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Showing posts from March, 2016

MANGIA IN SANTOS: OS SABORES DO PACÍFICO ESPERAM POR VOCÊ NO QUILHA FRESH FOOD

por Chico Marques Com tantos restaurantes orientais pipocando em todos os cantos do Brasil ao longo dos últimos anos ostentando cardápios rigorosamente idênticos, fica no ar a pergunta: é possível surgir a essa altura do campeonato um restaurante desse tipo com um cardápio repleto de itens originais, desafiando o público aparentemente tradicionalista desse tipo de casa? A resposta é sim. O Quilha Fresh Food, recém-aberto na Azevedo Sodré, bem ao lado da Hamburgueria Santista (dos mesmos proprietarios), é um belo exemplo disso. Num ambiente extremamente acolhedor, o Quilha aposta num conceito eclético de gastronomia oriental, funcionando como  restaurante à la carte no jantar e   como buffet por quilo no horário do almoço, reinventando sushis e hossomakis clássicos com criatividade e bom humor e colocando-os lado a lado com receitas indianas, tailandesas, havaianas e de vários pontos do Pacífico Sul. Esse conceito híbrido foi providencialmente batizado c...

CHRISTOPHER WALKEN COMPLETA 73 ANOS E A PARADISO COMEMORA COM 5 GRANDES FILMES

por Chico Marques Christopher Walken é um dos atores mais estranhos já surgidos, tanto na Broadway quanto em Hollywood. Sua voz e seu rosto tanto podem esconder emoções quanto mostrar todas as emoções possíveis e imagináveis ao mesmo tempo. Seu sorriso cativante e, ao mesmo tempo, ameaçador fez dele um dos vilões favoritos do cinema em todos os tempos. E suas habilidades como cantor e sapateador só serviram para torná-lo uma anomalia que por anos desafiou diretores de casting. Christopher pisou os palcos pela primeira vez aos 10 anos, dançando sapateado com os seus dois irmãos em programas de TV. Num deles conheceu o ator e comediante Jerry Lewis, que o aconselhou a não desistir e seguir no showbiz. Chegou à Broadway pela mãos de Elia Kazan, desempenhando um papel secundário na peça "J.B.", e fez mais de 20 espetáculos dos mais diversos gêneros ao longo da década de 1960, desenvolvendo uma carreira marcante, mas eclética demais para os padrões da cena...

CAFÉ E BOM DIA #18 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Alguém neste mundo que traga um só cromossomo de Molière. Alguém que exista para demolir o pedantismo, esse corredor de esnobismo e encenar "As Preciosas Ridículas". Alguém que morra na esquina encenando "O Doente Imaginário". Alguém que detenha conhecimento dos tipos e caráter humano e gesticule narrando fracassos. Alguém que pesquise no lago da memória com o fio do próprio pensamento. Alguém que arremesse para a outra margem o ranço azedo da intolerância. Alguém que seja comédia debaixo da chuva. Molière tem realidade cômica sem óculos, lunetas. Alguém que apele à inteligência. Olímpica e fria inteligência. Alguém no palco como Alceste em "O Misantropo", um homem reto cujo desgosto para com as loucuras, afetações e corrupção chega às raias da obsessão. O mundo social que adeja à sua volta é uma coleção de almofadinhas, bajuladores, intrigantes e namoradores. Julga impossível conviver com eles, ainda que seu leal ami...

QUE TAL SUBIR A SERRA NO FIM DE SEMANA? AQUI, 6 PROGRAMAS SEM CONTRA-INDICAÇÕES

CHET BAKER, APENAS UM SOPRO (Centro Cultural Banco do Brasil) Ingressos  AQUI Paulo Miklos estreia no teatro como o trompetista de cool jazz Chet Baker num texto de Sérgio Roveri que ganha sustentação na presença do roqueiro dos Titãs, que, assim como seu personagem, viveu a barra pesada da dependência química, e aqui aproveita para purgar seu passado junkie. Claro que essa estranha simbiose entre ator e personagem é  humaniza o ídolo retratado de forma tão frágil e facilita o espelhamento junto à plateia. A trama faz um recorte ficcional em torno da biografia de Chet Baker (1929-1988). No fim da década de 60, o jazzista foi agredido nas ruas de São Francisco e ficou impedido de tocar. Depois de três anos, ele volta aos estúdios para gravar um disco e encontra um clima pouco amistoso entre os integrantes de sua banda (representados pelos atores-músicos Anna Toledo, Jonathas Joba, Piero Damiani e Ladislau Kardos) que vão acompanhá-lo. A direção, excele...

A PROGRAMAÇÃO CULTURAL DESTE FIM DE SEMANA NO RIO EM LEVA UM CASAQUINHO

MASTER CLASS (Teatro Clara Nunes) Ingressos  AQUI Christiane Torloni vive a diva do canto lírico Maria Callas nesta comédia dramática do americano Terrence McNally — já montada por aqui com Marília Pêra (1943-2015) no papel. A história é inspirada em uma série de aulas que a cantora deu entre 1971 e 1972 na Juilliard School, famosa instituição americana de ensino de música. Direção de José Possi Neto e direção musical de Fabio G. Oliveira. 33 VARIAÇÕES (Teatro Natália Timberg) Ingressos  AQUI Nathalia Timberg protagoniza o musical de tintas eruditas que inaugura o teatro na barra da Tijuca batizado com o seu nome. Ela interpreta uma musicóloga que investiga as chamadas Variações Diabelli, um conjunto de variações para piano de Beethoven (1770-1827) sobre uma valsa do austríaco Anton Diabelli (1781-1858). No elenco: Wolf Maya, Tadeu Aguiar, Lu Grimaldi, Flávia Pucci, Gil Coelho e Gustavo Engracia. BRAZILJAZZFEST 1 a 3 ...