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Showing posts with the label Philip Roth

UMA SAUDAÇÃO A PHILIP ROTH (publicado originalmente em 25 de Agosto de 2015)

por Chico Marques Estou feliz. Chegou ontem pelo Correio minha edição da Library Of America com a coleção completa dos escritos de Philip Roth em 10 volumes. Pretendo em breve começar a reler todos os romances que li -- às vezes em traduções, outras no original em inglês -- ao longo desses últimos 35 anos, sempre com imenso prazer. Dessa vez não num paperback qualquer, mas numa edição capa dura que, se não é exatamente luxuosa, chega bem perto. Sou admirador incondicional de Mr. Roth. Vibro com tudo o que ele escreveu. Não conheço nenhum outro romancista que me desperte esse tipo de sensação. É um estilista denso e admirável -- e o melhor romancista americano, judeu ou não, surgido no Século XX. Ouso dizer que ele é melhor que Dostoievski e Tolstoy juntos  (tem gente que vai querer me apedrejar por isso, mas tudo bem, eu aguento o tranco) . Philip Roth é uma figuraça. Quando afirmou à revista francesa Les Inrockuptibles que abandonaria a literatura em novem...

PHILIP ROTH COMENTA OS 6 MELHORES LIVROS DE SEU BOM AMIGO SAUL BELLOW

(texto publicado originalmente em The New Yorker, em Janeiro de 2002, com tradução de José Marcos Macedo) A REVOLUÇÃO DE "AUGIE MARSH" A transformação do romancista que publicou "Dangling Man" em 1944 e "The Victim" em 1947 no romancista que publicou "As Aventuras de Augie March" em 1953 é revolucionária. Bellow subverte tudo: escolhas composicionais fundadas em princípios narrativos de harmonia e ordem, um etos romanesco em dívida com "O Processo", de Kafka, e "O Duplo" e "O Eterno Marido", de Dostoiévski, bem como uma perspectiva moral que mal se pode dizer derivada do prazer do brilho, cor e plenitude da existência. Em "Augie March", uma concepção bastante grandiosa, categórica e arrojada tanto do romance quanto do mundo que o romance representa se desprende de todo o tipo de censura auto-imposta, os princípios de composição do novato são subvertidos e, tal como o personagem Cinc...

PHILIP ROTH RELÊ SEIS LIVROS DE SEU AMIGO SAUL BELLOW E VIVE UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA

(texto publicado originalmente em The New Yorker, em Janeiro de 2002, com tradução de José Marcos Macedo) A REVOLUÇÃO DE "AUGIE MARSH" A transformação do romancista que publicou "Dangling Man" em 1944 e "The Victim" em 1947 no romancista que publicou "As Aventuras de Augie March" em 1953 é revolucionária. Bellow subverte tudo: escolhas composicionais fundadas em princípios narrativos de harmonia e ordem, um etos romanesco em dívida com "O Processo", de Kafka, e "O Duplo" e "O Eterno Marido", de Dostoiévski, bem como uma perspectiva moral que mal se pode dizer derivada do prazer do brilho, cor e plenitude da existência. Em "Augie March", uma concepção bastante grandiosa, categórica e arrojada tanto do romance quanto do mundo que o romance representa se desprende de todo o tipo de censura auto-imposta, os princípios de composição do novato são subvertidos e, tal como o personagem Cinc...