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Showing posts from April, 2018

O POETINHA DESTA SEGUNDA FAZ PARTE DA SANTÍSSIMA TRINDADE DA POESIA BEAT AO LADO DE MR. GINSBERG E MR. FERLINGHETTI

A BAGUNÇA TODA... QUEM SABE Subi seis lances de escada até meu pequeno quarto mobiliado abri a janela e comecei a jogar fora as tais coisas mais importantes na vida Primeiro, a Verdade, ganindo como um dedo-duro: “Não! Direi coisas terríveis de você!” “Ah, é? Não tenho nada a esconder... FORA!” Depois, Deus, assombrado, corado e choroso de espanto: “Não é culpa minha! Não sou a causa de tudo isso!” “FORA!” Depois o Amor, aliciando subornos: “Você não conhecerá a impotência! As garotas da capa da Vogue, todas suas!” Apertei sua bunda gorda e gritei: “Seu destino é um desvalido!” Peguei a Fé, a Esperança e a Caridade as três juntas abraçadas: “Você não vai sobreviver sem nós!” “Estou enlouquecendo com vocês! Tchau!” Depois a Beleza... Ah, a Beleza – Tão logo a levei até a janela disse: “Você eu amei mais na vida ... mas é uma assassina; a Beleza mata!” Sem querer realmente atirá-la desci correndo as escadas chegando a tempo d...

JOÃO e JEREMIAS - A PORRA DA HISTÓRIA (um folhetim beat de JR Fidalgo - 11ª de 16 partes)

CAPÍTULO XVIII Após dois dias sem luz, João finalmente conseguiu arrumar algum dinheiro para solicitar à empresa de eletricidade que fosse feita a religação, o que só aconteceu um dia e meio depois. Quando, por fim, conseguiu ligar novamente o computador, encontrou novos textos de Jeremias em sua caixa postal Afinal, que sentido havia naquela dissertação sobre bocetas, assunto do último e-mail de Jeremias?  Que lugar aquilo poderia ocupar no enredo da história que Jeremias insistia em querer contar? A fragmentação dos textos, o frequente descompasso temporal das situações que descrevia, as charadinhas idiotas, tudo isso já tinha virado rotina, quer dizer, João já tinha se conformado com o fato de que, se ia continuar metido naquilo, quem determinava o ritmo era Jeremias, e não ele. Mas aquela história de bocetas… Tudo bem, ele também adorava bocetas, mas e daí? “E sobre o que é essa história?” “É difícil explicar.” “Mas você não tem nem uma vaga ide...

RUMPOLOGIA (por Alvaro Carvalho Jr)

Caro leitor, cara leitora, saibam vocês que suas nádegas são muito mais importantes do que imaginam. Elas definem seu futuro, escondem seu passado e, incrível, não?,  e entre elas tem um buraco negro que ninguém sabe qual o segredo escondido; exatamente como aqueles buracos negros que os astrônomos tanto falam. Se vocês ainda duvidam do que escrevo, devem procurar uma rumpóloga, isso mesmo, uma rumpóloga, a pessoa especializada em ler bundas: futuro, passado e presente. Loucura? Pois saibam que elas existem e tem a capacidade de, através da bunda, entrar em contato com seus guias e desvendar o passado e aconselhá-los para o futuro. Na verdade, sua bunda funcionará com uma espécie de parabólica, uma antena com  ligações paranormais e capacidade de se conectar com guias, seja lá isso o que for. No Reino Unido (tudo sempre acontecer lá...), existe apenas uma rumpóloga (esse é o nome da tal profissão...), que se chama Sandra Amos, uma senhora simpática de 58 anos e ...

EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA OS 50 ANOS DE "2001" DE MR. KUBRICK EM PRÓXIMA PARADA

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em várias outras publicações.  É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

PLAY IT AGAIN, SAM! (uma crônica publicitária de Carlão Bittencourt)

“Menos é Mais” (máxima da propaganda) Nunca gostei da badalação que cerca a propaganda. Acho exagerada. E sem sentido. Afinal, um sapateiro, solitário em seu ofício, agrega tanto valor para a sociedade quanto um publicitário. Com a vantagem de falar menos e não nos deixar a pé. Outra coisa que me incomoda na profissão é a falsa intimidade. Você já reparou? Qualquer pessoa que atue na área se refere ao publicitário da moda como se tivesse morado com ele. É vergonhoso. Por essas e outras, evito sempre que possível os grandes eventos do meio. Mas existem alguns a que você precisa ir. Por alguma razão imperativa. Daí, como não tem remédio, remediado está. A historinha a seguir aconteceu numa dessas ocasiões, no começo dos anos 90. Intimado a comparecer, abotoei o paletó e encarei. Aliás encaramos, pois o Diretor de Criação da agência, Luiz Christino foi junto comigo. E o convescote em questão era a Semana Internacional de Criação, no Hotel Maksoud Plaza, em S...

6 VEZES GILBERTO (3 textos de Flávio Viegas Amoreira, 3 fotos de Marcos Piffer)

GILBERTO MENDES, UM ANO DE SAUDADE Que ano esse que abriu-se de espanto com tua partida mestre! E que outro conceito dar a esses tempos que não perplexidade, meu amigo sempre tão presente! Tuas obras seguem brilhando em todos continentes: em todo canto onde Cultura não tenha sido ceifada em nome da crise econômica: e quanto nós artistas paulistas temos padecido, Gilberto! Imagine que a tão querida Cadeia Velha voltou ser de novo fechada! Teu Festival Música Nova encantou a todos em Ribeirão Preto tão bem cuidado pela USP: e tua última peça foi merecidamente ovacionada:   aquela linda canção a partir de meu poema “Saudade”, recorda?   Pierre Boulez, seu amigo e maior compositor europeu partiu na mesma semana que tu: combinaram encontro com Stockhausen e nosso Villa Lobos?   Assisti pensando tanto em ti o mais novo Woody Allen: era todo ele sobre anos de ouro de Hollywood: e imagina que Olivia de Havilland e Kirk Douglas estão aqui ainda centenários entre nós ness...