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Showing posts from August, 2020

NOSSO COMENTARISTA DE CINEMA SÉRGIO PRIOR RECOMENDA DOIS ÓTIMOS FILMES QUE VIU RECENTEMENTE

" DEPOIS DA TEMPESTADE", de Hirokazu Kore-Eda, tem como personagem central Ryota (Hiroshi Abe), um escritor que não consegue sobreviver economicamente, com compulsão por apostas, sempre endividado, que tem na atividade de detetive o seu ganha pão. Separado de sua esposa, pai de um filho, que já se cansaram de tantas promessas feitas por ele. O principal objetivo da vida de Ryota, por incrível que pareça, é reatar os laços com a sua família. A ambição de "botar a vida nos trilhos" por vezes parece ser irreal, mas está longe disso. E é justamente nessas incongruencias de todos nós, no cotidiano sem grandes sobressaltos, que o cinema do diretor Kore-Eda se debruça. Não há grandes digressões filosóficas, tampoucos cenas céleres, repletas de ação. Seu cinema analisa como se ele tivesse um microscópio e ampliasse a simplicidade da vida de um homem comum. Ryota se pergunta numa certa altura a razão de sua vida não ter dado certo. Kore-Eda não dá respostas. A personagem mai...

LEVA UM CASAQUINHO ORGULHOSAMENTE APRESENTA OS MAIORES E MELHORES FILMES DE TRIBUNAL DE TODOS OS TEMPOS

  O VENTO SERÁ TUA HERANÇA (Inherit the Wind, 1960) O famoso caso ocorrido em 1925, no estado americano do Tennesse, quando o professor John Thomas Scopes foi julgado criminalmente por ensinar a teoria da evolução de Darwin em uma escola pública. ”O Julgamento do Macaco” (Monkey Trial), como ficou conhecido, teve repercussão mundial pela batalha travada pelos advogados de acusação e defesa. Durante o julgamento do Tribunal do Júri, que durou onze dias e foi o primeiro a ser transmitido por rádio, a defesa foi impedida pelo juiz de apresentar cientistas como testemunhas em favor da teoria da evolução. Baseado no romance de J. Lawrence e Robert E. Lee, escrita em 1951.   TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO (Witness for the Prosecution, 1957) Que ciência e religião sempre bateram de frente, isto não é novidade para ninguém. Porém, nos idos da década de 1920, um caso que envolvia este embate em uma escola foi um divisor de águas para a sociedade norte-americana e, porque não dizer, mundial. Em...

EDUARDO RUBI CAVALCANTI SAÚDA EM PRÓXIMA PARADA OS 40 ANOS DO MAIOR FILME DE TERROR JÁ REALIZADO

  Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em várias outras publicações. É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

PÃES E LIVES, SEGUNDO MARCELO RAYEL CORREGGIARI

No início, eram somente ‘duas semanas’. “Ah! Dá ‘pra’ levar”, pensaram muitos. “O que são duas semaninhas recolhido em casa, sem poder ir à praia... passam logo”. Até que se vão cinco meses. É bom não esquecer que Santos já vinha com alguns bloqueios sanitários por causa das atividades portuárias, e que o prefeito efetivou o bloqueio às praias — a fim de se evitar os chamados ‘clusters’ — no dia 06 de março. Bom, final de agosto... e nenhum sinal de que as agruras cessarão. O pessoal que já não batia bem dos pinos começou a dar ‘tilt’ direto: fácil de testemunhar, mesmo em casa, uma vez que os(as) ‘panguá’ publicam os passeios com tons idílicos — o bom e velho lance do “eu tenho direito a um banho de sol!” — em redes sociais. Incrível, isso! A justificativa não é nem um pouco inovadora: “... o médico falou que não é bom ficar sem tomar sol...”, “... precisamos de banho de sol! Como fica nosso sistema imunológico?!” ou coisas do tipo “... até presidiários têm banho de sol...” en...

POETAS E MÉDICOS, SEGUNDO FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA

  Poeta, contista e crítico literário, Flávio Viegas Amoreira é das mais inventivas vozes da Nova Literatura Brasileira surgidas na virada do século: a ‘’Geração 00’’. Utiliza forte experimentação formal e inovação de conteúdos, alternando gêneros diversos em sintaxe fragmentada. Participante de movimentos culturais e de fomento à leitura, é autor de livros como Maralto (2002), A Biblioteca Submergida (2003), Contogramas (2004) e Escorbuto, Cantos da Costa (2005).