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Showing posts with the label Sam Shepard

SAM SHEPARD DIZ ADEUS À VIDA ESTREANDO NO ROMANCE E COMETENDO UMA OBRA-PRIMA

Eu sou meio suspeito para falar de Sam Shepard. É que ele era o meu herói. O cara que roteirizou “Paris Texas”. O cara que escreveu “Crônicas de Motel”. O cara que redigiu o delicioso diário de viagem da lendária tournée cigana de Bob Dylan e agregados The Rolling Thunder Revue, que passou por pequenos teatros e velhos cinemas nos cafundéus da América entre 1975 e 1976. O cara que encarnou o cowboy do espaço Chuck Yeager naquele filme genial sobre o programa espacial americano: “The Right Stuff” de Phil Kaufman. Enfim... o cara que conquistou o coração da adorável Jessica Lange, musa de toda uma geração –- a minha geração, claro! Eu, que nunca havia sido um grande apreciador de teatro -– apesar de estudado na Universidade as obras dos americanos Eugene O’Neill, Tennessee Williams e Arthur Miller -– fiquei boquiaberto ao ver uma montagem de sua peça ‘Cowboys” com um elenco de professores de Inglês em Brasília, Passei a acompanhar sua carreira como teatrólogo. Que peças pode...

JE SUIS O TOURO (uma Bofetada do Passado de Ivan Lessa - Jornal da Tarde, 28-09-1986)

Diante de óbvia e arrogante excelência, sempre tive um único impulso natural: pegar distância, mirar, desembestar em direção da bruta e tacar-lhe uma cabeçada firme. Esta minha propensão tornou difícil, e traumatizante para os mais próximos, uma idazinha ao Louvre, Prado ou Vaticano. Mais terceiros-mundano que mundista, simpatizo com o boliviano de canivete na  Mona Lisa , o paraguaio tocando bala na  Pietá . A qualidade superior não me impressiona: irrita. Com a espalhafatosa chegada do Outono a Londres (3 e 20 da manhã; 20 de Setembro. Wham. Que foi? Mais uma explosão lá em Paris? Não. Todas as folhas da cidade caindo ao mesmo tempo), 0lho em torno e começo a pegar distância. Outro touro me pressente e escavaaca com suas patas as famosas areias ensanguentadas de Piccadilly. Manie de Picasso com touro. Touro, mulher e pouca vergonha. Tá lá o corpo estendido no chão. Exposição de seus cadernos na  Real Academia . Picasso meio São Paulo: não pára nunca. Nem a...

QUINTA, 18hs, "FRANCES", COM JESSICA LANGE E SAM SHEPARD, NO CICLO CLÁSSICOS MODERNOS NO CINECLUBE PAGU, NO MISS

por Clenio P.A. para o blog Um Filme Por Dia O ano de 1982 foi particularmente satisfatório para Jessica Lange. Poucos anos depois de ter sido ridicularizada por sua estreia como a protagonista feminina de "King Kong", ela mostrou à crítica e aos detratores que, por trás de seu belo rosto e do vulcão de sensualidade que havia demonstrado em "O destino bate à sua porta" (81), havia uma atriz de intenso talento, pronta para surpreender e encantar. Em "Tootsie", de Sydney Pollack, ela deixou perceber seu lado solar, como a atriz de telenovelas que desperta a paixão de um travestido Dustin Hoffman e levou pra casa o Golden Globe e o Oscar de atriz coadjuvante. Mas foi seu desempenho como outra atriz, real e com uma vida repleta de lances dramáticos, que ela derrubou de vez toda e qualquer desconfiança: na pele de Frances Farmer - papel que era cobiçado por Diane Keaton e Goldie Hawn, ambas oscarizadas e já respeitadas - ela injetou em doses exatas...

A ADORÁVEL JESSICA LANGE FAZ ANIVERSÁRIO E NÓS COMEMORAMOS EM GRANDE ESTILO

por Chico Marques A adorável Jessica Phyllis Lange nasceu em 1949 em Cloquet, Minnesota. Filha de mãe finlandesa e pai holandês, ela teve uma infância não exatamente pobre, mas com recursos muito limitados.  Conseguiu uma bolsa para estudar  arte na Universidade de Minnesota, mas em vez disso, num golpe de sorte, foi para Paris estudar Artes Dramáticas.  Na volta, tentou a sorte em Nova York, onde acabou trabalhando como modelo por muitos anos. Então, um belo dia em 1976, o produtor Dino De Laurentiis a escolheu para interpretar o objeto de desejo do gorila  King Kong  no cinema. O que poderia ter sido seu passaporte para o estrelato, virou um pesadelo.  Apesar de lindíssima e bem aparelhada como atriz, sua atuação foi inexpressiva. E o filme acabou virando uma espécie de pára-raios de uma infinidade de comentários desfavoráveis. Todos merecidos, claro. Em consequência desse desastre, Jessica Lange se afastou do cinema por três anos, a...

JE SUIS O TOURO (uma Bofetada do Passado de Ivan Lessa - Jornal da Tarde, 28-09-1986)

Diante de óbvia e arrogante excelência, sempre tive um único impulso natural: pegar distância, mirar, desembestar em direção da bruta e tacar-lhe uma cabeçada firme. Esta minha propensão tornou difícil, e traumatizante para os mais próximos, uma idazinha ao Louvre, Prado ou Vaticano. Mais terceiros-mundano que mundista, simpatizo com o boliviano de canivete na  Mona Lisa , o paraguaio tocando bala na  Pietá . A qualidade superior não me impressiona: irrita. Com a espalhafatosa chegada do Outono a Londres (3 e 20 da manhã; 20 de Setembro. Wham. Que foi? Mais uma explosão lá em Paris? Não. Todas as folhas da cidade caindo ao mesmo tempo), 0lho em torno e começo a pegar distância. Outro touro me pressente e escavaaca com suas patas as famosas areias ensanguentadas de Piccadilly. Manie de Picasso com touro. Touro, mulher e pouca vergonha. Tá lá o corpo estendido no chão. Exposição de seus cadernos na  Real Academia . Picasso meio São Paulo: não pára nunca. Nem a...

A ADORÁVEL JESSICA LANGE FAZ ANIVERSÁRIO E NÓS AQUI COMEMORAMOS, CLARO!

por Chico Marques A adorável Jessica Phyllis Lange nasceu em 1949 em Cloquet, Minnesota. Filha de mãe finlandesa e pai holandês, ela teve uma infância não exatamente pobre, mas com recursos muito limitados.  Conseguiu uma bolsa para estudar  arte na Universidade de Minnesota, mas em vez disso, num golpe de sorte, foi para Paris estudar Artes Dramáticas.  Na volta, tentou a sorte em Nova York, onde acabou trabalhando como modelo por muitos anos. Então, um belo dia em 1976, o produtor Dino De Laurentiis a escolheu para interpretar o objeto de desejo do gorila King Kong no cinema. O que poderia ter sido seu passaporte para o estrelato, virou um pesadelo.  Apesar de lindíssima e bem aparelhada como atriz, sua atuação foi inexpressiva. E o filme acabou virando uma espécie de pára-raios de uma infinidade de comentários desfavoráveis. Todos merecidos, claro. Em consequência desse desastre, Jessica Lange se afastou do cinema por três anos, até a poeira ...