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ONDE ANDARÁ ANA MARLOW? (um conto de JR Fidalgo)

  Estava lá, pichado na parede do velho armazém de café abandonado: “Eu te amo, Ana Marlow”. Quem seria Ana Marlow, e quem estaria apaixonado por ela? Será que Ana Marlow ainda estava viva? E quem pichou aquela frase na parede do armazém abandonado, ainda estaria vivo? Ou será que Ana Marlow era apenas uma musa imaginária de algum vagabundo louco que vivia por aquelas ruas? Impossível saber quem era Ana Marlow ou mesmo se ela existia. No entanto, era um nome bonito. “Ana Marlow, a rainha do gueto!” Ele pensava essas bobagens quando resolveu fazer uma coisa que não fazia há muitos anos: sentar numa praça. E aquela era a principal praça da área central da cidade. Como era hora do almoço, havia bastante gente circulando pela praça, a maioria, com certeza, pessoas que trabalhavam por ali. Então ele começou a refletir sobre a função das praças nas cidades. Concluiu que as praças eram lugares onde a gente sentava para não fazer absolutamente nada, ou apenas para ver as pessoas passarem, ...

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