Hoje acordei com um soco no estômago. Uma dor de cabeça insistente me fez permanecer na cama por mais tempo. Agora percebo que talvez fosse o prelúdio do que eu veria dali a instantes. Ontem eu soube que o Programa Mais Médicos deixaria de atuar no Brasil, por conta das declarações do eleito. Desisti de adjetivar a palavra “declarações”, porque nenhum adjetivo traduz com exatidão o que eu penso sobre o que ele fala, assim como mais nenhum é capaz de definir o que eu penso do próprio. O fato é que fiquei profundamente incomodada. De um jeito que detesto estar. Então, passei o dia tentando não pensar nisso. Assim que li a notícia pela primeira vez, levantei-me da minha cadeira, no trabalho, e fui conversar com uma colega, a Silvana, uma portuguesa de Guimarães, sobre uma cidade linda na terra dela chamada Aveiro, na qual descobri haver um curso de edição de livros, que se tornou meu mais novo sonho. Aquela era a maneira de fugir da minha atual realidade. Era também a tradução...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO