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Showing posts from December, 2016

UMA DAS MAIORES ARTISTAS AMERICANAS DE TODOS OS TEMPOS COMPLETA 70 ANOS HOJE

CELEBRAMOS OS 70 ANOS DE VIDA DESSA ADORÁVEL REBELDE AMERICANA TRAZENDO A ÍNTEGRA DE UMA GRANDE PERFORMANCE GRAVADA NO FESTIVAL DE MONTREUX ONZE ANOS ATRÁS.

LEVA UM CASAQUINHO ESCOLHE OS DEZ MELHORES LIVROS DE 2016 (por Chico Marques)

1. COMO SE ESTIVÉSSEMOS EM PALIMPSESTO DE PUTAS (Elvira Vigna - Cia das Letras ) Aos 69 anos de idade, com 10 romances publicados, Elvira Vigna está de volta neste  Como Se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas , que passeia pelo universo da prostituição em Copacabana como pretexto para um mergulho profundo nas vicissitudes da vida urbana.  Seus personagens são desprovidos de glamour. São seres urbanos com  vidas devastadas tanto em termos afetivos quanto em termos emocionais e pessoais,  irremediavelmente presos a hábitos que são daninhos a eles próprios, mas sem os quais a vida deles não faz sentido.  Estamos diante de um grande romance que aborda, antes de mais nada,  a solidão e o desalento, e que não cai em momento algum em julgamentos morais ou psicologices. 2.  ESTAÇÃO ATOCHA (Ben Lerner - Rádio Londres ) Temos aqui um protagonista que faz coisas incríveis e excepcionais, age de forma imprevisível, talvez até possa ser classificado...

CAFÉ E BOM DIA #45 ESPECIAL DE REVEILLON (por Carlos Eduardo Brizolinha)

L’AFFAIRE SARDINHA O bispo ensinou ao bugre Que pão não é pão, mas Deus Presente em eucaristia E como um dia faltasse Pão ao bugre, ele comeu O bispo, eucaristicamente Paródia e intertextualidade de José Paulo Paes. Se pudesse querer ser alguém não seria John Malkovich e sim José Paulo Paes. O Avesso e Direito é um livro pequeno, tem só 109 páginas, contando com 20 páginas só de prefácio. Mas é lindo, incrível ver como o Camus pode ter escrito esse livro com só 22 anos. Na verdade, particularmente, acho que os jovens tem muito a dizer, só não são escutados. Esse livro contém 5 peças que para ele são 'ensaios literários', ele fala sobre a solidão, sobre a ausência de Deus, sobre o amor, sobre a morte, sobre o absurdo da condição humana, tudo de uma maneira poética, que quem já leu Camus, sabe como é. É lindo, e no mais, não custa nada, são poucas páginas. Vai aí um dos trechos que eu mais gostei: "Isso tudo não se concilia? Bela verdade. ...

AFOGADO EM PAPEIS (uma crônica de Marcus Vinicius Batista)

Não consigo fugir deles. Guardo cada vez menos. Imprimo o mínimo necessário. Repasso cada vez mais. Um país cartorial como o nosso, quando a papelada chegou nas caravelas antes da nação, não perdoa: tudo precisa de papel. E, com ele, vem os "donos" das pilhas de folhas, os reis do frente e verso: os burocratas. A burocracia é um esporte cotidiano brasileiro. Tudo passa por um carimbo, um código, um número, uma assinatura, uma sigla, um registro que se sobrepõe a outro registro, que anula o registro anterior, que renova o registro para que tudo esteja devidamente registrado. Por quem? Para quê? Sempre desconfiei da burocracia. Você aprende com o tempo que, quase sempre, é uma cena para qual você foi convocado, jamais convidado. Seu papel é providenciar e entregar papéis. Folhas que cumprem protocolo, que se avolumam e ganham importância pelo tamanho, quase nunca pelo conteúdo. Poucos leram ou lerão a papelada. Prevalece a conferência, olhar que a ordem é a corre...

FECHANDO O ANO, NA GALERIA DO LAURINHO, UM BRASILEIRO QUE VAI DEIXAR SAUDADES

Em 1973, fui à missa, na Catedral da Sé. A missa era para Alexandre Vanuchi Leme, morto pela ditadura. Num tempo em que ninguém tinha coragem de criticar o governo militar em público, eu não acreditava no que o padre falava para a multidão. o padre era Dom Paulo Evaristo Arns. Fiquei impressionado com a coragem daquele homem. Na mesma missa e com a mesma coragem, o cantor Sergio Ricardo cantou "Calabouço". Em 1975 volto à Sé para outra missa: Wladimir Herzog tinha sido assassinado na tortura. Foi uma missa ecumênica e mais uma vez Dom Paulo nos maravilhou com sua coragem. Muitos anos depois, tive a honra de conhecer pessoalmente Dom Paulo. Um senhor muito alegre e de bem com a vida. Em 2016 perdemos um grande homem. ( Lauro Freire ) Lauro Freire é um artista admirável. Desenhista com um traço inconfundível e dono de um senso de humor muito peculiar, Lauro poderia estar expondo em salões e circulando pelo país, mas prefere mil vez...

NOSSA ANIVERSARIANTE DE HOJE FOI A COISA MAIS LINDA, MAIS CHEIA DE GRAÇA DA SWINGIN' LONDON NOS ANOS 60

PARA SAUDAR O ANIVERSÁRIO DE 70 ANOS DA FANTÁSTICA MARIANNE FAITHFULL, TRAZEMOS AQUI UM POCKET-SHOW QUE ELA REALIZOU MÊS PASSADO NO BATACLAN EM PARIS 

LEVA UM CASAQUINHO ESCOLHE OS DEZ MELHORES DISCOS DE 2016 (por Chico Marques)

1. BLACK STAR (David Bowie) Em seu disco de despedida, David Bowie convida o ouvinte para um mergulho na noite da alma. Nele, tudo soa estranhamente confortável e familiar. Ecos dos anos 70 saltam aos ouvidos o tempo todo. Tudo é de uma urgência impressionante. Nesse sentido, lembra um pouco "Station to Station", que foi gravado numa época em que ele vivia no limite, num flerte aberto com a morte -- que ele reverteu de forma brilhante ao longo da série incomparável de álbuns "Low", "Heroes", "Lodger" e "Scary Monsters". Apesar das muitas semelhanças musicais com alguns momentos mais densos de seu disco anterior, "The Next Day" (2013), que abria janelas tanto para seu passado quanto para seu futuro, "Blackstar" não é plural, e nem pretende abrir janela nenhuma para lugar algum. Funciona como um trem fantasma que vaga pela noite, contrapondo o passado à frente do futuro, e vice-versa. Sempre mantendo o imaginário...

LEVA UM CASAQUINHO PRESTA REVERÊNCIA E DIZ ADEUS À ADORÁVEL DEBBIE REYNOLDS

Na foto acima, Debbie Reynolds no palco e Carrie Fisher no backstage