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O FILME DA SEMANA É "UM LUGAR SILENCIOSO", DE JOHN KRASINSKI

por Sérgio Prior
para Sétima Arte


John Krasinski não é apenas um sujeito bonito.

Ele sabe atuar -- não só em comédias --, escrever e dirigir.

Partindo do pressuposto que o nosso planeta passou por uma hecatombe, só conseguem sobreviver os humanos que não emitirem sons.

Não há maiores explicações para o fato.

Ainda bem.

Caso ocorressem quaisquer frêmitos criaturas alienígenas atacam e matam.


A família composta pelo pai (John Krasinski), mãe (Emily Blunt), filha (Millicent Simmonds, em atuação brilhante) e filho (Noah Jupe) vivem silenciosamente numa casa isolada.

Uma espécie de bunker, com câmeras de vigilância, alimentos armazenados e armas.

O fato da filha ser surda, a família tem a comunicação por sinais facilitada.

Há pouquíssimos diálogos ao longo dos 90 minutos do filme.

Uma das cenas mais emblemáticas é aquela na qual o pai leva o filho para uma cachoeira, que serve para bloquear os sons por ele emitidos, e, dessa forma, eles podem conversar.

O momento "ternura" fica por conta da esposa dividir um fone de ouvido com o marido, e dançam ao som de "Harvest moon", de Neil Young.

A cena mais horripilante é aquela na qual a mãe, grávida, em vias de dar a luz, pisa num prego, ao descer uma escada.

A platéia divide com ela a experiência de dor.



Interessante como comediantes, como é o caso de John Krasinski, de uma forma geral, sabem como fazer com que a platéia tenha respostas físicas, seja através do riso ou do medo.

Deve ser duro viver num mundo onde não possamos nos expressar.

Se eu fosse divagar, diria que o filme é um ataque ao totalitarismo dos dias de hoje.

UM LUGAR SILENCIOSO
(A Quiet Place, 2018, 91 minutos)

Roteiro e Direção
John Krasinski

Elenco
John Krasinski
Emily Blunt
Millicent Simmonds
Noah Jupe



Cotação

Em cartaz nas Redes Roxy e Cinemark

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