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Showing posts from June, 2018

SEGUIMOS COM O FESTIVAL CLÁUDIA CARDINALE, TRAZENDO O CLÁSSICO "OS CARBONÁRIOS" (1969, legendas em espanhol)

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PARADISO TOP 5: CINCO FILMES PARA QUEM ACHA QUE HOSPITAIS PODEM SER ENGRAÇADOS

POR CHICO MARQUES O HOSPITAL (Hospital, 1971, 103 minutos, dir: Arthur Hiller) A vida do Dr. Bock (George C Scott) está de ponta cabeça desde que a mulher o deixou, os filhos pararam de falar com ele e seu antes amado hospital-escola começa a cair aos pedaços por falta de investimentos em manutenção. À beira de um colapso nervoso, ele se apaixona por uma jovem lindíssima (Diana Rigg), filha de um paciente bruxo que lembra o Don Juan de Carlos Castañeda, e coisas fantásticas começam a acontecer. Roteiro genial de Paddy Chayefsky que o sensível Arthur Hiller dirige com precisão. Um filme magnífico, que infelizmente nunca foi lançado em home-video aqui no Brasil, e há muito tempo não frequenta a programação da TV. Mas se for exibido em algum lugar qualquer hora dessas, não deixe de ver. Vale (muito) a pena. HOSPITAL DOS MALUCOS (Brittania Hospital, 1982, 116 minutos, dir: Lindsay Anderson) "Brittania Hospital" encerra de forma notável a "trilogia b...

O LEITOR MISTERIOSO (por Marcus Vinícius Batista)

No domingo à noite, vi o primeiro suspeito. Parecia ser uma senhora – eu estava a uns 50 metros de distância -, vestindo um casaquinho verde, daqueles de senhora mesmo, como uma personagem do jogo de tabuleiro Detetive. Descobri sem querer, havia descido para deixar o lixo na rua, mas percebi que ela parou uns dois segundos antes de subir a escada, tempo suficiente para medir os livros, ler as capas e levá-los para casa. Tinha colocado os livros ali, no hall de entrada do prédio, há menos de duas horas. A intensidade e a frequência do sumiço das obras reforçavam o modus operandi e a suspeita das especulações: alguém estava montando uma biblioteca a partir da minha. O quase flagrante – ou a alucinação literária – é mais um episódio da história que começou há um ano e meio. No prédio onde moro, há uma caixa de correspondência grande, de quase um metro de diâmetro, no hall de entrada. Nessa época, inspirado por projetos semelhantes, passei a deixar livros e revistas...

ONANISMO (por Carlão Bittencourt)

“O que eu gosto na masturbação é que você não tem de dizer nada depois” (Milos Forman) O redator estava atrasado. Passava da meia noite quando chegou à festa de lançamento do Anuário do Clube de Criação de São Paulo, no Palace. Lotado. Riu. Melhor assim. Antes tarde do que nunca. Afinal, àquela hora, quem precisava ir embora já tinha se escafedido. Quem ficou, foi para meter o pé na jaca. Com tudo. Homens ao bar! No balcão, pediu ao barman um uísque à la Vinicius de Moraes. Sabe como é? Copo alto, gelo cristal e uísque até a boca. Perfeito. Apesar da sede, desértica, ficou mexendo a bebida com o dedo até o copo embaçar. Pronto. Matou o drinque de um longo e delicioso gole. Mais um, por favor. Gêmeo idêntico. Enquanto esperava, tragou o cigarro e espiou o salão. Indócil mulherio. Que agito! Podia ouvir as vozes e gargalhadas de onde estava. A noite prometia. Pegou o segundo copo e entrou na festa. De cabeça. Logo de cara, esbarrou numa mesa amiga. ...

NOSSA CORRESPONDENTE EM MADRID JULIANA ROSANO FALA DE ANTHONY BOURDAIN E DE COMO SUA MORTE A ABALOU PROFUNDAMENTE

Madrid, algum dia de junho de 2018 Caros Amigos, A inesperada e temprana morte de Anthony Bourdain me fez, uma vez mais, pensar que diabos fazemos aqui. E mais que isso, foi a primeira morte de um grande ídolo que vivi. Eu ainda não existia quando Jim, Jimi e Janis partiram e era pequena demais quando foi a vez de Lennon. Em 2011, Amy nos deixou e egoísta de mim, fiquei mais triste de não poder vê-la ao vivo aqui em Madrid em 2008, do que a sua morte propriamente dita. Em 94, quando Kurt Cobain se uniu ao clube dos 27, pensei “putz cara babaca, pegou um rifle e acabou com tudo... se nunca quis ser um rockstar, que tivesse feito outra coisa...” Nunca perdoei o grunge por ter acabado com o “Hair Metal” dos 80 e   nunca consegui entender o porquê daquela gente que tinha tudo e de repente, boom! Se acabou! (Anthony Bourdain, Nova York, meados dos Anos 80) Passei mais de vinte anos sem saber que eu mesma tinha uma depressão profunda – eu sempre fui, apesar ...

VAMOS EM FRENTE (por Alvaro Carvalho Jr)

Ninguém, ou melhor, nenhuma equipe, tem a obrigação de ser campeã do mundo. Quem define o maioral é, exatamente, a regularidade, a vontade de vencer e a condição técnica. A seleção brasileira, nesta última quarta-feira, mostrou que sabe o que quer e que pode, sim, chegar ao título. Não que a vitória sobre a Sérvia tenha demonstrado uma equipe defintiva, eficiente, brilhante. Mas, com muita atituide, mostrou uma equipe decidida e   em condições de evoluir ao longo de competição. O futebol é a grande definição da imponderabilidade, basta usar como exemplo a derrota alemã para os coreanos e a vibrante e sofrida vitória da Argentina quando ninguém mais apostaria um níquel, tanto na Coréia como na Argentina. Por isso, nem mesmo essa vitória brasileira coloca o Brasil como o grande favorito. México será um adversário complicadíssimo e, caso passe para a outra fase, preparem-se para enfrentar os gigantes do futebol mundial, mesmo com a saída alemã. Mas, detalhando a par...

A POUCOS DIAS DO DIA MUNDIAL DO ROCK, EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA O DISCO QUE FOI O MARCO ZERO DO ROCK BRASILEIRO

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em várias outras publicações.  É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

DICIONÁRIOS (por Marcelo Rayel Correggiari)

De vez em quando, é bom nos debruçarmos sobre os dicionários. Um dos principais perigos para o mundo hoje não está somente na destruição do meio-ambiente, atentados contra a vida ou estilo-de-vida que mais parece uma fábrica de fazer loucos(as): a capacidade de cognição também está sob sério risco. Uma boa visita ao dicionário, nesse caso, pode ser bastante relevadora. O bom e velho ‘livrinho’ de palavras (com versões online, pela internet, que atendem a todos os gostos) pode auxiliar na noção exata do que precisa ser expresso. Grande parte das pessoas não o utiliza. Por causa da preguiça, presunção, ou por entender que o bom uso das palavras é coisa de gente esnobe, pretensiosa, que deseja, acima de tudo, manipular todas as demais, os dicionários não são consultados. Há, igualmente, uma outra explicação: um bom dicionário pode escancarar nossa limitação e ignorância sobre aquilo que julgamos ser o uso correto dos conceitos. Em suma, um dicionário pode desmascarar ...