra sua beleza aos 60 anos de idade, o que é uma pena. Basta olhar para a última foto da série abaixo para confirmar que alguns quilinhos a mais não fariam mal nenhum a Heather Thomas.
   




AMY IRVING
10 de setembro de 1953
Palo Alto, Califórnia


Amy Davis Irving não poderia ter sido outra coisa a não ser atriz. Filha dos atores Jules Irving e Priscilla Pointer, donos do Actor's Workshop, foi criada em San Francisco e começou a atuar ainda criança nas peças produzidas por lá. Estudou Artes Dramáticas no American Conservatory Theater em San Francisco e na London Academy Of Music and Dramatic Art. Estreou como atriz numa peça off-Broadway aos 17 anos de idade. No cinema, estreou aos 23 anos, num papel secundário em "Carrie" (1976), de Brian De Palma, e saiu-se tão bem que De Palma não hesitou em chamá-la para protagonizar "A Fúria" dois anos depois. Já na Broadway, estreou aos 27 anos, em "Amadeus" de Peter Shaffer. Tem mais: como cantora, estreou em "Honeysuckle Rose" ao lado de Dolly Parton, mas brilhou para valer fazendo a voz da sensualíssima Jessica Rabbit no desenho animado "Roger Rabbit". Apesar de seus talentos inegáveis, a carreira de Amy no cinema nunca decolou para valer -- se bem que isso parece ter sido uma opção dela própria, na medida em que sempre se dedicou mais ao teatro. Seus dois melhores trabalhos no cinema são "Atos de Amor" (com Dennis Hopper) e "Bossa Nova" (com Antonio Fagundes), ambos dirigidos por seu ex-marido Bruno Barreto (1996-2005). Foi casada também com Steven Spielberg (1976-1989) e com o documentarista Kenneth Browser Jr, com quem vive desde 2007 em Nova York. Amy Irving continua uma mulher muito bonita aos 64 anos de idade.




VIRGINIA MADSEN
11 setembro de 1961
Chicago, Illinois


Virginia Gayle Madsen é uma daquelas atrizes veteranas que, depois de 35 anos de carreira no cinema e na TV, tem um rosto que parece familiar a todos, mas que poucos conseguem identificar exatamente de onde a conhecem. É que apesar dela raramente ter sido protagonista -- a não ser em filmes juvenis como "Electric Dreams" --, sempre foi uma coadjuvante marcante nos filmes e séries de TV por onde passou. Loura, dona de uma beleza clássica, Virginia é de uma versatilidade a toda prova como atriz. Roubou a cena na temporada final da série "A Gata & O Rato - Moonlighting" interpretando a prima de Maddie Hayes (Cybill Shepherd) que se envolve com seu sócio David Addison (Bruce Willis). Perdeu muito tempo fazendo filmes B e C até finalmente brilhar em produções A como "Duna" de David Lynch, "The Rainmaker" de Francis Ford Coppola e "The Hot Spot" de Dennis Hopper. Já prêmios mesmo ela só foi ganhar com "Sideways", grande filme de Alexander Payne, onde ela contracena com Paul Giamatti e Thomas Haden Church. Desde então, tem alternado participações em filmes independentes e séries de TV -- como "American Gothic", "Elementary" e a atual "Designated Survivor", onde ela faz a Congressista Kimble Hookstraten, que contracena com o Presidente Keifer Sutherland. Virginia Madsen chega aos 56 anos esbanjando beleza e talento, além de um belo upgrade de 200 ml de silicone em cada seio. Não que ela precisasse disso. Mas, convenhamos, ficou demais!







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