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Showing posts from November, 2017

CELEBRAMOS COM UM PEQUENO ATRASO OS 40 ANOS DA ADORÁVEL MAGGIE GYLLENHAAL

por Chico Marques Maggie Gyllenhaal é filha do diretor de cinema Stephen Gyllenhaal e da produtora de cinema e roteirista Naomi Foner Gyllenhaal, além de irmã mais velha do ótimo ator Jake Gyllenhaal. Seu pai vem de uma família de nobres suecos. Já sua mãe é uma ex-professora judia do Brooklyn. Maggie cresceu entre Nova York e Los Angeles depois que seus pais se separaram. Seu curriculum escolar é no mínimo curioso. Em 1995, ela decidiu estudar literatura e religiões orientais na Columbia University, e se formou em 1999 como Bacharel em Artes. Depois disso, seguiu para Londres estudar na Royal Academy of Dramatic Arts. De volta aos Estados Unidos, foi fazer cinema e teatro, tudo ao mesmo tempo. A estreia de Maggie Gyllenhaal no cinema aconteceu em 1992 com "Terra D'Água". Trabalhou em diversas ocasiões ao lado de seu pai e de seu irmão, mas só foi chamar a atenção de Hollywood a partir do sucesso de "Donnie Darko" (20...

NOSSO FILME DA SEMANA VEM DA NORUEGA, E É EXTREMAMENTE INUSITADO E ORIGINAL.

por Manuel Mann Em circunstâncias normais, odeio filmes de terror, e falta-me paciência para a imensa maioria dos filmes de suspense produzidos de vinte anos para cá. Mas “Thelma” é diferente. É um filme de suspense  com toques de horror que  mescla romance, drama e temas sobrenaturais de uma maneira absolutamente original. É escrito e dirigido por Joachim Trier ("Reprise", “Louder Than Bombs” e “Oslo”), e é a grande aposta da Noruega ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro de 2018. É sobre uma garota do interior que vai para a Universidade em Oslo e, longe de seus pais, se vê livre das privações religiosas e comportamentais impostas por sua família, e pode  finalmente frequentar bares e festas, pode fumar e beber, pode usar drogas e pode ter uma vida sexual. Conforme ela vai tentando  se integrar ao mundo para descobrir qual o seu papel, driblando a insistência de seus pais em monitorar seus passos à distância, ela descobre que possuí superpoderes, e ...

É PROIBIDO VIVER (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Essa entristecida Mercearia veste luto... Deixou-nos, há exato uma semana, um dos colunistas dessa casa, o querido e amado Carlos Eduardo Motta, o Brizolinha. Perda tremenda, uma orfandade que essa cidade enfrentará no que tange à livro, Literatura... ... e, acima de tudo, à gentileza e ao carinho por ele sempre manifestados nos cafés e na generosidade. Tecnicamente falando, sendo esse iletrado merceeiro egresso das Letras oficiais, ele valia bem mais do que 40 ‘pós-doc’s (ou livre-docências) em qualquer grande instituição de ensino superior do mundo... ... e nem por isso lhe subia a arrogância de nos tratar bem mal, nós... reles ignorantes da escrita como Arte. Pelo contrário: ele era nosso amigo, ele nos acolhia e nos acarinhava com seu sorriso, seu café e uma gentil pausa para pitar. Um dos poucos (quem sabe, o único!) que garantia a esse pedacinho de terra perdido nos mares-do-sul seu derradeiro traço de cosmopolidade. Vamos empobrecer... como já cantava o saudoso ...

PLAY IT AGAIN, SAM! (uma crônica publicitária de Carlão Bittencourt)

“Menos é Mais” (máxima da propaganda) Nunca gostei da badalação que cerca a propaganda. Acho exagerada. E sem sentido. Afinal, um sapateiro, solitário em seu ofício, agrega tanto valor para a sociedade quanto um publicitário. Com a vantagem de falar menos e não nos deixar a pé. Outra coisa que me incomoda na profissão é a falsa intimidade. Você já reparou? Qualquer pessoa que atue na área se refere ao publicitário da moda como se tivesse morado com ele. É vergonhoso. Por essas e outras, evito sempre que possível os grandes eventos do meio. Mas existem alguns a que você precisa ir. Por alguma razão imperativa. Daí, como não tem remédio, remediado está. A historinha a seguir aconteceu numa dessas ocasiões, no começo dos anos 90. Intimado a comparecer, abotoei o paletó e encarei. Aliás encaramos, pois o Diretor de Criação da agência, Luiz Christino foi junto comigo. E o convescote em questão era a Semana Internacional de Criação, no Hotel Maksoud Plaza, em São...

A ÉTICA DOS SAMURAIS SEGUNDO MISHIMA (uma crônica de Ademir Demarchi)

O escritor japonês Yukio Mishima se notabilizou, mais que por sua obra, por sua excentricidade, configurada num amor idealizado pela pátria, pelo imperador e pelo modo de vida do Japão medieval que tinha os samurais como exemplo moral de conduta e que o levou às últimas consequências do ato teatralizado do harakiri, feito com seu amante. Por esse credo, nunca aceitou a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial, para ele manchada sobretudo com a humilhação imposta ao imperador Hiroito, que teve que admitir para os súditos que não tinha caráter divino. Insatisfeito com o que considerava ser uma degradação moral do país, Mishima criou uma sociedade e recrutou cerca de 90 jovens universitários de extrema-direita e os treinou nas artes samurais e na filosofia tradicional. Esse modo de pensar e agir foi compilado num livro, “O hagakure”, sobre o qual Mishima escreveu “O hagakure – A ética dos samurais e o Japão Moderno”, considerado por ele “o único livro que existe para mim”. Esse ...

A BRINCADEIRA: versos sacânicos de FRANCISCO ALVIM

Debaixo da mesa - de porquinho - um fuçando o outro FRANCISCO ALVIM nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 1938. Diplomata, habituou-se a ser um cidadão do mundo. Viveu um período em Brasília onde participou de movimentos de poesia marginal, tendo sido o organizador da célebre antologia "Águas Emendadas" (1977). Seus "Poemas 1968-2000" foram reunidos num único volume pela Editora Massao Ono. Seus dois últimos livros de poemas, "Elefante" (2000) e "O Metro Nenhum" (2011) foram publicados pela Cia. das Letras.