Skip to main content

Posts

Showing posts from May, 2017

A GENITÁLIA FEMININA, CELEBRADA EM VERSO POR UM GRANDE SACANA: ARNALDO ANTUNES

BOCETA da entrada à entranha dessa eterna morada da morte diária molhada de mim desde dentro o tempo acaba entre lábio e lábio de mucosa rósea que abro e me abra ça a cabe ça o tronco o membro acaba o tempo Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo em 2 de Setembro de 1960. É um artista completo, que transita entre a música, a poesia e as artes visuais . Começou sua carreira artística como integrante do grupo pop Titãs, mas deixou a banda após o 6° disco, "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora", para seguir carreira como artista solo. É poeta de mão cheia, possui 24 livros de poemas publicados, e é herdeiro legítimo do concretismo de Décio Pignatari  e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, além de ser um dos ícones principais da moderna música pop brasileira.

CALLING DOCTOR LOVE: HIGIENE SENTIMENTAL PARA UMA VIDA SEXUAL SAUDÁVEL E SUPIMPA (#35)

Caro Dr. Love: Meu filho de 13 anos é viadinho. Isso não é uma novidade para mim. Desde os 7 anos, ele só brinca com meninas, pede bonecas de presente no dia das crianças e não perde um episódio de  Glee . Aprendi ao longo dos anos a aceitar isso numa boa e estou seriamente empenhado em prepará-lo para a vida adulta respeitando sua orientação sexual. O problema é que ele não mora comigo, e sim com a mãe, de quem me divorciei há 10 anos, e com quem pouco falo. E ela tem verdadeiro pavor do filho ser viado, e não aceita de forma alguma o jeitinho dele. Como é que esse menino vai conseguir ser uma bichinha feliz e saudável mentalmente sem ter uma mãe que o apoie? O que eu posso fazer por ele, Dr. Love? (Daddy-O, São Bernardo do Campo SP)     Caro Daddy-O: Se eu fosse você, partiria para uma solução radical. Que tal começar a encontrar com seu filho aos sábados vestido de mulher? Isso pode ajudá-lo a entender melhor a dinâmica da aceitação e o seu esforço em...

AS BOAZUDAS DOS ANOS DE OURO DO CINEMA BRASILEIRO #23: BETTY FARIA

por Hermes Galvão para a TPM (Novembro 2014) Fazia tempo que Betty Faria não se mostrava tão à vontade. Lembrou os tempos de filmes e revistas, quando meio Brasil ia ao delírio se ela se mostrava por inteiro – e a última vez que a vimos em pele foi à sua revelia, ano passado, num flagra de paparazzo que fez o público, tão acostumado a aplaudir de pé todas as bundas da programação televisiva, vaiar a atriz por usar um biquíni enxuto. Foi bombardeada como Leila Diniz, lá em 1971. “Gente careta, queria que eu usasse o quê? Burca?”, respondeu aos ataques. Betty é um choque de realidade aos 73 anos, cabeça à frente de nosso tempo e corpo que não fica atrás das outras musas que vieram a seguir. Tudo bem, tudo ainda em cima. Em algum lugar do presente é a mesma Betty do passado: a professora de dança de Baila comigo (1981); a rumbeira de Bye-Bye Brasil, clássico do cinema nacional (de 1979); a Lili Carabina de Lili, a estrela do crime (filme de 1987), a Lazinha Chave-de-Cadeia, ...