por Eduardo Cavalcanti Com os músicos e fãs mais antigos na casa dos 70 anos, o prazo de validade do rock pode não ter expirado, mas o que diferencia o público fiel ao gênero não é mais a idade, e sim a inteligência. “O rock não se restringe mais aos jovens, mas sim a quem pensa”. Essa visão, por elitista que pareça, faz todo sentido quando dita por alguém que, desde o início da carreira, transitou pelo lado mais alternativo e experimental da música. Johnny Hansen é pioneiro do rock eletrônico no Brasil como guitarrista e vocalista do Harry, a lendária banda do final dos anos 80 que ousou ser vanguarda. Em entrevista exclusiva ao Próxima Parada, Hansen fala sobre música, solos de guitarra, cultura pop... e Beatles. “Que banda tem peito de fazer o que eles fizeram?”, questiona. Ele sabe do que fala. Eduardo: O rock virou peça de museu, ou ainda é relevante? Hansen: Eu acho que é relevante, embora no Brasil esteja com um alcance menor. As modinhas vêm e vão e o rock, p...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO