Thursday, September 21, 2017

SAUDAMOS NOSSAS ANIVERSARIANTES VINTAGE DESTA SEMANA (12 a 20 de Setembro)

Textos por Chico Marques


LINDA GRAY
September 12, 1957
Santa Monica, California


Quando Linda Gray trabalhou como modelo nos anos 60 visando chegar a Hollywood, e um dos muitos trabalhos que fez foi ser modelo de corpo para Anne Bancroft em algumas cenas mais picantes e nos cartazes do filme "The Graduate - A Primeira Noite de Um Homem" (1967). Mal ela podia imaginar que aquilo seria tão vital em sua carreira. Linda custou a engrenar como atriz, e passou muitos e muitos anos desfilando sua beleza em papéis bem secundários em filmes e séries de TV.  Só em 1978 ela iria receber o papel de sua vida: a pé de cana Sue Ellen Ewing, ex-Miss Texas, casada com o crápula J R Ewing, um dos maiores vilões da TV em todos os tempos, brilhantemente interpretado por Larry Hagman. Inicialmente, ela participaria de apenas cinco episódios da primeira temporada de Dallas, e se suicidaria. Porém, seu personagem fez tanto sucesso que ela continuou na série até 1989. Como Sue Ellen, Linda alcançou a fama internacional e virou uma figura icônica -- mais ou menos como Heleninha Roitman aqui no Brasil. Depois do fim da série, Linda teve sérias dificuldades em ser escalada para novos personagens na TV. O jeito foi fazer teatro e, sempre que possível, voltar a interpretar Sue Ellen em telefilmes anuais que reuniam o elenco de Dallas -- sem contar o retorno da série, com os Ewings 20 anos mais velhos, onde permaneceu no elenco por 3 temporadas, entre 2012 e 2014. No teatro, curiosamente, seu papel mais marcante foi justamente o de Ms. Robinson, para quem ela havia sido dublê de corpo em 1967. Todo mundo se surpreendeu quando Linda, aos 65 anos de idade, topou aparecer nua )e com tudo em cima) numa produção de "The Graduate" nos palcos ingleses. 



CURIOSIDADES

Após "Dallas", Linda Gray fez várias participações em diversos seriados, incluindo a série britânica "Lovejoy", e também estrelou em vários filmes para a televisão americana incluindo "The Entertainers", "Bonanza: The Return" (1993) e "Accidental Meeting" (1994). Fez também um papel recorrente na série "Melrose Place" (1994).


Linda recentemente viajou para a Nicarágua para filmar um documentário sobre as questões da saúde das mulheres e das crianças como parte de seu trabalho como embaixatriz da boa vontadade das Nações Unidas.






RACHEL WARD
September 12, 1957
Cornwell, Oxfordshire UK


Durante sua carreira como modelo nos Anos 80, a inglesa Rachel Ward foi um dos rostos mais marcantes e mais frequentes nas capas de revistas. Seu rosto brilhou em Vogue, Harper's & Queen e Cosmopolitan, e também em vários comerciais de TV. Só que Rachel queria mesmo é se afirmar como atriz. Apareceu em vários filmes duvidosos, até surgir em preto e branco na genial comédia de Carl Reiner "Cliente Morto Não Paga" (1982), com Steve Martin. Foi quando veio o convite para fazer a minissérie de TV "Pássaros Feridos" ao lado do canastríssimo Richard Chamberlain. O sucesso da série foi fenomenal, mas infelizmente não fez muito bem à carreira de Rachel. Os filmes que fez a seguir não foram bem recebidos e ainda lhe renderam críticas bem desagradáveis. Abalada, ela decidiu se retirar por uns tempos para voltar a estudar artes dramáticas. Graças a seu marido Bryan Brown, Rachel acabou tomando coragem e voltando a atuar em 1997. Mas voltou em tom menor, desencantada com o star-system. Mudou para a Austrália duas décadas atrás e reiniciou sua carreira por lá, agora como produtora e diretora.



CURIOSIDADES

Rachel Ward voltou a fazer televisão com mais frequência no final da década de 1990, e participou de diversos telefilmes. Em 2006 esteve no elenco da série "Monarch Cove", do canal Lifetime, e em 2007 estreou a minissérie "Rain Shadow", do canal ABC1 da Austrália.


Em 2000, Rachel Ward estreou como diretora de curta metragens, carreira na qual vem investindo nos últimos anos, e em 2009 fez sua estreia no cinema como diretora do filme Beautiful Kate, com roteiro adaptado por ela.



JACQUELINE BISSET
September 13, 1944
Weybridge UK




Aos quinze anos, com a separação dos pais, Winnifred Jacqueline Fraser-Bisset optou por cuidar da mãe, uma advogada francesa que, acometida de esclerose múltipla, já não podia trabalhar. Nessa época, já fazia os primeiros cursos de interpretação e, graças a seu rosto delicado, seu corpo escultural e seus magnéticos olhos azuis, não demorou a conseguir trabalhos como modelo fotográfico. Dalí para o cinema foi um pulinho. Teve vários papéis pequenos, até que em 1967 teve a chance de trabalhar com Stanley Donen em "Two for the Road", onde contracenou com Audrey Hepburn e Albert Finney. No mesmo ano, fez a paródia a James Bond "Casino Royale", ao lado de Peter Sellers, Woody Allen, David Niven e um elenco feminino avassalador. Em 1968 chamou a atenção em dois papéis marcantes  nos thrillers "The Detective" (ao lado de Frank Sinatra) e em "Bullitt" (ao lado de Steve McQueen). Seu grande trabalho, no entanto, viria em 1973, em "A Noite Americana", de François Truffaut. Com esse filme, ela conquistaria o respeito do público e da crítica, além de convites de produtores e diretores europeus. Foi considerada uma das mais belas atrizes de todos os tempos pela revista Newsweek, cujos críticos ficaram encantados com a cena em que ela sai da água com uma camiseta colada ao corpo em "O Fundo do Mar" (1976). Em 1979, foi indicada para o Globo de Ouro por "Quem Está Matando Os Grandes Chefs da Europa?". Em 1992 foi indicada a vários prêmios por "Ricas e Famosas", filme derradeiro de George Cukor, onde contracenou com Candice Bergen. Em 1984, por pouco não levou o Globo de Ouro por "Sob O Vulcão", de John Huston, onde contracenou com Albert Finney. Nos anos 90, já uma mulher madura, Jackie sentiu os papéis como protagonista no cinema começarem a minguar, daí mudou de mala e cuia para a TV, onde vem participando de produções premiadas, como a minissérie inglesa "Dancig On the Edge", do grande Stephen Poliakoff. Jacqueline Bisset é conhecida por não poupar sorrisos ou autógrafos aos fãs. Nunca se casou formalmente e nunca teve filhos, apesar de ter vivido vários anos com o bailarino russo Alexander Gudonov. Continua uma mulher belíssima até os dias de hoje.






CURIOSIDADES

Jacqueline Bisset é madrinha de Angelina Jolie, que por sua vez é filha de seu ex-namorado e grande amigo Jon Voight.


Jacqueline Bisset foi a musa inspiradora de Alceu Valença para compor seu grande sucesso "La Belle de Jour", e a história por trás da canção é no mínimo pitoresca: Alceu estava meio bêbado numa mesa na calçada de um Café em Paris, e uma mulher extremamente bonita -- Jacqueline, claro! -- olhava insistentemente para ele. Apesar dela estar acompanhada, Alceu tomou coragem, foi até ela e se apresentou como músico e poeta brasileiro. Ela disse que era atriz de cinema e pediu que ele compusesse um poema para ela. Ele pegou um guardanapo e escreveu nele "Poème en Blanc", e entregou a ela, que riu bastante com a gracinha dele. Palhaçada feita, Alceu voltou para sua mesa, bebeu mais um pouco com os amigos que o acompanhavam e, no dia seguinte, já curado da bebedeira, comentou com um deles que havia escrito uma canção para aquela mulher lindíssima baseado num filme dela que ele tinha visto. Quando o amigo o ouviu cantarolar a música, começou a rir e explicou que ele havia se enganado. Aquela mulher lindíssima do Café era Jacqueline Bisset, de "A Noite Americana", e "La Belle de Jour" era com Catherine Deneuve. Alceu riu muito, e disse: "Bom, agora é tarde demais, a música já está pronta."

