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Showing posts from January, 2016

CAFÉ E BOM DIA #10 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

Chuva, Café e Leitura, Nelson de Oliveira fala. Tome-se a poesia, por exemplo. Na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil 3” (Instituto Pró-livro/Imprensa Oficial, São Paulo, 2012), temos os seguintes poetas citados entre os 25 autores brasileiros mais admirados: Carlos Drummond de Andrade (5º lugar) Vinícius de Moraes (8º lugar) Cecília Meireles (12º lugar) Manuel Bandeira (16º lugar) Fernando Pessoa (18º lugar) e Mário Quintana (23º lugar). Pergunto: Será que os brasileiros estão lendo assim tanta poesia? A resposta, na verdade, tem a ver com os livros didáticos. Esses poetas aparecem com frequência nesses livros, e em vários contextos, nem todos ligados ao ensino de literatura.  E é significativo que todos estejam solidamente encastelados no cânone. Nada de poetas novos. E esses poetas estão na companhia, na mesma lista, do Monteiro Lobato (por conta da TV), Maurício de Souza, Ziraldo e Pedro Bandeira. Todos autores amplamente lidos nas...

HEATHER GRAHAM FAZ 46 ANINHOS E NÓS ESCOLHEMOS SEUS CINCO MELHORES FILMES

por Chico Marques Heather Graham é uma gata absoluta. Linda, loura, gostosíssima e talentosa, ela ganhou Hollywood sem precisar fazer grande esforço. Mas, mesmo assim, teve que esperar quase dez anos para conseguir pular dos papéis de coadjuvante para os de protagonista. Filha de um agente aposentado do FBI com uma escritora de livros infantis, nunca passou pela cabeça dela virar atriz. Foi estudar Literatura na UCLA e lá conheceu o ator James Woods, com quem viveu alguns anos. Foi só a partir daí que resolveu ser atriz, e começou a aceitar pequenos papéis em produções independentes de Gus Van Sant e Alan Rudolph, entre outros. Sua projeção mundial veio com "Boogie Nights", de P T Anderson, onde interpretava uma atriz pornô que passava o dia inteiro nua sobre patins e era conhecida por Rollergirl. Foi impossível não notá-la depois deste papel. E foi mais impossível ainda esquecê-la depois disso. De Felicity Shagwell, namorada de Austin Powers, a Judy Robinson,...

ENFIM UM RESTAURANTE QUE SATISFAZ VEGANOS, CARNÍVOROS E ATÉ FÃS DE DIETAS.

O grande problema em sair pelo Centro do Rio para almoçar com a irmã vegana e a mulher em dieta é, claro, a escolha do Restaurante. Casas tradicionais, com seus cardápios magníficos, serão imediatamente descartadas por elas em prol de alguma saladeria bonitinha que cobre os olhos da cara por um prato de capim, ou coisa que o valha. E você será voto vencido. Sempre. Até por ter sido vítima de uma armadilha do gênero, confesso que me surpreendi positivamente com a loja da Delírio Tropical da Rua Teófilo Otoni, que fica quase ao lado na belissima Livraria da Travessa da Avenida Rio Branco. Delírio Tropical oferece basicamente refeições rápidas, mas toma um cuidado todo especial com a qualidade das verduras e legumes que utiliza nos pratos que serve em seus balcões. Mas não se limita a cardápios vegetarianos e veganos. Serve também opções variadas com carnes de vários tipos. As saladas da casa são simpáticas visualmente, mas me pareceram pequena...

2 OPINIÕES BEM DIFERENTES PARA O NOVO FILME DE MAGGIE SMITH: "A SENHORA DA VAN"

A POBREZA BATE À PORTA por Francisco Russo para AdoroCinema Chama a atenção o fato de A Senhora da Van ser baseado em fatos reais – ou ao menos grande parte do filme, como ressalta o alerta presente logo no início do longa-metragem. Não propriamente por ser uma história surpreendente, mas por trazer aos habitantes de um típico bairro de classe média (alta?) britânico a pobreza nua e crua, escancarada ao alcance das mãos. É no relacionamento entre a senhora Shepherd e seus vizinhos que está a sutileza do roteiro e também a beleza da situação como um todo. A trama gira em torno do fato da tal senhora Shepherd viver em uma van que, de tempos em tempos, troca de vaga ao longo do bairro de Camden Town. Tais mudanças são um martírio para os vizinhos, devido aos hábitos pouco higiênicos da motorista de passado misterioso. O único que a tolera – e a palavra certa é esta, tolera – é o escritor Alan Bennett, que cede o banheiro para que ela possa usá-lo – não sem muitas reclamaç...

O SAPO NÃO LAVA O PÉ (por Marcelo Rayel Correggiari)

Desde os primórdios do cinema, em seus mais diferentes formatos, os filmes documentários estiveram ombro-a-ombro com as obras de ficção, sendo a última mais artística e de menor apelo factual. Ora peças de propaganda promovidas por governos e sergmentos sociais, ora noticiários exibidos antes do filme principal da programação, os filmes de informação, noticiários e documentários de uma forma ou de outra sempre estiveram presentes na vida de cinéfilos e fãs da Sétima-Arte. Os documentários, à época, talvez causasem maior interesse nas salas de exibição sendo uma das poucas fontes audiovisuais de informação. Os cutos de produção desse estilo de cinema também eram razoavelmente baixos: bastavam bom equipamento e repórter cinematográfico familizarizado com os recursos da câmera para que a quantidade de material a ser editado fosse sensivelmente abundante. Esse mesmo avanço tecnológico cortou o cordão umbilical do documentário com a platéia: a televisão aos poucos ocupava os ...