Thursday, November 2, 2017

SAUDAMOS NOSSAS ANIVERSARIANTES VINTAGE DESTA SEMANA

TEXTOS DE CHICO MARQUES

CATHERINE DENEUVE
OCTOBER 22, 1943
PARIS, FRANCE






A inigualável Catherine Deneuve conseguiu realizar um feito notável logo em seus primeiros anos de carreira na década de 60: virou modelo de elegância e de beleza e se afirmou como uma das mais respeitadas atrizes do cinema mundial -- tudo ao mesmo tempo. Nascida Catherine Fabienne Dorléac, filha do ator de teatro e cinema Maurice Dorleác e irmã da também atriz Françoise Dorléac, ela estreou no cinema aos 13 anos, em 1956, e durante a adolescência trabalhou em diversos filmes com o diretor Roger Vadim, até chegar ao estrelato mundial em 1964, ao lado da irmã Françoise, em Os Guarda Chuvas do Amor, obra-prima de Jacques Demy. Na segunda metade dos Anos 60, representou mulheres frias e inacessíveis -- vide A Bela da Tarde de Luis Buñuel e Repulsa ao Sexo de Roman Polanski --, e se transformou num dos símbolos sexuais mais enigmáticos, menos transparentes e mais fascinantes desde Greta Garbo. Ao longo dos anos 1960, 1970, 1980 e 1990, Catherine desenvolveu uma carreira absolutamente espetacular, brilhando em grandes filmes dos mais notáveis realizadores europeus. Só que Catherine, ao contrário de muitas estrelas de cinema, jamais foi atriz exclusiva de realizadores consagrados e sempre confiou em jovens diretores emergentes. Bastava um roteiro lhe agradar e sua participação em qualquer produção já estava assegurada, fosse quem fosse o diretor. Com seu prestígio nas bilheterias, ela ajudou a revelar muitos jovens talentos, que lhe são eternamente agradecidos. Sinônimo de beleza francesa, Catherine virou a musa da do estilista Yves Saint Laurent e o rosto dos perfumes Chanel por mais de duas décadas -- e de quebra substituiu Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada nos selos e nas moedas do país. Foi casada com o diretor Roger Vadim e também com o famoso fotógrafo de moda londrino David Bailey, em quem o Michelangelo Antonioni se baseou para criar o fotógrafo interpretado por David Hemmings em Blow-Up. Após o fim do segundo casamento, passou a colecionar namorados famosos: entre eles, Marcello Mastroianni (com quem teve uma filha, Chiara) e Serge Gainsbourg. Aos 74 anos de idade, Catherine Deneuve permanece na ativa, fazendo uma média de 3 a 4 filmes por ano. Continua uma bela mulher, com seus traços clássicos preservados. Optou por envelhecer com dignidade, fazendo uso de intervenções corretivas em seu rosto e em seu corpo, mas sem deixar se desfigurar com excesso de botox, silicone e cirurgias plásticas. Uma mulher sábia. E maravilhosa.







VALERIA GOLINO
OCTOBER 22, 1965
NAPOLI, ITALY






Apesar de sua baixa estatura (1m55cm), Valeria Golino parece uma mulher enorme, pois possuí os olhos azuis mais lindos do cinema italiano atual. Filha de um casal de artistas plásticos, ela cresceu entre Nápoles e Atenas, e logo na adolescência foi trabalhar como modelo fotográfico. Dalí para o cinema, foi um pulinho. E depois de emplacou como protagonista em Piccoli Fuochi (1985), e já no ano seguinte ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza por Storia D'Amore. Foi para Hollywood em 1988, onde fez diversos filmes, mas, mesmo falando inglês praticamente sem sotaque, sentiu que dificilmente iria ser mais do que uma coadjuvante por lá. Daí, ao longo dos 20 anos seguintes, manteve um pé no cinema americano e outro no Cinema Italiano, o que lhe garantiu prestígio nos dois lados. Nos últimos dez anos, no entanto, o trabalho nos Estados Unidos começou a ficar reduzido demais para Valéria, que voltou para a Itália, dessa vez para ficar. Aos 52 anos de idade, permanece uma mulher intensa, lindíssima, extremamente arrebatadora e gostosíssima. Valeria Golino lembra a velha máxima que diz que "os melhores perfumes vem em pequenos frascos".






JACLYN SMITH
OCTOBER 26, 1945
HOUSTON, TEXAS






Tida por muitos como uma das mais belas mulheres de toda a história da TV americana, Ellen Jaclyn Smith participou de vários filmes no início dos Anos 70, mas tornou-se conhecida mundialmente como doce e cativante Kelly Garrett na série de TV As Panteras/Charlie's Angels (1976-1981), um clássico dos Anos 70 sobre três dondocas lindas e perigosas que trabalham para uma Agência de Detetives. Foi a única das três protagonistas originais a permanecer do primeiro ao último episódio da série -- Farrah Fawcett e Kate Jackson foram saindo aos poucos do elenco. Talvez por conta disso, sua imagem tenha ficado associada demais à série, o que lhe causou problemas de escalamento em produções nos anos seguintes. Por conta disso, ela decidiu em 1985 virar empresária e criou uma coleção de roupas femininas e uma linha de perfumes com seu nome. A partir daí, não parou mais. Jaclyn Smith trabalha muito pouco como atriz, mas sempre que pode dá a luz de sua graça em alguma série de TV como atriz convidada. E brilha, claro! Ganhou prêmios por suas participações em episódios de Law & Order SVU e CSI: Las Vegas anos anos atrás. Aos 72 anos, continua uma bela mulher, e segue em frente estrelando filmes familiares caretérrimos para o Hallmark Channel e posando para fotos de capa em revistas bem comportadas como McCall e Harper's Bazaar. Mesmo assim, continua musa.




LEE GRANT
OCTOBER 31, 1925
MANHATTAN, NEW YORK




Filha de um casal de professores judeus, com raízes no Leste Europeu, Lyova Haskell estreou nos palcos aos 4 anos de idade no Metropolitan Opera em Nova York como uma pequena princesa em L'Orocolo. Quando se formou na High School, ganhou uma bolsa para estudar no lendário Neighborhood Playhouse School of the Theatre, tendo como professor Sanford Meisner. Aos 18 anos, já brilhava em espetáculos dramáticos na Broadway. Aos 26, ganhou a Palma de Ouro de Melhor Atriz por sua performance em Detective Story, filme clássico de William Wyler. Mas sua carreira, que tinha tudo para decolar, foi abortada pelo Senador McCarthy, que a incluiu em sua Lista negra, acusada de fazer parte de um grupo de atores comunistas que conspiravam contra o modo de vida americano. Durante vários anos, Lee Grant voltou a ser apenas atriz de teatro, pois não era chamada para trabalhar nem no cinema, nem na TV. Ela voltou à ativa em 1964, como parte do elenco da série Peyton Place-A Caldeira do Diabo, num papel que lhe rendeu um Emmy de Melhor Atriz. Passou a ser indicada constantemente para os Oscars, mas nunca levava a estatueta pra casa -- até que, em 1975, ganhou finalmente, fazendo a milionária bêbada que "financia" o cabelereiro gigolô interpretado por Warren Beatty em Shampoo (1975), grande filme de Hal Ashby. De 1980 para cá, Lee Grant se aposentou como atriz e virou diretora de documentários artísticos para o prestigiado Americal Film Institute (AFI). Em 1986 ganhou o Directors' Guild pelo documentário Nobody's Child, produzido para a CBS, e no ano seguinte ganhou um Oscar por outro documentário, Down And Out In America, realizado para a HBO, ambos sobre violência doméstica. Desde então, os prêmios nunca mais deixaram de chegar para Lee Grant -- que, aos 92 anos de idade, continua ativa e elaborando projetos para um futuro próximo. Para alguém como ela que, durante 10 anos, foi impedida de trabalhar por um perseguidor desarvorado, todo o tempo que ela ainda tiver pela frente precisa ser muito bem aproveitado.



SALLY KIRKLAND
OCTOBER 31, 1941
NEW YORK CITY, NY






Sally Kirkland tinha tudo para ser uma atriz de primeiro time. Filha de uma editora das revistas LIFE e VOGUE, bastou ela dizer aos 12 anos de idade que queria ser atriz que sua mãe já a inscreveu no Actors' Studio, de Lee Strasberg. Mas Sally era da pá virada, e ao invés de seguir carreira pelas vias tradicionais -- teatro, cinema, TV --, ela se envolveu com a Factory de Andy Warhol's Factory, tornando-se artista performática e militando no Movimento Avant-Garde Multimedia Novaiorquino dos Anos 60. Quando o Movimento se esvaziou no início dos Anos 70, ela foi tentar a sorte em Hollywood. Conseguiu alguns pequenos papeis em filmes como Golpe de Mestre e Private Benjamin, mas não tinha jeito: ela era doida demais para o mainstream hollywoodiano. No início dos 80, Sally enveredou pelo cinema independente e emplacou um sucesso inusitado com Anna (1987), um filme claustrofóbico sobre uma famosa atriz checa que vive uma vida anônima num ghetto em Nova York, que lhe rendeu um Golden Globe de Melhor Atriz Dramática e uma indicação para o Oscar. Mas infelizmente, Sally escolheu muito mal seus papeis daí por diante, conspirando abertamente contra sua própria carreira, e se perdeu protagonizando filmes eróticos de quinta categoria -- que, revistos hoje, são tão camp que até chegam a ser artisticamente atraentes. Aos 76 anos de idade, Sally Kirkland é uma grande atriz que nunca desabrochou como deveria, e que, por conta disso, nunca teve a carreira que merecia ter tido. Certamente teria ido longe, se não fosse tão louca.





STEPHANIE POWERS
NOVEMBER 2, 1942
LOS ANGELES, CALIFORNIA




Filha de um imigrante judeu muito rude vindo da Polônia, que sempre a tratou muito mal, Stefania Zsofia Federkiewicz nasceu muito pobre na ensolarada Los Angeles, e assim que seus pais se separaram foi morar com a mãe em Nova York, onde estudou para virar atriz. Como era bonita demais, acabou sendo convidada para trabalhar como modelo. Das passarelas acabou indo parar na TV, onde adorou o nome Stephanie Powers e, em 1966, viveu a encantadora agente-chamariz April Dancer na série A Garota da U.N.C.L.E., da NBC-TV. Resultado: virou a Queridinha da América daquele ano. Quando a série acabou, foi chamada para fazer par com Robert Wagner na série O Rei dos Ladrões. A partir de 1970, assinou um contrato de 8 anos com a Universal e passou a ser escalada para participações especiais em praticamente todas as séries do Estúdio, além de um filme ou outro. Quando o contrato acabou, ela foi chamada para contracenar novamente com Robert Wagner na série Casal 20-Hart To Hart, uma espécie de Nick & Nora Charles de Beverly Hills, que virou um sucesso estrondoso, permanecendo em produção durante nada menos que cinco temporadas e totalizando 110 episódios. Quando acabou, os dois estavam irremediavelmente marcados pelos personagens do Casal Hart, daí passaram vários anos sendo chamados para poucos papeis. Os dois se reuniram nos Anos 90 para reviver os Harts em 8 telefilmes, e a química entre eles permanecia intacta. Daí, resolveram voltar ao teatro, onde é possível para atores de meia idade fazerem papeis mais jovens, e montaram Love Letters, correndo a América com a peça. Desde então, Stephanie participou de The King & I, e mudou de Los Angeles para Londres, onde se envolveu numa montagem musical de Applause, onde interpreta Margo Channing, personagem imortal de Bette Davis em A Malvada. De 2000 para cá, passou a participar constantemente de produções da BBC-TV, e voltou a se reunir esporadicamente com Robert Wagner, revivendo o Casal Hart no programa da BBC-TV The Graham Norton Show. Permanece em Londres até hoje, aos 75 anos de idade recém-completados. Mulher classuda tá aí...








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