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Showing posts with the label John Krasinski

O FILME DA SEMANA É "UM LUGAR SILENCIOSO", DE JOHN KRASINSKI

por Sérgio Prior para Sétima Arte John Krasinski não é apenas um sujeito bonito. Ele sabe atuar -- não só em comédias --, escrever e dirigir. Partindo do pressuposto que o nosso planeta passou por uma hecatombe, só conseguem sobreviver os humanos que não emitirem sons. Não há maiores explicações para o fato. Ainda bem. Caso ocorressem quaisquer frêmitos criaturas alienígenas atacam e matam. A família composta pelo pai (John Krasinski), mãe (Emily Blunt), filha (Millicent Simmonds, em atuação brilhante) e filho (Noah Jupe) vivem silenciosamente numa casa isolada. Uma espécie de bunker, com câmeras de vigilância, alimentos armazenados e armas. O fato da filha ser surda, a família tem a comunicação por sinais facilitada. Há pouquíssimos diálogos ao longo dos 90 minutos do filme. Uma das cenas mais emblemáticas é aquela na qual o pai leva o filho para uma cachoeira, que serve para bloquear os sons por ele emitidos, e, dessa forma, eles pode...

A GRANDE ESTREIA DA SEMANA É "DETROIT", NOVO FILME DE KATHRYN BIGELOW

por Ricardo Vieira Lisbôa (de Lisboa) para   É a hora por que Larry (Algee Smith) ansiou toda a sua vida. Está a segundos de subir ao palco acompanhado dos seus comparsas de banda. O conjunto chama-se The Dramatics. O drama vai acontecer, de facto, mas não será naquele palco. Detroit está a arder lá fora. A turba enfurecida não tem reservas a expressar o seu ódio pela autoridade branca, a da classe política e a das forças policiais. A multidão destrói vitrinas, incendeia edifícios e grita por sangue. Larry não chega a estrear-se em palco, porque a casa de espectáculos da Motown tem de ser evacuada. A lei marcial impera e, portanto, o espectáculo “mustn’t go on”. A história do filme de Bigelow também é um pouco assim: começa por espraiar-se, cobrindo horizontalmente o território da cidade, aqui representado como campo de combate ou paisagem de um western nocturno convulso (carpenteriano?), mas depois o palco muda. Transitamos da rua para um motel, cenário predilecto de u...

CAMERON CROWE DRIBLA AS ADVERSIDADES E ACERTA A MÃO EM "ALOHA-SOB O MESMO CÉU"

por Chico Marques "Aloha", novo filme de Cameron Crowe, é uma comédia romântica incomum e fora dos padrões, com diálogos rápidos e inusitados, e que segue num tom debochado, quase altmaniano. Não é um filme em tom menor, como o anterior "Comprei Um Zoológico". Também não é um projeto extremamente ambicioso, como "Vanilla Sky" e "Quase Famosos". É, na verdade, mais um mergulho na alma da América após uma descida ao Inferno em busca de alguma espécie de redenção pessoal, como em "Elizabethtown". Considerando a extrema má vontade com que a crítica recebeu tanto "Elizabethtown" quanto "Comprei Um Zoológico", não é de se espantar que "Aloha" também fosse mal recebido por eles. E como foi.  "Aloha" (que aqui ganhou o estranho título "Sob O Mesmo Céu") começou a apanhar da Imprensa Especializada meses antes de seu lançamento, por conta de emails desfavoráveis ao projeto da ex-presi...