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Showing posts from December, 2018

QUE SITUAÇÃO (por Alvaro Carvalho Jr)

Bem, se existe um fundo do poço, acredito que chegamos lá. Não conseguimos encontrar a luz no fundo do túnel, mas as desgraças, essas, sem quaisquer dúvidas, parecem querer provar que a conversa de Deus ser brasileiro é balela. Vamos aos fatos: um sujeito de suposta boa formação, sem mais nem menos, entra numa Igreja e começa a fuzilar todo mundo. O resultado, cinco mortos e sete feridos, não poderia ser pior. Um Pai de Santo famoso sai da toca e é acusado de abusar sabe-se lá de quantas mulheres...a coisa está feia. Como diz aquele derrotista, se entrar na Igreja morre, se for procurar Pai de Santo é comido e se for para Brasília, é roubado. Melhor é ficar no bar mesmo, lá, pelo menos, o risco de passar por qualquer das alternativas é bem menor. Para piorar a situação, esse bando de irresponsáveis que compõe nosso Congresso, amplia as mordomias para as montadoras, que terão descontos astronômicos em seu Imposto de Renda, uma justificativa para proteger o trabalho, salvaguar...

PEIDOS, ARROTOS E CUSPIDAS (por JR Fidalgo)

Tenho peidado, arrotado e cuspido demais. Não faz parte do meu pedigree. Ou não fazia, até recentemente. Claro, todos arrotam, peidam e cospem. Uns mais, outros menos. Alguns de maneira excessiva, mesmo em situações e lugares inadequados. Eu, no entanto, sempre tive um relacionamento cordial e funcional com meus arrotos,  peidos e cuspidas. Raramente peidava, arrotava ou cuspia quando percebia que essas manifestações corporais ditas inconvenientes causariam embaraço ou desaprovação por parte das pessoas que me rodeavam em determinado momento. Lógico, houve ocasiões em que alguma dessas coisas escapou de forma inapropriada. Mas, como disse, raro acontecer. Quase sempre conseguia me controlar até me sentir em território seguro, principalmente no que diz respeito aos peidos. Daí minha preocupação com o aumento da frequência dos meus arrotos,  meus peidos e minhas cuspidas. Não que só agora tenha descoberto maior dificuldade em contro...

EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA O NOVO FILME DE LARS VON TRIER EM PRÓXIMA PARADA

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em outras publicações. É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

UM TRAGO CULTURAL DE 2018 (por Flávio Viegas Amoreira)

Comecei o ano com a descoberta dum grande filme de temática gay mas muito além dos clichês e reducionismos desse universo, “Me chame pelo seu nome”, uma delícia delicada com lindo cenário italiano e não sei o que não é lindo vindo da Itália me entorpeceu de beleza ostensiva. Sem concessão moralista solto para o deleite o desejo desabrido e a condução existencial de quem sabe o que quer nesse amor que agora diz todos seus nomes... Armie Hammer descoberto em sua formosura diáfana  em par com Timotheé Chalamet lindinho com futuro garantido no cinema internacional me levaram ler a obra de André Aciman porque um filme casado a um livro provam que se complementam e reflito que a literatura não é só feita de vanguarda, estilística, mas uma boa estória algo assim como Somerset Maugham: entretenimento ousado com bom gosto! Encerro 2018 assistindo uma fita familiar a “Me Chame”, uma produção germano-israelense parecendo saída dum conto tamanho o “timing” literário da obra: “O confeit...

A ENTIDADE PROTETORA DO REVEILLON (por Marcelo Rayel Correggiari)

Pois é, caro(a) freguês: mais um ano que chega ao fim. Na certeza de que, em questão de dias, horas, minutos, começará a segunda temporada de 2018. Não nos iludamos: 2019 tem tudo para ser uma repetição desse “tudo o que sempre foi”, “o mais da mesma coisa”, disco de vinil arranhado e ruim de escutar. Precisar-se-ia de muita paciência e boa vontade para acreditar que “... daqui ‘pra’ frente/tuuudo vai ser difereeente...”. O ser humano, ultimamente, anda a se tornar um bichinho bem previsível e quase nada criativo. Chegou a hora de darmos ‘adeus’ para aquelas ‘supresas boas’, notáveis, que faziam nossas vidas ainda valerem a pena. Uma espécie de ‘canção de despedida’ para “... os felizes acidentes”. Cálculo fácil de fazer: como gostaríamos que aquelas pessoas que amamos, pais, mães, filhos, grandes amigos, estivessem, em questão de dias, horas, minutos, junto com a gente no “deeeeez, noooooove, ooooooito, seeeeete...”. Muita gente amada e querida ficou pelo caminho. ...

DIÁLOGOS INTESTINOS (por Denise Marino)

(foto: Denise Marino) – Daqui a pouco o sol vai se por... E amanhã nascerá novamente, configurando esse colar monótono de dias, um após o outro. Com os anos acontece a mesma coisa e mesmo assim as pessoas criam expectativas – pensei e esperei o contra-argumento. Porque a minha mente funciona assim, por meio do diálogo entre duas ou mais pessoas. Às vezes são três ou quatro, nem sempre educadamente; invariavelmente discordando. Mas, na maior parte das ocasiões conseguem chegar a um acordo e a uma conclusão provisória. E o contra-argumento veio: – Não é verdade. Um fato ou um conjunto de fatos faz um dia ou um ano diferente do outro. Concordei e inspirada por esse último pensamento deixei escapar para o motorista: – Pois é, daqui a alguns dias um novo presidente vai tomar posse... – Eu quero que ele morra! – respondeu o motorista. A resposta me surpreendeu, pelo conteúdo e pelo tom. Especialmente, por que, um segundo antes da pausa que engend...

EDUARDO CAVALCANTI FALA SOBRE SEXO, DROGAS E EMOÇÕES BARATAS

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em outras publicações. É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

ÓCULOS (por JR Fidalgo)

Tomara que essa merda estabilize o pânico. Mas o que a porra do pânico tem a ver com isso? É o estômago que está doendo. Então eu devia estar dizendo: “Tomara que essa merda estabilize meu estômago.” E não meu pânico. Afinal, quem quer viver com seu pânico “estabilizado”? Se a porra do pânico está estabilizado, isso quer dizer que ele – o pânico – está lá, dentro de mim, dentro de você. Sempre, 24 horas por dia. Todos os dias. Por que alguém tomaria algumas cápsulas (tomei quatro, lembro agora) para “estabilizar” o pânico, em vez de tentar livrar-se dele? Mas bem que eu posso ter tomado, por engano, ansiolíticos para tentar controlar uma dor no estômago. Isso tornaria a coisa meio assustadora. Como posso estar em dúvida se tomei as quatro cápsulas para controlar a dor no estômago ou para “estabilizar” o pânico? Talvez trocar a palavra “estômago” por “pânico” seja uma daquelas coisas que as pessoas chamam de lapso freudiano. Você...