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JÚLIO E JOANA (uma reminiscência de Carlão Bittencourt para o Dia dos Namorados)

Buenas!  Era uma vez, longe em nossa memória, um lugar lá para as bandas de Santana do Livramento, nas bordas da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Uma terra de gente brava, dura, empedernida. Gente acostumada a lutar. Desde que o mundo é mundo.  Naquela parte esquecida do Brasil, a lei sempre foi a do mais forte. Portanto, aquele povo já nasceu peleando. E peleando seguiu pela vida a fora. Sem descanso. Sem trégua. Sem paz.  De um lado, os castelhanos. Do outro, o governo imperial. Nesse fogo cruzado ninguém tinha vida fácil. Pelo contrário. Pergunte ao pó dos milhares e milhares de colonos e de imigrantes que escolheram aquele chão para viver. E morrer.  O tempo não era melhor. O tempo e o vento. O primeiro passava demasiado lento, demasiado quieto, demasiado angustiante. O segundo era ainda mais perverso. Não respeitava poncho, batina ou farda. Soberano do pampa, o velho minuano rasgava a tudo e a todos como a fria lâmina de uma...