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BELLE AND SEBASTIAN - TODA POESIA (por Flávio Viegas Amoreira)

Qual gênero estilo tendência atmosfera!? Do rock que mais se aproxima da poesia livre que fazemos para encantar meiga e profundamente o mundo? Sem pestanejar ! Belle and Sebastian !  minha nossa trilha feita para acariciar esse planeta e seus seres com toda doce estranheza duma canção ou poema....Revendo o lindo filme ´´Hoje eu quero voltar sozinho´´ deparei com toda ternura rascante dessa peça ´´There´s Too Much Love´´  ilustrando os amores assim assim tão Belle and Sebastian de viver.....com a internet a poesia a literatura o rock ´indies´ se tornaram quase continente ser cotidianamente redescoberto por almas atentas ao encantamento:  fazemos aquilo que denomino ´arqueologia digital´ a fuçar melodias esquecidas do folk dos anos 70 que iriam germinar em garagens obscuras de Seattle, Dublin e na exótica Escócia passando pela efervescência de Berlin..... não seria também o ´indie´ do grupo um preâmbulo para o delicioso movimento ´hipster´: gosto que me enrosco da trans...

GOYA, NÃO VAMOS A FLORIANÓPOLIS (por Marcus Vinicius Batista)

Eu o avistei enquanto esperava na fila do sorvete. O caminhar era lento, balançando para os dois lados, como o faz há 26 anos, quando o conheci no demolido prédio da Comunicação, na Pompéia, em Santos. O andar é compatível com a serenidade que, às vezes, abafa a pressão das redações jornalísticas onde convivemos por mais de 10 anos. Nunca o vi gritar com alguém, mesmo quando as notícias ferviam. Ricardo Goya estava acompanhado de três primos. Como ele não me viu, matei os filtros sociais e gritei: — Goya, vai subir! A Ponte vai subir! Meus filhos me olharam assustados. Minha esposa me cutucou para chamar minha atenção pelo escândalo no meio do shopping center. Goya reagiu com o riso curto de sempre (“hehe”) e veio em minha direção. Não nos encontrávamos há um ano. Desde que sai das redações e passei a militar no Jornalismo de outras formas, nossos encontros ficaram mais esporádicos. Após o abraço, engatamos uma conversa sobre futebol. A Ponte Preta, time de cora...

ADEUS BRASIL (por Beth Soares)

Hoje acordei com um soco no estômago. Uma dor de cabeça insistente me fez permanecer na cama por mais tempo. Agora percebo que talvez fosse o prelúdio do que eu veria dali a instantes. Ontem eu soube que o Programa Mais Médicos deixaria de atuar no Brasil, por conta das declarações do eleito. Desisti de adjetivar a palavra “declarações”, porque nenhum adjetivo traduz com exatidão o que eu penso sobre o que ele fala, assim como mais nenhum é capaz de definir o que eu penso do próprio. O fato é que fiquei profundamente incomodada. De um jeito que detesto estar. Então, passei o dia tentando não pensar nisso. Assim que li a notícia pela primeira vez, levantei-me da minha cadeira, no trabalho, e fui conversar com uma colega, a Silvana, uma portuguesa de Guimarães, sobre uma cidade linda na terra dela chamada Aveiro, na qual descobri haver um curso de edição de livros, que se tornou meu mais novo sonho. Aquela era a maneira de fugir da minha atual realidade. Era também a tradução...

QUE SITUAÇÃO (por Alvaro Carvalho Jr)

Bem, se existe um fundo do poço, acredito que chegamos lá. Não conseguimos encontrar a luz no fundo do túnel, mas as desgraças, essas, sem quaisquer dúvidas, parecem querer provar que a conversa de Deus ser brasileiro é balela. Vamos aos fatos: um sujeito de suposta boa formação, sem mais nem menos, entra numa Igreja e começa a fuzilar todo mundo. O resultado, cinco mortos e sete feridos, não poderia ser pior. Um Pai de Santo famoso sai da toca e é acusado de abusar sabe-se lá de quantas mulheres...a coisa está feia. Como diz aquele derrotista, se entrar na Igreja morre, se for procurar Pai de Santo é comido e se for para Brasília, é roubado. Melhor é ficar no bar mesmo, lá, pelo menos, o risco de passar por qualquer das alternativas é bem menor. Para piorar a situação, esse bando de irresponsáveis que compõe nosso Congresso, amplia as mordomias para as montadoras, que terão descontos astronômicos em seu Imposto de Renda, uma justificativa para proteger o trabalho, salvaguar...

PEIDOS, ARROTOS E CUSPIDAS (por JR Fidalgo)

Tenho peidado, arrotado e cuspido demais. Não faz parte do meu pedigree. Ou não fazia, até recentemente. Claro, todos arrotam, peidam e cospem. Uns mais, outros menos. Alguns de maneira excessiva, mesmo em situações e lugares inadequados. Eu, no entanto, sempre tive um relacionamento cordial e funcional com meus arrotos,  peidos e cuspidas. Raramente peidava, arrotava ou cuspia quando percebia que essas manifestações corporais ditas inconvenientes causariam embaraço ou desaprovação por parte das pessoas que me rodeavam em determinado momento. Lógico, houve ocasiões em que alguma dessas coisas escapou de forma inapropriada. Mas, como disse, raro acontecer. Quase sempre conseguia me controlar até me sentir em território seguro, principalmente no que diz respeito aos peidos. Daí minha preocupação com o aumento da frequência dos meus arrotos,  meus peidos e minhas cuspidas. Não que só agora tenha descoberto maior dificuldade em contro...

EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA O NOVO FILME DE LARS VON TRIER EM PRÓXIMA PARADA

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em outras publicações. É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.