por Carlão Bittencourt Entraram no famoso Salão Maravilhoso sem fazer alarde. Como se conseguissem passar despercebidos. Dois anões! Assim, quietos, chegaram e permaneceram enquanto jogavam sinuca. Mudos. Carrancudos. Sorumbáticos. E dá-lhe jogo. Apesar de velhos freqüentadores da casa, a cena sempre chamava a atenção. Todas as vezes. Pelo bizarro, lógico. Afinal, a dupla era ainda mais baixa do que a mesa. Então, eles eram obrigados a improvisar. E, para isso, usavam de um expediente muito criativo: punham uma caixa de cerveja vazia virada ao contrário ao lado da mesa e subiam nela para jogar. Era perfeito. E ridículo. O inusitado dava na vista. Não havia quem entrasse no salão que não olhasse, pelo menos uma vez, para a mesa três, onde eles sempre jogavam. Quem visse aqueles estranhos parceiros se pegando, ferozmente, como dois mini gladiadores do pano verde, pensaria que ali tinha jogo apostado. E alto. Tamanha era a rivalidade que demonstravam. M...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO