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FOGO E PAIXÃO, UMA COMÉDIA PAULISTANA DELICIOSA DOS ANOS 80 (CineclubePagu 19hs)

por Chico Marques Ninguém pode acusar os arquitetos  Isay Weinfeld e  Márcio Kogan e não terem ousado em sua estréia como diretores de cinema em "Fogo e Paixão". Apesar do filme soar extremamente datado visto hoje, 27 anos depois de ter sido realizado, é importante lembrar que ele foi realizado seguindo um modelo pioneiro no Cinema Brasileiro na época. Foi rodado sem um único tostão da Embrafilme, através de um sistema de cotas que lembra bastante os projetos em crowdfunding tão em voga no momento. Não esnobaram a Embrafilme por despeito na ocasião. Na verdade, só não estavam com saco para enfrentar o festival de entraves burocráticos e a falta de recursos que dominava o cinema nacional na época, que levavam dezenas de projetos a terminar abandonados. Weinfeld e Kogan levaram nada menos que 15 anos entre o primeiro filme Super-8 (por sinal, premiado num festival realizado em Curitiba em 1968) e o genial curta "Idos Com O Vento...

AH, SE MAMÃE ESTIVESSE VIVA PRA VER NO QUE SEU VELHO ORATÓRIO SE TRANSFORMOU...

Quem me conhece sabe que eu não tenho saco para ambientes femininos ao extremo. Muita mulher junta me irrita. Mulher eu encaro uma de cada vez, e olhe lá! Nunca tive vocação para ser "leader of the pack", como a imensa maioria das sapas com espírito de liderança. Sempre me lixei pra isso. Sou uma espécie de abelha-rainha que dispensa séquitos. Duas semanas atrás, na saída do trabalho, percebi que as meninas do "harém" do meu chefe Manuel Mann estavam alvorossadas e fui tentar descobrir o que acontecia. Elas estavam se preparando para sair dalí direto para um bazar de lançamento da nova coleção de uma confecção que elas adoram. Me convidaram para acompanhá-las. Não pretendia ir, mas essas meninas do Manuel adoram se vestir com essas roupas, e eu achei que talvez pudesse haver alguma coisa adequada à minha faixa de idade. Resultado: lá fui eu, a reboque das meninas, movida pela minha curiosidade. Chegando lá, fomos bem recebidas pela...

ANNA MUYLAERT FLERTA ABERTAMENTE COM O BIG BUSINESS EM "QUE HORAS ELA VOLTA?"

por Chico Marques para Black & White In Colour Anna Muylaert é, sem sombra de dúvidas, a diretora de cinema mais talentosa de sua geração aqui no Brasil. Mostrou a que veio já em sua estréia em 2003 com "Durval Discos", uma "dark comedy" absolutamente inusitada sobre o dono de um Sebo de Discos em Pinheiros que está em vias de fechar suas portas e a fauna estranha que entra e sai da loja todos os dias. Em 2009, lançou seu segundo filme, o originalíssimo "É Proibido Fumar", com Glória Pires e Paulo Miklos, outra "dark comedy" tipicamente paulistana onde solidão e loucura convergem e geram situações surreais que, sabe-se lá como, acabam inseridas no cotidiano de seus protagonistas com uma leveza desconcertante.      Considerando esses dois êxitos artísticos, a expectativa pelo terceiro projeto de Anna Muylaert era grande a partir do momento em que ela anunciou em seus perfis nas Redes Sociais estar dando início a uma nov...