Nunca esperei tanto por uma mulher na vida como esperei por Irene. Gastei todos os cotovelos da espera, caro Lupicínio, nos balcões das mais resistentes fórmicas dos interplanetários botecos. Tristes dos cotovelos que não afundam naturalmente sob o peso da dor-de-corno. Esperei por Irene como aguardei os livros do Kurt Vonnegut no Círculo do Livro lá nas minhas primeiras leituras em Juazeiro. Te amo, velho Kurt! Rapaz... E nada de Irene dá as caras. Li de trás pra frente e da frente pra trás Amor e Exílio, daquele menino chamado Isaac B. Singer, de certa forma um rapaz de Varsóvia, um sábio guri que não entendia —filosoficamente— a existência de Deus diante da maldade do mundo contra homens desprotegidos e dos animais da mesma sina. Que sentido faz ter um Deus que não cuide minimamente disso? Poxa, um Deus que permite a morte escrota dos bichos e a filhadaputagem do trabalho escravo, vixe! Tudo por dinheiro, neoliberalismo e safadeza? Imagine es...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO