Skip to main content

LEVA UM CASAQUINHO ORGULHOSAMENTE APRESENTA AS CERTINHAS DO LALAU 1957



As edições de 1953 a 1956 foram chamadas por Stanislaw Ponte Preta de a seleção das Dez Mais bem despidas do Brasil. Porém, apesar do sucesso da lista, o termo “bem despida” era considerado atrevido e ousado demais para a época. Muitas mães, namorados e afins, das eleitas não se sentiam confortáveis com o título. Era, portanto, preciso substituí-lo.

Segundo o próprio Stanislaw, foi um comentário de seu próprio que lhe fez surgir a ideia. O pai de Stanislaw, ao ver passar uma moça pela calçada da praia, teria dito: “Mas, olha só, ela é toda certinha!” O termo “certinha” caiu como uma luva para identificar as eleitas da lista. Surgia, assim, em 1957, a primeira lista das 10 Certinhas do Lalau, que foi veiculada pelo jornal Última Hora, na edição do dia 31/12/1957.

Na lista estavam novamente Carmem Verônica (então, a campeã, com 4 indicações), seguida de Norma Bengell (3) e Rose Rondelli (2). As estreias foram de Celeneh Costa, Elisabeth Gasper,  Irina Greco, Marlene Blanco, Nélia Paula, Rosemarie Sulquer e Rosita Lopes.

ROSEMARIE SULQUER
CARMEN VERÔNICA
CELENEH COSTA
ELISABETH GASPER
IRINA GRECO
 MARLENE BLANCO
ROSE RONDELLI
NORMA BENGELL
NÉLIA PAULA
ROSITA LOPES


LEVA UM CASAQUINHO segue apresentando nas suas Terças Sem Vergonha as 15 gloriosas edições anuais das CERTINHAS DO LALAU -- só que em ordem regressiva, começando pelo fim, em 1967, e voltando até o começo, em 1953.



Stanislaw Ponte Preta,
ou Sérgio Porto (1923/1968),
foi um grande jornalista, escritor,
mulherólogo e jazzófilo carioca.
Dono de um senso de humor
absolutamente único na história
da Imprensa Brasileira,
Sérgio era tido por todos como
"o boêmio mais caseiro do mundo",
pois trocava sem pestanejar
uma mesa de bar com os amigos
por uma noite em casa em companhia
de sua mulher e suas três filhas.

Comments

Popular posts from this blog

VINGANÇA (um catecismo clássico de Carlos Zéfiro)

Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.

A SURRA DE PICA QUE MEU IRMÃO DE DEU (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Meu nome é Sara e sempre fui uma menina muito caseira. Morava em um sítio no interior do Rio Grande do sul, e levava uma vidinha bem pacata. Cedo pela manhã eu tirava leite das vacas, alimentava os animais e fazia comida para meu pai e meus irmãos: um de 12 e outro de 14 anos. Sempre cuidei deles. Minha mãe morreu quando ainda eram muito pequenos, e eu assumi as responsabilidades da casa, mesmo sendo ainda uma menina. Nossa casa ficava longe da cidade mais próxima e para mim era praticamente impossível sair de lá para fazer qualquer coisa, daí vivia praticamente confinada naquele lugar. Meu pai é que saía, às vezes acompanhado por um dos meus irmãos, para levar leite para alguns mercadinhos da cidade, e passavam o dia inteiro fora. Eu ficava em casa cuidando do meu irmão menor, que era muito apegado a mim, me seguia onde quer que eu fosse. Era um menino franzino, de pele pálida e cabelos lisos, negros. Eu admirava a ingenuidade daquele anjo, sempre muito prestativo e car...

DOMADA PELO SEXO (um catecismo clássico de Carlos Zéfiro)

Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.