por Hermes Galvão para a TPM (Novembro 2014) Fazia tempo que Betty Faria não se mostrava tão à vontade. Lembrou os tempos de filmes e revistas, quando meio Brasil ia ao delírio se ela se mostrava por inteiro – e a última vez que a vimos em pele foi à sua revelia, ano passado, num flagra de paparazzo que fez o público, tão acostumado a aplaudir de pé todas as bundas da programação televisiva, vaiar a atriz por usar um biquíni enxuto. Foi bombardeada como Leila Diniz, lá em 1971. “Gente careta, queria que eu usasse o quê? Burca?”, respondeu aos ataques. Betty é um choque de realidade aos 73 anos, cabeça à frente de nosso tempo e corpo que não fica atrás das outras musas que vieram a seguir. Tudo bem, tudo ainda em cima. Em algum lugar do presente é a mesma Betty do passado: a professora de dança de Baila comigo (1981); a rumbeira de Bye-Bye Brasil, clássico do cinema nacional (de 1979); a Lili Carabina de Lili, a estrela do crime (filme de 1987), a Lazinha Chave-de-Cadeia, de O esp...
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