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Showing posts from May, 2016

UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE 2 (por Jurema Cartwright)

No episódio anterior , Jurema passeava pela Praia do Itararé com sua amiga cigana queijeira Luzinete e sua nova amiga Vesúvia, uma caipirona encantadora que estava hospedada em seu apartamento na Ilha Porchat no final do ano passado, juntamente com seu marido, Romildo, ambos de Muzambinho, sua cidade natal. Juntas, as três ninfas protagonizaram uma alegre siririca grupal dentro d'água, e lembraram das safadezas que faziam no rio que cruzava a fazenda onde foram criadas. Com vocês... Jurema Cartwright! Quando Vesúvia fez menção a meu irmão Jamil -- a quem tive o prazer de escolar sexualmente -- e a minha querida tia Nilde -- que me apresentou o Mundo Encantado do Velcrolândia, de onde nunca mais me destanciei --, mal pude acreditar no que ouvia! Nós duas tínhamos muito mais em comum do que podíamos imaginar em princípio. Nossos passados definitivamente conspiravam a nosso favor. Foi quando Vesúvia nos disse que Romildo teria que voltar a Muzambinho para re...

GRÁVIDA PORÉM VIRGEM (um "conto erótico guerra conjugal" de Dalton Trevisan)

Na volta da lua-de-mel, Maria em lágrimas confessou à mãe que ainda era virgem. Lembrava dona Sinhara como o noivo se apresentou pálido na igreja, por demais nervoso? Justificou que, filho amoroso, muito se afligia com a mãe doente. No ônibus, a mão suada, e esquecido da noiva, olhava a paisagem. Primeira noite o varão fracassou vergonhosamente. Foi alegada inexperiência. A estranha palidez na igreja de violenta crise nervosa — a mãe tinha saúde perfeita. Maria iludiu-se que era desastre passageiro. Ai dela, assim não foi: noite após noite João repetiu o fiasco. Arrenegava-se de trapo humano, não tomava banho nem fazia a barba. A pobre moça buscou recuperá-lo para os deveres de estado. Uma noite, envergando a capa pijama, saiu de óculo escuro, a noite inteira entregue às práticas do baixo espiritismo. — O que me conta, minha filha! Me nego a acreditar. João, um rapaz tão simples, tão dado... Dona Sinhara evocava o noivo delicado e de fina educação. — É para a senhora ver, m...

DA ALVORADA DA SACANAGEM À PUTARIA DOS DIAS DE HOJE #2 (por Odorico Azeitona)

EPISÓDIO DE HOJE: A PORNOGRAFIA NA GRÉCIA ANTIGA A palavra Pornografia é de origem grega. Vem de “Pornographos”, que, originalmente, significava “Escritos sobre Prostituição”. O termo apareceu pela primeira vez no livro “Diários de uma Cortesã”, em que o escritor grego Luciano narra histórias de prostitutas e orgias. Com o tempo, a palavra ganhou outros significados. Segundo a maioria dos Dicionários, Pornografia virou sinônimo de Indecência, Licenciosidade, Obscenidade, Libertinagem e Imoralidade. Impressionante como a Raça Humana ficou careta e aborrecida da Grécia Antiga para os dias de hoje. Na Grécia Antiga, por volta de 2.500 anos atrás, Atenas foi a capital mundial da sacanagem. Suas ruas eram enfeitadas com estátuas de corpos nus bem definidos e os habitantes da histórica cidade adoravam admirar representações de sexo e nudez. Em casa, vasos e outros objetos de decoração eram adornados com cenas eróticas. E festas (ou melhor: orgias) faziam parte d...

A RESSURREIÇÃO DO COLUNISTA SOCIAL NATANIEL JEBÃO, VULGO FAUSTO WOLFF

publicado originalmente em O PASQUIM em data incerta Eu, o grande Jebão, descendente de nobres alienígenas, imperadores, reis, príncipes e papas, jamais me preocupei muito com as questões espirituais. Uma vez que sou imortal, necessito apenas de dinheiro, mulheres e um alfaiate inglês. Tenho-os. Eventualmente, porém, comunico-me com o Além através do computador. Outra noite - depois de realizar com admirável sucesso a posição do coração da magnólia negra sobre a virgem neve - liguei o computador e alva ainda estava a tela quando por ela (viram como rimou?) passou um inseto mínimo, a décima parte de uma formiga. Preparei-me para esmagá-lo quando uma voz tonitruante soou aos meus sensíveis ouvidos: ''Pense no que vais fazer, Jebão, pois sou Deus''. Para resumir uma longa e instrutiva conversa, direi apenas que ele me explicou tudo. E o tudo, como o nada - e confesso que esta parte não entendi direito, pois as esposas me chamavam para ver o último capítulo da nov...

POEMINHA DE SEGUNDA - ESCRITO A SANGUE (por Ademir Assunção)

ESCRITO A SANGUE ruas escuras atravessado eu atravesso reviro o avesso nele me meço olho de lince encaro a face  da fera espelhos se estilhaçam rasgam minha cara cai a neblina do vazio frio na barriga pago o preço erva bola cogumelo volto ao começo escapo com vida desconverso verso escrito a sangue desapareço quanto mais menos me pareço eco de bicho homem ego sem endereço Ademir Assunção nasceu em Araraquara SP em 02 de junho de 1961. Formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, trabalhou como repórter cultural nos jornais Folha de Londrina, O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde. Publicou os livros LSD Nô (poesia, 1994), A Máquina Peluda (prosa, 1997), Cinemitologias (prosa poética, 1998) e Zona Branca (poesia, 2001). Ademir ganhou o Prêmio Jabuti em 2013 na categoria Poesia pelo livro A Voz do Ventríloquo.