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NOTÍCIAS DE UM NATAL ESQUENTADO (por Marcelo Rayel Correggiari)



Aí, Marcelão... meu brother!
Sim! Markito início de noite com seu possante carro de mate, tradicionalíssimo, na faixa de areia.
A caminho da birita da sexta, no Garga, esse merceeiro.
Após o expediente, tirar os sapatinhos, guardá-los na bolsa, para sentir a areia morna e a água ainda um pouco temperada.
Tentando o arrastão da água-de-côco na Ponta. Doce ilusão! Mais lotado que cadeia. Aposto que nem estava tão geladinha assim.
Depois da experiência Londres-Tâmisa, Belfast-Lagan, calor, muito calor, jamais foi, de fato, meu forte.
Claro que tem seu lado bom, mas depois de 21 o sumiço da brisa. Nem a noite dá uma trégua.
Esse merceeiro é o ‘homem-das-meia-estações’. Não tem jeito! Frio demais até dá para encarar, mas o calor em excesso deixou de ser meu amigo há muito.
Em que pese a cidade ter ficado feia pacas, salvaram a praia. Jardim da orla. Centenas com máquinas fotográficas na mão a registrar o ocaso.
Talvez não tivéssemos tanta generosidade com outros lugares: uma Lagoa da Saudade, talvez. Um orquidário aqui, uma Bancários acolá. Quem sabe.
Primeiros sinais das férias de verão: apinham-se! Sabendo onde ir, ainda se é possível escapar de alguma fila.
Quem tem carro, partiu litoral norte! Cachoeiras e cascatas, talvez. Lago de Furnas para os mais ousados (em termos de distância com pouco tempo de deslocamento). Lugares visitados com o sol senegalês.
A sun for everyone!
Uma espécie de ‘estação da muvucação’. Certo luxo de merceeiro: segunda e terça a praia fica ‘no ponto’. Uma boa forma de se começar a semana. De verdade!
Estação do ano boa para se olhar o cansaço. Contabilidade necessária para se entrar no outono com o ronco de um furacão.
Aí, sim! Com gosto!
Enquanto isso, é deixar o mar levar a zica para longe. Haja superstição!
Para quem tem filhos(as), excelente momento do ano para vê-los(as) crescer. Quem não tem, se esbalda numa vida fora do tempo cronológico.
Enfim, qualquer coisa, passa no mate do Markito para a gente pôr a conversa em dia.

 

Marcelo Rayel Correggiari
nasceu em Santos há 47 anos
e vive na mítica Vila Belmiro.
Formado em Letras,
leciona Inglês para sobreviver,
mas vive mesmo é de escrever e traduzir.
É autor de Areias Lunares
(à venda na Disqueria,
Av. Conselheiro Nébias
quase esquina com o Oceano Atlântico)
e escreve semanalmente em
LEVA UM CASAQUINHO

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