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A SURRA DE PICA QUE MEU IRMÃO DE DEU (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Meu nome é Sara e sempre fui uma menina muito caseira. Morava em um sítio no interior do Rio Grande do sul, e levava uma vidinha bem pacata. Cedo pela manhã eu tirava leite das vacas, alimentava os animais e fazia comida para meu pai e meus irmãos: um de 12 e outro de 14 anos. Sempre cuidei deles. Minha mãe morreu quando ainda eram muito pequenos, e eu assumi as responsabilidades da casa, mesmo sendo ainda uma menina. Nossa casa ficava longe da cidade mais próxima e para mim era praticamente impossível sair de lá para fazer qualquer coisa, daí vivia praticamente confinada naquele lugar. Meu pai é que saía, às vezes acompanhado por um dos meus irmãos, para levar leite para alguns mercadinhos da cidade, e passavam o dia inteiro fora. Eu ficava em casa cuidando do meu irmão menor, que era muito apegado a mim, me seguia onde quer que eu fosse. Era um menino franzino, de pele pálida e cabelos lisos, negros. Eu admirava a ingenuidade daquele anjo, sempre muito prestativo e car...

A BALZAQUIANA E O MENINO PINTUDO (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Meu nome é Luzinete, há sete anos trabalho numa empresa especializada em limpeza urbana em São Paulo, e acabo de ser promovida a gerente operacional. Com a promoção, ganhei um prêmio: uma viagem com acompanhante para Salvador. Queria convidar minha melhor amiga, Sirlei, para me acompanhar, mas minha filha Camila começou a se insinuar dizendo que queria ir comigo, e eu fiquei na maior saia justa. Deixei de estar ao lado de minha filha em alguns dos momentos mais marcantes de sua vida. Depois que meu marido morreu, tive que arcar com o sustento da casa. Como eu trabalhava de dia e estudava à noite, minha filha acabou sendo criada por minha mãe. Por conta disso, eu não estava por perto quando veio a primeira menstruação dela, quando ela deu o primeiro beijo, quando transou pela primeira vez... A interlocutora dela era sempre minha mãe, que me passava as novidades. Senti muita raiva ao descobrir alguns anos depois da morte de meu marido que ele me traía na cara dura. Teve vária...

A MELHOR LIÇÃO QUE MEU PROFESSOR ME ENSINOU (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Das inúmeras peripécias que aprontei nesta vida, boa parte delas foi em função da minha sexualidade latente. Sempre foi uma menina bonita. Desde bem jovem, já exibia curvas esplendorosas. Era uma moreninha de olhos verdes, de pele bem branquinha, macia e cheirosa, com seios fartos e cinturinha fina. Isso enlouquecia os meninos e provocava muita inveja entre as meninas da escola. Sempre tive muitos caras interessados em mim. Filha de médico, eu estudava nas melhores escolas, e nunca saía de cima de um salto. Adorava me exibir. Adorava provocar. Minhas amigas se negavam a levar seus namorados com elas quando saíam comigo, pois eles sempre ficavam me olhando, e as cantadas vinham inevitavelmente. Por um bom tempo eu tentei parecer boazinha. Atiçava, mas, no fim, não ficava com ninguém. Tudo pura insegurança e auto-afirmação. Adorava ter todos aos meus pés, só para poder dispensá-los depois. Aos 15 anos, eu via todas as minhas amigas saindo com namorados, mas meu pai não me ...

PAPAI, MAMÃE E O JARDINEIRO (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Devia ser janeiro, eu acho, devido ao calor que fazia. Eu, naquela época ainda morava com meus pais. Eles tinham uma bela casa, com piscina, muitas salas e suítes. Minha vidinha era pacata e eu tinha tudo que queria: as melhores roupas, os melhores perfumes, um carro do ano... Meu pai havia se aposentado há alguns meses, era um respeitado médico em Porto Alegre. Já minha mãe era do tipo madame, uma coroa enxuta, siliconada, e ainda com tudo em cima. Ela vivia as tardes à beira da piscina tomando banho de sol, sempre exibindo aquela barriguinha sarada que toda rata de academia tem. Sempre havia gente circulando lá em casa, apesar de sermos apenas nós três na família. Trabalhando na casa havia uma cozinheira, uma faxineira e um jardineiro. Muito bonitão esse jardineiro. Ele era o filho da cozinheira que há anos trabalhava lá em casa. Era um moleque brincalhão, bobinho, mas em pouco tempo se tornara um belo homem, moreno, alto e com um tórax bem definido. Naquela época,...

GAROTAS, GAROTAS... (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Era uma sexta feira chuvosa e eu cuidava de Sabrina, minha irmã mais nova, enquanto minha mãe trabalhava para nos sustentar. Sabrina tinha na época 13 anos. Eu tinha 23. Nós duas brigávamos bastante. Ela era a filha caçula mais mimada do mundo. Morria de ciúmes de mim. Reclamava que mamãe me deixava sair à noite e trazer meus namorados em casa, mas ela não podia nada disso. Tinha ciúmes até dos meus cabelos pintados e das minhas pernas depiladas. Mas no fundo eu entendia o que ia na cabeça dela. Bastava lembrar como era comigo quando eu tinha a idade dela. Mamãe era viúva e fazia de tudo para nos dar uma vida confortável. Sempre falava que tínhamos que ser meninas exemplares, para não falarem por aí que, devido à ausência de nosso pai, tínhamos sido mau-criadas. Eu e a Sabrina passávamos o dia todo juntas nas férias. Quando minha mãe não estava por perto, ela era um amor comigo, conversávamos sobre os mais variados assuntos, inclusive de minhas aventuras sexuais p...