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O 2º ENCONTRO DOS CRIADORES PROMETE AGITAR SANTOS NESTE FINAL DE SEMANA

33ª EDIÇÃO DA REVISTA LITERÁRIA MIRANTE SERÁ LANÇADA NESTE SÁBADO NO POSTO 6

A Revista MIRANTE, publicação independente de literatura mais longeva do Brasil, chega à sua 33ª edição.  Criada há 33 anos, MIRANTE é editada por Antonio Canuto, Irene Estrela Bulhões e pelo incansável poeta e fundador Valdir Alvarenga. MIRANTE 33 traz como destaques os artigos ‘Santos e seus Chargistas’, de Alexandre Valença Alves Barbosa, também conhecido como Bar, e "No Túmulo de Christian Rosencreutz’, escrito por Paulo Urban.  Os leitores também podem conferir na MIRANTE 33 matérias comemorativas sobre os centenários literários de Jack London, Roland Barthes e Grande Otelo, além de poemas de mais de vinte poetas (locais ou não).

UM DRAMA POLÍTICO EM QUE OS ALEMÃES PURGAM MAIS UMA VEZ O HORROR HITLERISTA

por Francisco Russo para AdoroCinema Sempre narrada pelos vitoriosos, a História costuma exaltar vencedores e condenar derrotados, muitas vezes personificados em poucos. Trata-se de uma tentativa simples e direta de estancar ideologias, já que sem o líder os seguidores se dispersariam, ao menos teoricamente.  Mas e quando esta mesma ideologia, mais do que meramente derrotada, significa uma afronta à própria existência do ser humano?  LABIRINTO DE MENTIRAS  aborda esta dura e pertinente questão, ainda mais pelo local e época em que é situado: em plena Alemanha, após a Segunda Guerra Mundial. Selecionado pelo país como seu representante ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o longa-metragem acompanha os esforços de um jovem procurador, que segue a Justiça ao pé da letra.  Cansado de trabalhar em questões menores relacionadas ao trânsito de Frankfurt, Johann (Alexander Fehling, em atuação burocrática) encontra a grande chance de sua carreira a...

UMA COMÉDIA DRAMÁTICA QUE RENOVA UMA INSTITUIÇÃO CLÁSSICA DO CINEMA ITALIANO

por Klaus Langanke para Observatório de Cinema MIA MADRE  conta a história de Margherita (Margherita Buy), uma diretora de cinema que, em meio a gravação de um filme, entra em uma crise existencial e tem ainda que lidar com a doença de sua mãe Ada (Giulia Lazzarini). O filme desenvolve seus personagens de maneira natural e estável durante todo o decorrer da história, e esse desenvolvimento acontece não só para os personagens que estão no filme todo em cena, mas também para os que aparecem com a história já mais encaminhada. Assim é o caso de Livia (Beatrice Mancini), filha de Margherita, e Barry Huggins (John Turturro), cujo desenvolvimento começa a acontecer através de diálogos antes mesmo deles aparecerem na história e permanece até o final, nos dando a impressão de que conhecemos eles tão bem quanto os personagens que são apresentados no início. A comédia dramática é utilizada, principalmente através de Barry, para fazer um contraponto entre a parte tr...

CAFÉ E BOM DIA #8 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

Tantas vezes eu e o Argemiro Antunes -- o grande cartunista Miro -- trocamos visões críticas com relação a exibição do filme "O Ano Passado em Marienbad", de Alain Resnais, mas nunca citamos "A invenção de Morel", de Adolfo Bioy Casares.  Perdemos esse comparativo face jamais ter lido a obra.  Com relação ao Argemiro não posso afirmar que tenha lido ou não.  O mesmo não se passa com relação com Alain Robbe-Grillet, roteirista do filme, de quem li alguns livros.  O filme é um dos grandes enigmas intelectuais do século 20.  Dia destes li um artigo que falava da obra de Bioy descrevendo a angustiante investigação de um perseguido político acerca do que se passa na ilha onde se refugiou.  Acaba descobrindo que os turistas são apenas imagens gravadas que vivem uma única semana.  Fala que Resnais apresenta uma construção do talvez.  As imagens geram insegurança diante de hipóteses, espelhos, invenções e quebr...

STAR WARS - O DESPERTAR DA FORÇA REINICIA A SAGA MAIS CULT DA HISTÓRIA DO CINEMA

por Chico Marques Eu tinha 17 anos de idade em 1977 quando vi o STAR WARS: UM NOVO COMEÇO no cinema. Confesso que não morri de amores por aquilo tudo logo de imediato. É compreensível, já que nunca fui fã de Flash Gordon na infância ou na adolescência -- um pré-requisito talvez necessário para se encantar com algo daquela natureza em meados dos Anos 70. Apesar de ter visto os 13 episódios do seriado para cinema "Flash Gordon" na TV, (com Buster Crabbe, produzido em 1936), não rolava fascínio algum. Conforme O IMPERIO CONTRA-ATACA e O RETORNO DE JEDI foram sendo lançados no cinema, fui pouco a pouco reavaliando o conjunto da série e me apegando ao imaginário em torno dele. Nada comparável ao meu apego por "Star Trek" e "James Bond 007", mas legítimo e, a essa altura do campeonato, já bem longevo. E depois de ver os episódios iniciais da saga STAR WARS rodados nos Anos 90 desaguando naturalmente na trinca de filmes produzidos entre 1977 e 1983...