“Envelhecer não é tão mau assim, quando se considera a alternativa.” (Maurice Chevalier) Vou falar de um redator. Um grande redator. Dos mais premiados. Mas que tinha outros talentos. Mil e um. Para ser exato. Caricaturista. Flautista bissexto. Culto, porém, sem máscara. Carioca do samba, do choro e do Brasil brasileiro. Frasista. Mestre na ironia. Contador de histórias. Mímico. Cinéfilo. Gourmet eclético, vivia perseguindo a feijoada perfeita. Só bebia cachaça. Da boa. Amigo dos amigos. Quando comprava uma briga, pagava na dobra. Mas só tergiversava com poderosos. Era solidário com gente humilde. Questão de princípio. Traço de caráter. Seu nome, Limeira. E, como o fruto da árvore, o homem possuía um falso azedume. Que cultivava. O aparente mau-humor, porém, não passava da mais fina e requintada forma de sedução. Na verdade, era um gozador, que nunca perdia a piada, nem o amigo. Posto isso, vamos a algumas passagens curtas e absolutamente brilha...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO