por Luiz Mendonça de Lisboa par a A construção heróica do jornalismo em “The Post – A Guerra Secreta” (2017) é perto de pífia quando comparada com um filme como “Todos os Homens do Presidente” (1976), a obra-prima de Alan J. Pakula sobre o escândalo Watergate, que encontra aqui uma espécie de prequela. É que no filme de Spielberg toda a intriga gira à volta de uma decisão editorial e administrativa de publicar ou não matéria classificada de altamente confidencial pelo governo norte-americano. A grande aventura do jornalismo, que no filme de Pakula era a procura labiríntica e perigosa da verdade, aparece aqui reduzida à gloriosa decisão de deixar passar ou não material confidencial fornecido por uma fonte secreta – “Garganta Profunda”, no filme como na vida, não havia “feito a papinha toda” aos jornalistas do The Washington Post, ao passo que aqui, o “Whistle Blower”, a quem Spielberg dispensa pouca atenção dramática, e não encontra particular heroísmo, fornece tintim por...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO