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EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA DAVID FINCHER E SEU MERGULHO NA MENTE DE UM SERIAL KILLER EM "MINDHUNTER"

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em várias outras publicações.  É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

JIM JARMUSCH (por Antonio Luiz Nilo)

Ontem, finalmente, assisti Amantes Eternos, de Jim Jarmusch, produzido em 2013 e com pouca ou nenhuma repercussão aqui em terra brasilis. Confesso que protelei por quase 4 anos por puro preconceito. Jamais assistiria a um filme de vampiros, iria de encontro ao meu pretenso bom gosto cinematográfico. Lembrei do português da padaria que sempre me dizia, com simpatia e uma ponta de ironia, “jamais diga jamais”. E eu, sempre na minha empáfia de postulante a aprendiz de intelectual, ouvindo com pouca tolerância um português repetir seus aforismos fora de moda, tive que me dobrar aos fatos. Fato é que hoje o português mantém sua padaria, mora num apartamento de 4 suítes e anda de Corolla do ano. E o “crítico de cinema” gostosão aqui por sorte mora no apartamento que foi dos seus pais, só cumpre com 70% dos seus compromissos mensais e mal consegue manter sua bike de 450 reais. Pois, pois... Mas, me desculpem, Jim Jarmusch não tem nada a ver com isso. Só achei estranho um direto...

FÁBIO CAMPOS VIU "HITCHCOCK TRUFFAUT" E COMPARTILHA CONOSCO SUAS IMPRESSÕES

por Fábio Campos Hitchcock/Truffaut: só esses dois nomes já fazem qualquer cinéfilo tremer. Consultando a programação dos cinemas aqui na Florida, encontrei esse título. Resolvi ir conferir. O filme parte de uma premissa até então desconhecida pra mim. Em 1962, Truffaut, então com 30 anos, resolveu convidar seu ídolo, Hitchcock, com mais que o dobro da sua idade, para uma série de entrevistas sobre seus filmes, seu método e cinema, em geral. O filme parte das entrevistas, e do livro resultante delas, para discutir a grandeza e a proximidade desses dois cineastas, mesmo que esta não seja tão aparente. Claro que naquele momento Hitchcock era muito mais importante que Truffaut. Mas o que eu não sabia, é que, naquela altura, Hitchcock não era o cineasta idolatrado por todos, como hoje. Principalmente por causa dos seus sucessos comerciais, ele era considerado um cineasta popular e, consequentemente, não o gênio que todos o consideram hoje. Desde sempre esbarr...