UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO
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SAUDAMOS A MEMÓRIA DA ARREBATADORA RAQUEL WELCH #1 (Chicago IL Setembro 5 1940 - Los Angeles CA Fevereiro 15 2023)
É difícil acreditar hoje que 86 anos atrás a filha de um engenheiro aeronáutico boliviano nascida em Chicago conseguiria se transformar na all-american girl mais gostosa e exuberante dos Anos 60. Nasceu Jo Raquel Tejada, e foi criada em San Diego, onde desde cedo demonstrou uma beleza incomum e passou a trabalhar como modelo e a participar de concursos de beleza. Casou aos 19 anos com seu namorado de escola, James Welch, com quem teve dois filhos. O casamento durou 5 anos, e em 1964, aos 24 anos de idade, ela estava solteira novamente e precisando trabalhar. Seguiu para Los Angeles onde, depois de alguns testes, foi contratada pela 20th Century Fox e estreou no clássico sci-fi "Viagem Fantástica" (1965), de Richard Fleischer. O estrelato, no entanto, veio no filme seguinte: "Um Milhão de Anos Antes de Cristo" (1966), um drama sem palavras onde Raquel circula com trajes mínimos entre trogloditas que, estranhamente, não a atacam sexualmente em momento algum do filme. A partir daí, Raquel fez uma longa série de filmes onde sempre esbanja falta de talento dramático e ostenta seu corpo espetacular usando biquinis provocantes. Paralelo a isso, tentou emplacar uma carreira paralela como cantora e show-woman em Las Vegas, mas não deu muito certo. Ao longo dos anos 70, Raquel se esforçou para virar uma atriz de verdade, e de tanto insistir acabou conseguindo fazer bonito em alguns papéis dramáticos. Mas infelizmente nenhum deles foi um sucesso de bilheteria, e pouco a pouco ela tratou de deixar o cinema e seguir para a Broadway, para os vídeos de ginástica e para papéis regulares em séries de TV como "Central Park West", "American Family", "Welcome To The Captain" e a recente "Date My Dad". Sua presença é tão intensa e marcante que é difícl acreditar que ela tenha morrido em 2023. Mulheres como Raquel nunca morrem. Permanecem vivas no imaginário coletivo.(Chico Marques)
Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.
Meu nome é Sara e sempre fui uma menina muito caseira. Morava em um sítio no interior do Rio Grande do sul, e levava uma vidinha bem pacata. Cedo pela manhã eu tirava leite das vacas, alimentava os animais e fazia comida para meu pai e meus irmãos: um de 12 e outro de 14 anos. Sempre cuidei deles. Minha mãe morreu quando ainda eram muito pequenos, e eu assumi as responsabilidades da casa, mesmo sendo ainda uma menina. Nossa casa ficava longe da cidade mais próxima e para mim era praticamente impossível sair de lá para fazer qualquer coisa, daí vivia praticamente confinada naquele lugar. Meu pai é que saía, às vezes acompanhado por um dos meus irmãos, para levar leite para alguns mercadinhos da cidade, e passavam o dia inteiro fora. Eu ficava em casa cuidando do meu irmão menor, que era muito apegado a mim, me seguia onde quer que eu fosse. Era um menino franzino, de pele pálida e cabelos lisos, negros. Eu admirava a ingenuidade daquele anjo, sempre muito prestativo e car...
Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.
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