Tem um camarada com quem me identifico muito, somos farinha do mesmo saco. A livraria que ele toca é de rua, pequena e charmosa, e os títulos são rigorosamente escolhidos e assim classificados: história, futebol, música e -- o que mais me diverte -- temas cariocas. Estou me referindo à Livraria Folha Seca, do meu chapa Rodrigo Ferrari. Quando foi batizada de uma batelada só se abraçou dois dos ganchos principais no nome da casa. O chute cheio de efeito do Didi e a música do Nelson Cavaquinho, entrelaçados, se uniram para dar a identidade à Folha Seca. Quatro anos atrás, quando estive pelo Rio lançando o Jeitinho americano, de Matthew Shirts, fizemos o lançamento lá com o Rodrigo. C heguei bem cedo, antes do almoço e fiquei pela livraria o dia inteiro. Como o calor no Rio é coisa séria, achei por bem me abrigar no valente ar-condicionado oferecido na casa. A experiência de observar a rotina numa livraria é muito rica para um livreiro, ainda mais quando a livraria não...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO