Você já se perguntou por que escuta a música que escuta? Ou por que acredita no que acredita? Neste artigo, não vamos discutir gosto musical, religião ou estilo de vida, mas consciência de classe e dignidade para todos, o fulcro da mensagem do hardcore. Ao refletir sobre a evolução e o papel da música popular [1] hoje, quando a polarização das opiniões e o poder dos tecnocratas na aniquilação do pensamento crítico é tão evidente quanto indesejável a quem preza a capacidade cognitiva humana e a justiça social, me perguntei por que a clara e objetiva mensagem política do hardcore tem um alcance limitado aos fãs do gênero, sem chegar à maioria dos oprimidos que, conhecendo-a, poderiam compreender melhor sua condição de existência, aprender a reivindicar seus direitos constitucionais e votar em candidatos com competência e planejamento para garanti-los; também me perguntei como a potência de manifesto antissistema do hardcore pode ser subjugada por gêneros que comunicam ...
Mary-Louise Parker é um dos rostos mais marcantes e expressivos do cinema americano nos últimos 30 anos. Sua leveza "south-carolinan" é absolutamente arrebatadora. Revelou-se uma atriz intensa e com personalidade forte logo em seus primeiros trabalhos no cinema, e isso contrastava de forma curiosa com sua aparente, mas enganadora, leveza existencial. O mundo tomou conhecimento da existência dela em "Tomates Verdes Fritos", filme independente dirigido por Jon Avnet de grande sucesso, que a projetou internacionalmente em 1991. Lá, ela interpreta Ruth, uma mulher que é maltrada e agredida constantemente por seu marido, até que um dia, movida por uma amizade misturada com atração fisíca por sua amiga Igdie (Mary Stuart Masterson), decide tomar providências extremamente drásticas contra ele. O filme ganhou o Golden Globe de melhor Filme Cômico de 1991 e o Oscar de melhor Roteiro, além de pencas de prêmios para as protagonistas Kathy Bates e Jessica tandy. Talvez por c...