COPA 2026: É CRISE DE ABSTINÊNCIA QUE CHAMAM, NÉ? (por José Guilherme Vereza)
É como um livro que você vai ralentando, sorvendo as últimas páginas, letra a letra, palavra a palavra, situações a situações, personagens a personagens, empurrando o desfecho com a barriga, querendo que ele não acabe nunca. Ou aquela série encantada que anuncia o último episódio no cantinho da tela e pega você de jeito, com o prêmio de consolação do prenúncio de uma próxima temporada, que geralmente não é a mesma coisa. Ou o último pedacinho daquele sorvete que só restou um tiquinho de casquinha e você quer porque quer que ele se eternize nos dedos melados para não perder o que resta de um prazer fugaz, quando lamber o fim é um ato de resistência à realidade. Assim como acabou-se o que era doce, já antecipo o fim da Copa com a tristeza de que só faltam três jogos e o conforto que serão jogos espetaculares com artistas que sobraram num funil, talvez o mais rico dos funis das últimas Copas. Não vou relatar os momentos sublimes e seus pro...
