Skip to main content

O SPLENDOUR OF THE SEAS DIZ ADEUS À COSTA BRASILEIRA (por Zeca Silvares)

publicado no perfil do Zeca no Facebook em 20/04/2015


Hoje será um dia especial de despedida no Porto de Santos.

Depois de quase 15 anos de viagens pela costa brasileira, nas temporadas de cruzeiros, o Splendour of the Seas fará sua última partida do cais santista.

O navio da Royal Caribbean foi vendido e vai mudar de nome e de destino no ano que vem, operado pela empresa britânica Thomson Cruises, do grupo alemão Touristik Union International (TUI AG).

Nesse tempo de Brasil o Splendour se transformou em um navio querido por muitos. Em seus cruzeiros transportou o sonho de quase meio milhão de turistas, muitos dos quais fizeram nele sua primeira viagem marítima.

Sem dúvida, pode-se dizer que foi a partir do Splendour que se alavancou o turismo de cruzeiros e se dotou o Porto de Santos de uma estrutura mínima de recepção marítima.

A aposta da Royal no Brasil, no entanto, apesar de manter por tanto tempo o Splendour, estranhamente não vai mais incluir a costa brasileira em seus roteiros, pelo menos na próxima temporada. Não há navios da empresa na programação de 2015/2016.

Viajei no Splendour na primeira temporada, na rota de 1º de março de 2001 e posso dizer que foi uma viagem inesquecível. Percorri todo o seu interior por várias vezes e conheci a estrutura ainda original do navio, que na época era considerado um dos melhores do mundo em sua classe.

Pois hoje ele se despede de nós. Não haverá a pompa de fogos da recepção calorosa de 2000. Infelizmente as despedidas não têm a atração das novidades, talvez por nossa formação cultural ou mesmo por desconhecimento de informações. 

Apenas um grupo de amigos "shiplovers" vai se reunir no Deck do Pescador, no final da tarde, para registrar com emoção a sua última partida. Quem quiser se juntar a nós será bem vindo.



Comments

Post a Comment

Popular posts from this blog

VINGANÇA (um catecismo clássico de Carlos Zéfiro)

Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.

A SURRA DE PICA QUE MEU IRMÃO DE DEU (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Meu nome é Sara e sempre fui uma menina muito caseira. Morava em um sítio no interior do Rio Grande do sul, e levava uma vidinha bem pacata. Cedo pela manhã eu tirava leite das vacas, alimentava os animais e fazia comida para meu pai e meus irmãos: um de 12 e outro de 14 anos. Sempre cuidei deles. Minha mãe morreu quando ainda eram muito pequenos, e eu assumi as responsabilidades da casa, mesmo sendo ainda uma menina. Nossa casa ficava longe da cidade mais próxima e para mim era praticamente impossível sair de lá para fazer qualquer coisa, daí vivia praticamente confinada naquele lugar. Meu pai é que saía, às vezes acompanhado por um dos meus irmãos, para levar leite para alguns mercadinhos da cidade, e passavam o dia inteiro fora. Eu ficava em casa cuidando do meu irmão menor, que era muito apegado a mim, me seguia onde quer que eu fosse. Era um menino franzino, de pele pálida e cabelos lisos, negros. Eu admirava a ingenuidade daquele anjo, sempre muito prestativo e car...

DOMADA PELO SEXO (um catecismo clássico de Carlos Zéfiro)

Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.