“Jovens, envelheçam” (Nelson Rodrigues) Quando alguém se apresentar a você como júnior, não vacile. Mande para chamar o pai. Imediatamente. É melhor e mais produtivo. Porque o júnior não decide nada. No máximo, faz pose. De herdeiro. Só. A única exceção que conheço é Florestan Fernandes Júnior, o filho do Mestre*. Excelente jornalista, Júnior é também uma pessoa da melhor qualidade. Solitário, meu amigo confirma a regra. Profissionalmente o problema é o mesmo. Com funcionário júnior, todo cuidado é pouco. Porque o júnior está envolvido até o pescoço naquele faz de conta profissional tão comum às empresas. Recebe uma miséria, está sempre abarrotado de tarefas e, pior, não é responsável por nada do que faz. Resumindo: dinamite pura. Uma criança com uma navalha. Vou dar um exemplo. Embasado. Houve época em que eu também era júnior. Faz tempo. Na Almap, começo dos anos 70. Após três meses de estágio na Criação, fui contratado. Redator júnior. Na Carteira de Tra...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO