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Showing posts with the label Richard E. Grant

QUINTA, 19hs, TEM "GOSFORD PARK" NO CICLO ROBERT ALTMAN NO CINECLUBE PAGU - MISS

por Gilberto Silva Jr. para CINECAMPO A sequência que acompanha os créditos de Assassinato em Gosford Park adianta em poucos minutos, de forma concisa e inteligente, todo o restante da narrativa: sob uma chuva torrencial, os serviçais (motorista, acompanhante) se desdobram para que a condessa interpretada por Maggie Smith, embarque sequinha no carro que irá levá-la à casa que dá título ao filme, enquanto a condessa permanece indiferente ao que se passa a sua volta. É para cima deste ar de superioridade e alienação, típico da classe alta britânica, que o mestre Robert Altman aponta agora sua visão crítica e amarga do mundo. Após dissecar sagradas instituições americanas (exército, casamento, musica popular, Hollywood, só para ficar entre seus trabalhos principais), Altman volta-se agora para o velho mundo, mostrando algumas das razões pelas quais parte desse mundo não somente envelheceu, mas também caducou e morreu. O filme parte de uma situação absolutamente clich...

QUINTA, 19hs, TEM "O JOGADOR" NO CICLO ROBERT ALTMAN NO CINECLUBE PAGU - MISS

O JOGADOR: AGULHA NO PALHEIRO por José Carlos Avellar para EscreVerCinema Como uma intromissão subversiva na tradição criada pelo filmes norte-americanos produzidos em torno de Hollywood, enquanto conta histórias movimentadas e muito diferentes entre si, o cinema de Robert Altman propõe ao espectador uma imagem excêntrica. Filmando em Hollywood, mas bem ao contrário do que se faz em Hollywood, ele não compõe imagens em que a câmera vê a cena diante dela de um ângulo central, sem perder nenhum detalhe e sem deixar que um gesto secundário desvie a atenção do olhar do que na verdade importa. O espaço dramático não é o de Hollywood, a cena mais dinâmica que a do teatro mas ainda assim devedora do teatro, espaço desenhado como um palco em que os personagens agem voltados para o direto representante da platéia ali ao lado, a câmera. No cinema de Altman nem a cena se volta especialmente para a câmera, nem a câmera parece voltada especialmente para a cena. Dispersa, ela se perde em a...

"DRACULA" DE FRANCIS COPPOLA RESISTE AO TEMPO COM CORES FORTES E EMOCIONANTES

por Chico Marques  para BLACK & WHITE IN COLOUR Quem acompanha a carreira de Francis Ford Coppola ao longo dos últimos (quase) 50 anos, sabe muito bem que não existe gênero ou limite para sua atuação como realizador cinematográfico. Seu trabalho autoral é absolutamente pós-moderno. Dono de uma filmografia ampla e variada, ele passeou sem o menor problema pelos gêneros mais distintos: da comédia rasgada "American Grafitti", "Peggy Sue Got Married") ao musical ("Finian's Rainbow", "One From The Heart"), dos thrillers (A Conversação", "The Rainmaker") aos dramas familiares ("The Godfather", "The Rain People", "The Great Gatsby"), dos dramas juvenis ("The Outsiders", "Rumble Fish") aos experimentalismos mais radiciais ("Apocalypse Now!", "Tetro", "Old Youth"). Daí, ninguém se surpreendeu quando, no início da década de 1990, Coppola anunc...