     





JENNIFER TILLY
September 18, 1958
Los Angeles, California



Jennifer Tilly demorou a se profissionalizar como atriz. Fez teatro amador até os 24 anos, quando decidiu tentar a sorte em Hollywood. Deu sorte na TV: ganhou logo de cara um papel recorrente na série "Hill Street Blues". De papel em papel, seu rosto foi-se firmando, e depois de "Tiros Na Broadway" (1993) de Woody Allen e do remake de "The Getaway" (1994) com Alec Baldwyn e Kim Basinger, ninguém tinha mais a menor dúvida de que Jennifer Tilly não era sua irmã mais nova (e mais famosa, na ocasião) Meg Tilly. Alternando papéis cômicos com papéis dramáticos, Jennifer seguiu adiante em sua carreira dando shows de versatilidade, até brilhar com sua voz como a noiva de Chucky na famosa série de filmes de terror. Desde então, não faltou mais trabalho para ela. Casada com Sam Simon, virou voz constante nas séries animadas "Os Simpsons" e "Family Guy", trabalha tanto em Hollywood quanto no cinema chinês e não sossega e nem se acomoda. Uma atriz admirável e que permanece sexy e gostosona depois de todos esses anos.




 CURIOSIDADES

O nome verdadeiro de Jennifer Tilly é Jennifer Ellen Chan.


Seu pai é de origem chinesa e sua mãe é canadense de origem irlandesa.


Nasceu na California, mas circulou por toda a América no Norte. Fez High School no Canadá, Second Grade no Missouri e fez Universidade em Chicago. 


Em 2009, Jennifer Tilly estreou no West End londrino numa longa temporada no Royal Court Theatre, e de 2012 para cá tem brilhado constantemente na Broadway, trabalhndo com a fabulosa dupla Wallace Shawn/Andre Gregory.






TWIGGY
September 19, 1949
Neasden, London UK


Lesley Hornby começou a carreira de modelo aos 15 anos, em 1964. Sua aparência adolescente, muito magra, lhe rendeu o apelido de "twigs" (graveto) o que levou ao apelido que a tornaria famosa mundialmente, Twiggy. Em 1965, aos 15 anos, encontrou o homem que faria sua carreira acontecer de maneira meteórica: o cabeleireiro de celebridades Justin de Villeneuve, que se tornou seu empresário. Os dois se apaixonaram, formaram um casal da moda, e sob sua orientação Twiggy criou um estilo fashion único que a ajudou a transformar-se no rosto da Swinging London dos anos 60, uma revolução cultural na Grã-Bretanha que representava tudo que havia de novo e moderno numa época de otimismo e hedonismo. Em 1966 foi eleita a "Mulher Britânica do Ano" numa votação popular e nomeada "A Face de 1966" pelo jornal londrino Daily Express. Influenciada pela modelo Jean Shrimpton, começou a correr a Europa, o Japão e os Estados Unidos, e se transformou numa personalidade mundial, estampando capas de revistas como Vogue e Tatler e fotografando com os maiores fotógrafos do mundo, como Richard Avedon, Helmut Newton, David Bailey e Cecil Beaton entre outros. Transformada num dos maiores símbolos da cultura "mod" britânica, em 1967 ela desembarcou em Nova York e sua chegada no Aeroporto John Kennedy foi um grande acontecimento. As revistas LIFE e Newsweek fizeram reportagens sobre o "fenômeno Twiggy" e a revista The New Yorker dedicou cerca de 100 páginas ao assunto. Em 1970, com apenas 21 anos, Twiggy encerrou precocemente a carreira de modelo. A partir daí resolveu dedicar-se às carreiras de cantora e atriz. Trabalhou em "Os Demônios" (1971) e "O Namoradinho" (1972), ambos do grande Ken Russell, e por eles ganhou dois Globos de Ouro como Revelação do Ano e Melhor Atriz em Musical ou Comedia. Em 1973, posou ao lado de David Bowie para a capa do disco "Pin Ups". Em 1983 estreou na Broadway no musical "My One and Only", pelo qual foi indicada ao Tony. Nos anos 90 comandou o talk-show Twiggy's People na ITV e recentemente foi jurada do reality show America's Next Top Model.[16] Twiggy gravou dois bons discos para a Mercury Records em meados dos Anos 70: "Twiggy" e "Please Get My Name Right". O terceiro disco veio muitos anos depois, em 2011: "Romantically Yours", mas não emplacou. De 2012 para cá, ela vem produzindo moda e promovendo sua própria coleção. Continua uma gata depois de todos esses anos.






SOPHIA LOREN
September 20, 1934
Roma, Itália



Sophia Loren é uma das atrizes mais exuberantes e talentosas da história do cinema, com mais de 60 anos de carreira pelas coostas. Competindo nos anos 60 com Marilyn Monroe, Raquel Welch, Brigitte Bardot e Jane Fonda, foi considerada pela revista People a morena mais bela, sensual e talentosa de todos os tempos. Viveu sérias dificuldades financeiras em sua infância e adolescência por conta do pós-Guerra, e por pouco não passou fome. Encorajada a tomar aulas de atuação após participar de um concurso de beleza, Sophia começou sua carreira no cinema em 1950, aos 16 anos, quando apareceu em vários papéis pequenos em produções italianas. Em 1956, aos 22 anos, foi contratada para cinco filmes pela Paramount e deu início a uma vitoriosa carreira internacional. A fama e o reconhecimento artístico vieram em 1962, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz pelo drama "Duas Mulheres", que também lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Sophia foi a atriz que mais recebeu prêmios em toda a história do David di Donatello Awards de Melhor Atriz. Ganhou nada menos de seis, pelos filmes "Duas Mulheres" (1961), "Ontem, Hoje e Amanhã" (1963), "Matrimônio à Italiana" (1964), "Os Girassóis da Rússia" (1970), "A Viagem" (1974) e "Um Dia Muito Especial" (1978). Em 1964, foi a primeira atriz a receber um cachê de 1 milhão de dólares para estrelar o filme "A Queda do Império Romano" e em 1995 recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, Sophia Loren foi reconhecida como uma das 25 maiores lendas do cinema norte-americano do sexo feminino na pesquisa do American Film Institute, da "AFI's 100 Years...100 Stars". Quando se casou com o produtor Carlo Ponti no início dos anos 70, Sophia Loren passou a se dedicar mais à família e menos a sua carreira como atriz, passando a atuar apenas ocasionalmente. Permanece ativa até hoje, fazendo participações marcantes em filmes como "Pret-A-Porter" de Robert Altman e "Nine" de Rob Marshall. Não lançou nenhuma autobiografia até agora. No entanto, já lançou vários livros sobre culinária, como  "In the Kitchen with Love" (1972) e "Sophia Loren's Recipes and Memories" (1998). Continua uma bela mulher até os dias de hoje.




CURIOSIDADES

Dos Anos 80 para cá, Sophia começou a trabalhar cada vez menos como atriz, e optou por cuidar de seus negócios. Foi pioneira em transformar seu nome em grife e está listada no Guinness Book como a primeira atriz a ceder seu nome para um perfume.

Aos 72 anos de idade, Sophia aceitou posar seminua para o Calendário Pirelli de 2007.

Sophia vive hoje numa vila na Suíça, mas viaja com frequência para Los Angeles para visitar seus filhos e netos, todos cidadãos californianos. 






 

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