Sou leitor de crônicas desde os anos 70: comecei lendo adolescente ainda o inesquecível "Jornal da Tarde" que era uma versão pop-juvenil do pesado Estadão. Ali tínhamos a mão crônicas de Drummond, Lourenço Diaféria (alguém se lembra?) e as críticas literárias que soavam quase coloquiais feito crônicas do inesquecível Leo Gilson Ribeiro. Na "Folha de São Paulo" fascinavam-me obviamente Paulo Francis, o poeta e semiólogo Décio Pignatari e a lendária crítica de TV Helena Silveira, irmã da romancista Dinah Silveira de Queiroz e prima do santista Miroel, que foi cunhado de Gilberto Mendes e o descobridor de Cacilda Becker. Incrível como toda cultura brasileira, especialmente paulista, passam por Santos nos anos 40 até os anos 60! Confesso que Drummond cronista estava a léguas da maestria do poeta, mas era Drummond! A crônica claramente foi sempre primeira apresentação da grande literatura através dos jornais, revistas (a Veja tinha um timaço!) e logo uma coleç...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO