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JENNIFER CONNELLY COMPLETOU 47 ANOS NO ÚLTIMO DIA 12 E NÓS AQUI COMEMORAMOS

  por Chico Marques Quando vi Jennifer Connelly pela primeira vez, num daqueles filmes juvenis que ela rodou no final dos Anos, lembro de ter ficado impressionadíssimo com sua beleza e, principalmente, com sua semelhança com Liz Taylor jovem. Imaginei na ocasião que ela viesse a ter uma carreira brilhante no cinema, mas confesso que me surpreendi com a maneira notável com que ela desenvolveu seu talento como atriz ao longo desses 30 anos. Jennifer Connelly passou boa parte de sua infância em Brooklyn Heights, próximo à famosa ponte do Brooklyn. Durante quatro anos, ainda criança, morou em Woodstock (NY), com seus pais. De volta ao Brooklyn, estudou na Saint Ann School. Seu pai tinha um amigo que trabalhava com publicidade, e então, aos dez anos de Connelly, esse amigo sugeriu que a levassem para fazer um teste para ser modelo. Não muito tempo depois, Jennifer começou a aparecer em jornais e revistas, e em seguida em comerciais para a televisão. Um dire...

O FILME DA SEMANA É "RODA GIGANTE", UMA NOVA PEQUENA OBRA-PRIMA DE WOODY ALLEN

Anos 50, a história segue uma mulher casada e infeliz que se envolve com um nadador salvador. Quando a sua enteada volta para casa de surpresa, inicia-se um enorme descarrilhamento nas vidas de toda a família. O filme foi escrito e realizado pelo Woody Allen, um realizador magistral que, mesmo sem sempre nos oferecer o melhor de si, utilizando novos ou clássicos métodos, consegue ainda surpreender o seu público com tudo aquilo que faz. O facto deste homem ter a mão em mais um projeto audiovisual é razão suficiente para receber atenção. Facto, o Woody Allen continua a fazer ótimos filmes todos os anos, reunindo novos atores para lhes impulsionar a carreira e elevar técnicas de filmmaking que só ele sabe fazer. As comparações a Café Society, do ano passado, são inevitáveis nesta hora. Os dois filmes decorrem mais ou menos na mesma altura e abordam arcos semelhantes. Dramas existencialistas sobre o ridículo do comportamento humano, triângulos amorosos, diálogos tragicómicos e...

PARA A PARTIDA (FELIZ 2018) (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Não procure, de fato, entender tudo isso diante dos seus olhos. Apenas entenda que são circunstâncias inevitáveis, quase sempre frutos de nossas próprias permissões. Porque quando, de início, não se permite que a indignidade seja ‘um norte’, uma disputa alheia jamais te alcançará. Simplesmente, não se sangra, as aberturas coagulam e nada daquilo que partiu no último trem realmente deveria ter ficado. Entenda que tudo isso não ficaria de jeito algum. Simplesmente porque tudo isso te põe a pique. De tudo aquilo que te constitui, não seriam essas pessoas o melhor do teu nervo pleno e pacífico, frutífero, amoroso até o último fio-de-cabelo. Entenda: elas seriam protagonistas de trazer à tona o que há de pior em ti. Não ficariam de modo algum. Por mais que se quisesse... por mais que fosse pleno o desejo de uma permanência, há de se revolucionar cá dentro para se amar lá fora. Nem que para isso se depare com a queda, com as próprias limitações, com a velha perturbação, amig...

MANOEL HERZOG E O ROMANCE DOS DESERDADOS EM RESENHAS AO LÉU

Cubatão, antes de virar o “vale da morte” que, além de crianças sem cérebro, aleijões anencefálicos ou aposentados com seus pulmões corroídos pelo câncer de tanto cheirar ares poluídos, já havia dado escritores do quilate de Afonso Schmidt (1890-1964). Mais recentemente, produziu poetas como Marcelo Ariel e agora tem o seu mais representativo romancista: o professor Manuel Herzog (1964), que profissionalmente atuou em seu parque industrial. O primeiro romance de Herzog, “Os Bichos” (Santos, Editora Realejo, 2012), título que evoca “Bichos” (1940), de Miguel Torga (1907-1995), clássico da literatura portuguesa, já fazia uma alegoria do cenário político de Cubatão, enfocando a atuação de politiqueiros profissionais que carregam atrás de si uma legião de deserdados da sorte dispostos a defender o seu candidato em troca de alguns caraminguás ou de uma “boquinha” no serviço público. Nesse romance, o escritor compara os homens a animais, com uma visão bem mais favorável aos desta ...