Skip to main content

Posts

Showing posts with the label Bernardo Guimarães

QUEM DIRIA QUE BERNARDO GUIMARÃES, DE "A ESCRAVA ISAURA", FOI CAPAZ DE COMETER UM DOS POEMAS MAIS SAFADOS DE TODA A HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA?

Que tens, caralho, que pesar te oprime que assim te vejo murcho e cabisbaixo sumido entre essa basta pentelheira, mole, caindo pela perna abaixo? Nessa postura merencória e triste para trás tanto vergas o focinho, que eu cuido vais beijar, lá no traseiro, teu sórdido vizinho! Que é feito desses tempos gloriosos em que erguias as guelras inflamadas, na barriga me dando de contínuo tremendas cabeçadas? Qual hidra furiosa, o colo alçando, co'a sanguinosa crista açoita os mares, e sustos derramando por terras e  por mares, aqui e além atira mortais botes, dando co'a cauda horríveis piparotes, assim tu, ó caralho, erguendo o teu vermelho cabeçalho, faminto e arquejante, dando em vão rabanadas pelo espaço, pedias um cabaço! Um cabaço! Que era este o único esforço, única empresa digna de teus brios; porque surradas conas e punhetas são ilusões, são petas, só dignas de caralhos doentios. Quem extinguiu-te assim o entusiasmo...