publicado originalmente no blog Conversas e Distrações em 2 de agosto de 2010 Sempre acreditei que a música é o combustível da memória. A música marca os relacionamentos. Tranqüiliza os mais ansiosos. Nasce nos assobios dos sossegados. Sacode na ponta dos dedos que escondem a angústia. Invade os ouvidos dos desconfiados. Machuca os surpresos. Persegue pelos refrões. E ressuscita os traumas que nunca esperávamos ter. Estava na fila da cantina com dois amigos para o cafezinho do intervalo entre as aulas. Enquanto esperava pelo atendimento, virei o rosto para a TV. Ali estava, com seu instrumento em meio a uma plateia extasiada, o saxofonista norte-americano Kenny G. Era a propaganda do novo CD dele, recém-lançado no Brasil. As imagens sem áudio me pouparam da música que persegue nos eventos sociais. A música de Kenny G virou o coringa de todos os acontecimentos. Não importa o número de pessoas, o tom da solenidade, o sentimento dos presentes. Acredita-se que tudo ...
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