Friday, October 6, 2017

SAUDAMOS NOSSAS ANIVERSARIANTES VINTAGE DESTA SEMANA (28 de Setembro/4 de Outubro)

Textos por Chico Marques

BRIGITTE BARDOT
September 28, 1934
(Paris, France)





Nunca houve uma mulher como Brigitte Bardot. No início, ela era apenas a versão francesa de Marilyn Monroe, mas com o passar dos anos foi-se transformando na ninfa absoluta do imaginário de todos os homens do Planeta Terra (sem nenhum exagero). Estreou no cinema em 1952, mas só explodiu em popularidade em "E Deus Criou A Mulher" (1956), filme clássico de Roger Vadim, com quem se casou. A partir daí, fez uma infinidade de comédias ligeiras com apelo sexy que enlouqueceram a libido da população masculina (e feminina também) do planeta. Mas Brigitte queria mais: queria ser também uma atriz dramática de respeito. Em 1963 foi dirigida por Louis Malle no intrigante "Vida privada" e voltou a brilhar no ano seguinte ditigida por Jean-Luc Godard em "O Desprezo". A partir daí, Brigitte passou a escolher bem os filmes que queria fazer. Trabalhava sempre com muito prazer ao lado do ex-marido Vadim, brilhou com Jeanne Moreau em "Viva Maria", se divertiu bastante fazendo "Boulevard do Rum" e "Colinot", e testou os limites da nudez no cinema na época em filmes como "As Mulheres", "As Noviças" e "Se Don Juan Fosse Mulher". Assim que se aposentou do cinema em 1974, posou para um ensaio a convite da Revista Playboy mostrando como permanecia linda aos 40 anos de idade recém-completados. Mas infelizmente, a beleza física abandonou brigitte rapidamente, e o que se vê nos últimos 3 anos lembra em absolutamente nada a mulher exuberante que ela foi no passado. a outrora "devoradora de homens", que enjoava dos namorados com a mesma facilidade que os conquistava, já não existia mais. Pouco depois de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia mais prazer em ser atriz, e que iria dedicar-se a defender a natureza e os animais. Passou a brigar pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele. Detalhe: em 1962, Brigitte veio ao Brasil e se encantou com Búzios, RJ, onde passou uma longa temporada. Até hoje existe na cidade uma escultura de Brigitte feita por um artista local.





MIRA SORVINO
September 28, 1967
(NYC, NY)




Mira Katherine Sorvino é uma daquelas excelentes atrizes que, sabe-se lá porque, depois de dois papéis marcantes e muito premiados, acabam perdendo o rumo de suas carreiras. Seu pai, o grande ator Paul Sorvino, não queria que ela fosse atriz. Preferia que ela fizesse carreira como professora universitária ou como historiadora. Mira estudou em Harvard, é fluente em Mandarin, formou-se em Estudos Chineses e escreveu sua tese de mestrado sobre os Conflitos Raciais ao longo de um ano em que ela morou em Beijing. Mas Robert DeNiro, muito amigo de seu pai, insistia que ela deveria seguir a carreira de atriz, e começou a conseguir testes para ela nos filmes de sua Tribeca Productions. Foi a partir daí que surgiram papéis marcantes em filmes de gabarito como "Entre Amigos" (1993), "Barcelona" (1994), "Quiz Show" (1994) e finalmente "Poderosa Afrodite"(1995), onde faz uma prostituta atrapalhada com uma voz irritante que lhe rendeu um merecidíssimo Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante aos 29 anos de idade. No ano seguinte, Mira interpretou Marilyn Monrou em "Norma Jean & Marilyn", que lhe rendeu muitos elogios e ainda mais prestígio como atriz. Mas suas escolhas seguintes foram desastradas. O que dizer de coisas como "Mutação" (1997), "Assassinos Substitutos" (1998) e "Romy e Michele" (1999), dos quais ela participou? Sua sorte é que esses filmes foram imediatamente esquecidos, e ela, depois de um pequeno hiato, conseguiu reinciar sua carreira no cinema e na TV, ainda que sem grande sucesso. É casada há 13 anos com Christopher Backus, com quem tem quatro filhos.




MONICA BELUCCI
September 30, 1964
(Citta di Castello, Itália)

 





Monica Bellucci deveria ter sido advogada, não atriz. Mas teve que trabalhar como modelo fotográfico para conseguir bancar seus estudos, e deu no que deu. Em 1990, já muito conhecida como modelo, fez suas primeiras aparições no cinema italiano, e por ser poliglota conseguiu um pequeno papel em "Bram Stocker's Dracula" (1992), de Francis Ford Coppola. Monica foi muito bem recebida pelo cinema francês, e em 1996 ganhou projeção mundial pelo filme "O Apartamento", que lhe rendeu um César. Mas foi só a partir do sucesso mundial de "Malèna" (2000), de Giuseppe Tornatore, que as portas de Hollywood se abriram para ela de verdade. Foi Perséfone na trilogia "Matrix", foi Maria Madalena na "Paixão de Cristo" de Mel Gibson, foi Cleópatra em "Asterix e Obelix", foi bondgirl em "007 Spectre", e também foi eleita aos 40 anos de idade "a mulher mais sexy do mundo" pelos leitores da revista Maxim's em 2004 e escandalizou o público do Festival de Cannes em 2002, ao participar de uma das cenas mais violentas e realistas de um estupro no cinema no filme francês "Irreversível", do argentino Gaspar Noé. Tem duas filhas com o ator Vincent Cassel, com quem foi casada por quase 15 anos e tem duas filhas: Deva e Léonie. Morou em Roma, Paris, Los Angeles, Nova York, até mudar-se para o Rio dez anos atrás, onde permaneceu alguns anos. Hoje mora em Lisboa, no bairro do Castelo, e encanta os portugueses sempre que sai para passear pela cidade.







ANGIE DICKINSON
September 30, 1932
(Kulm, North Dakota)





A maioria das pessoas lembra de Angie Dickinson já loira e balzaquiana, correndo atrás de bandidos com um revolver na mão e exibindo seu corpo espetacular em biquínis amarelos e brancos simplesmente sensacionais na série de TV "Police Woman" em meados dos Anos 70. A série foi um sucesso estrondoso na época, pois inseria dois novos elementos no então já cansado segmento de séries policiais: uma mulher linda como protagonista que, além de gostosíssima, era tudo menos frágil. Graças ao sucesso da série, os Departamentos de Polícia das cidades americanas passaram a contratar mais mulheres para compoir seus quadros de policiais. Foi capa da revista "Ms.", da jornalista Gloria Steinem, e apresentada como exemplo a ser seguido do que hoje chamamos de "empoderamento feminino". Bom.. mas o fato é que a carreira de Angie já vinha de 20 anos. Ainda ruiva, foi uma das mulheres mais sensuais do cinema americano nos Anos 60, em hoje clássicos do cinema como "Rio Bravo" de Howard Hawks, "Os Assassinos" de Don Siegel, "Caçada Humana" de Arthur Penn e "À Queima Roupa" de John Boorman. Seus casamentos -- sempre turbulentos -- com o jogador de futebol Gene Dickinson (1952/1960) e com o compositor, arranjador e maestro Burt Bacharach (1965/1981) não a impediram de seguir namorando quem bem entendesse, e acabaram muito mal. A partir de "Vestida Para Matar" (1980), de Brian De Palma, Angie, já cinquentona, decidiu aproveitar que seu corpo ainda estava com tudo em cima e começou a fazer papéis em filmes com alta voltagem erótica. Infelizmente, escolheu mal os filmes, e quase detonou sua carreira. Depois de pequenas participações em filmes como "Sabrina" de Sidney Pollack e "Até As Vaqueiras Ficam Tristes" de Gus Van Sant, ela começou a se recolher, até porque não estava envelhecendo tão bem quanto gostaria. Seu último papel marcante no cinema foi no drama "A Corrente do Bem", com Kevin Spacey. Na TV, ainda aparece de tempos em tempos fazendo participações especiais em séries. Angie Dickinson pode não ter sido uma das mulheres mais bonitas do showbiz americano em todos os tempos -- mas foi uma das mais exuberantes, sem a menor sombra de dúvida.






