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A POÉTICA MAGNÍFICA DE MÁRIO FAUSTINO PARA ABRIR A SEMANA COM SANGUE NAS MÃOS

SINTO QUE O MÊS PRESENTE ME ASSASSINA Sinto que o mês presente me assassina, As aves atuais nasceram mudas E o tempo na verdade tem domínio sobre homens nus ao sul das luas curvas.  Sinto que o mês presente me assassina,  Corro despido atrás de um cristo preso,  Cavalheiro gentil que me abomina E atrai-me ao despudor da luz esquerda  Ao beco de agonia onde me espreita  A morte espacial que me ilumina. Sinto que o mês presente me assassina  E o temporal ladrão rouba-me as fêmeas  De apóstolos marujos que me arrastam  Ao longo da corrente onde blasfemas  Gaivotas provam peixes de milagre.  Sinto que o mês presente me assassina,  Há luto nas rosáceas desta aurora, Há sinos de ironia em cada hora  (Na libra escorpiões pesam-me a sina)  Há panos de imprimir a dura face  À força de suor, de sangue e chaga.  Sinto que o mês presente me assassina,  Os derradeiros astros nascem tortos...

POEMINHA DE SEGUNDA: SINTO QUE O MÊS PRESENTE ME ASSASSINA (por Mário Faustino)

Sinto que o mês presente me assassina Sinto que o mês presente me assassina,  As aves atuais nasceram mudas E o tempo na verdade tem domínio sobre homens nus ao sul das luas curvas.  Sinto que o mês presente me assassina,  Corro despido atrás de um cristo preso,  Cavalheiro gentil que me abomina E atrai-me ao despudor da luz esquerda  Ao beco de agonia onde me espreita  A morte espacial que me ilumina. Sinto que o mês presente me assassina  E o temporal ladrão rouba-me as fêmeas  De apóstolos marujos que me arrastam  Ao longo da corrente onde blasfemas  Gaivotas provam peixes de milagre.  Sinto que o mês presente me assassina,  Há luto nas rosáceas desta aurora, Há sinos de ironia em cada hora  (Na libra escorpiões pesam-me a sina)  Há panos de imprimir a dura face  À força de suor, de sangue e chaga.  Sinto que o mês presente me assassina,  Os derradeiros astros nascem tor...

POEMINHA DE DOMINGO (por Mário Faustino)

Sinto que o mês presente me assassina Sinto que o mês presente me assassina,  As aves atuais nasceram mudas E o tempo na verdade tem domínio sobre homens nus ao sul das luas curvas.  Sinto que o mês presente me assassina,  Corro despido atrás de um cristo preso,  Cavalheiro gentil que me abomina E atrai-me ao despudor da luz esquerda  Ao beco de agonia onde me espreita  A morte espacial que me ilumina. Sinto que o mês presente me assassina  E o temporal ladrão rouba-me as fêmeas  De apóstolos marujos que me arrastam  Ao longo da corrente onde blasfemas  Gaivotas provam peixes de milagre.  Sinto que o mês presente me assassina,  Há luto nas rosáceas desta aurora, Há sinos de ironia em cada hora  (Na libra escorpiões pesam-me a sina)  Há panos de imprimir a dura face  À força de suor, de sangue e chaga.  Sinto que o mês presente me assassina,  Os derradeiros astros nascem tor...