Esta parada aconteceu no Edifício Holiday, no bairro da Divisa, mais exatamente no bar da galeria. Estávamos todos lá, o chamado “miolo” da bateria da Banda da Divisa em peso, mais algumas gatas do pedaço e uma namorada ou outra. A bebida oficial era cerveja e olha que não era pouca. A terceira “grade” do divino líqüido já tinha evaporado e, a julgar pela sede da rapaziada, a tarde prometia. E muito. O samba, então, esse rolava fácil. Abrindo uma exceção, Cauê marcava um contra-surdo com uma batida gostosa, diferente, meio “puxada” para o repinique que, aliás, era o seu instrumento. Um craque até hoje. No acompanhamento, todo mundo cantava e batucava um pouquinho. Mas sem suar. Uns na levada de mesa, outros nas garrafas vazias, uma malaca aqui, um prato com faca ali, um reco-reco acolá, muita palma de mão, batuque de mesa e a festa estava feita. O relógio andava perto das quatro da tarde, o que queria dizer que a roda de samba já tinha duas horas duração. Duas ...
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