STELLA STEVENS
October 1, 1938
(Yazoo City, Mississippi)






Quando Stella Stevens surgiu naquelas produções ligeiras de Hal B Wallis com Jerry Lewis e Elvis Presley, só mesmo um cego não prestaria atenção em sua lourice encantadora, em seu sorriso desconcertante e em seu corpo espetacular. Stella era bonita e gostosa demais para ser verdade. Mas era verdade. E, já que ela era bem desinibida, nãoa hesitou em aceitar o convite de Hugh Hefner para posar nua para a PLAYBOY no início dos Anos 60. Resultado: virou musa instantânea dos onanistas da América, que até então tinham como objetos de culto apenas as igualmente desinibidas Marilyn Monroe e Jayne Mansfield. Foi a partir daí que ela deixou de ser chamada apenas para filmes juvenis e começou a integrar elencos de filmes mais adultos, onde podia mostrar mais e melhor tanto seu corpo magnífico quanto seu talento como atriz. Seu corpo pode ser visto em uma longa série de filmes ruins merecidamente esquecidos. Já seu talento como atriz brilha intensamente no estranho western "A Balada de Cable Hogue" (1969), de Sam Peckinpah, onde ela interpreeta Hildy, uma prostituta de bom coração que salva a vida do "rambler" Jason Robards. Outro highlight na carreira de Stella é a ex-prostituta casada com um policial (Ernest Bornigne) em lua do mel num cruzeiro marítimo no grande sucesso de Irwin Allen "O Destino do Poseidon" (1973). Mas são esses os papéis mais memoráveis de sua carreira. Dos anos 70 aos aanos 90para cá, Stella Stevens foi, com certeza, a atriz que mais interpretou prostitutas no cinema e na TV nos Estados Unidos. De lá para cá, já bem envelhecida e quase irreconhecível, segue trabalhando em pequenos papéis nos filmes duvidosos que sempre fez, orgulhosa de permanecer em cena. Seu sorriso aberto ainda permanece o mesmo depois de todos esses anos.







SUSAN SARANDON
October 4, 1942
(Jackson Heights, NYC NY)







Susan Sarandon nunca se encaixou exatamente nos padrões da beleza americana. Magrela demais, curvilínea de menos e dona de olhos meio saltados, sabia que jamais seria uma bombshell como Raquel Welch. Na verdade, queria mesmo era ser uma nova Jane Fonda, se isso foi possível. Quem a conheceu tímida e determinada no final dos anos 60, quando estreou no emblemático filme sobre violência urbana "Joe", de William Friedkin, ao lado de seu então marido Chris Sarandon, já sabia que aquela menina de olhos grandes tinha ótimas chances de ir longe. Era só questão dela abraçar os papéis certos, e deixar o resto acontecer naturalmente. Foi o que ela fez. Depois de uma infinidade de pequenos papéis em filmes pouco vistos, ela ganhou alguma projeção fazendo a noiva negligenciada do repórter Jack Lemmon no clássico "A Primeira Página", de Billy Wilder, e também a namorada de Robert Redford em "O Grande Waldo Pepper", ambos de 1974. Mas foi aparecer em todo seu explendor em dois filmes americanos do grande diretor francês Louis Malle: "Pretty Baby" (1978), como a prostituta mãe da pequena Brooke Shields, e "Atlantic City" (1979), como uma croupier que se envolve num golpe com um velho gangster romântico, interpretado brilhantemente por Burt Lancaster. A partir daí, Susan engatou um filme atrás do outro, fazendo uma das carreiras mais notáveis do cinema americano nos últimos 50 anos. Ela protagonizou filmes inesquecíveis como "Fome de Viver" (com David Bowie e Catherine Deneuve), "Tempestade" (com John Cassavetes e Vittorio Gassman), "Thelma & Louise" (com Geena Davis), "Loucos de Paixão" (com James Spader) e "Bull Durham" (com Kevin Costner e Tim Robbins), entre muitos outros. Foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por váriosanos consecutivos, e finalmente levou a estátua para casa em 1996, por "Dead Man Walking", onde contracenou Sean Penn. De uns tempos para cá, passou a alternar trabalhos no cinema, na TV e no teatro, e consegue manter, aos 71 anos, um padrão de atividade invejável, sinal claro de que não pensa em parar de trabalhar tão cedo. Namoradeira contumaz -- passou o rodo em Hollywood durante seus anos de solteirice entre 1979 e 1988 -- sossegou por uns tempos ao se casar com Tim Robbins. Mas em 2010 os dois se separaram e ela, que não é boba nem nada, resolveu voltar ao jogo. Quem viu o espetacular implante nos seios que ela fez no ano passado e o sorriso de felicidade estampado em seu rosto onde quer que vá, não tem a menor dúvida de que ela deve saber o que está fazendo. Quem diria que aquela menina franzina jovem e talentosa iria se transformar nessa atriz magnética e nesse mulherão espetacular.... 








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