por Chico Marques Lembro exatamente de quando li "A Metamorfose", de Franz Kafka, pela primeira vez. Eu era menino, 11 ou 12 anos. Meu pai tinha em casa vários volumes da série BUP (Biblioteca Universal Popular) da Editora Civilização Brasileira. Eram edições pequenas, de bolso, publicadas na segunda metade dos Anos 60. Presumi que, na medida em que não estavam guardados na estante da sala, e sim dentro do armário dele -- junto com exemplares da lendária revista masculina FAIRPLAY -- deviam ser leitura para adultos. E, sendo leitura para adultos, deviam ser muito mais interessantes do que os clássicos da literatura juvenil que me empurravam para ler. Comecei a ler os livros escondidos no armário. Li vários de Graham Greene, como "Nosso Homem en Havana" e "Um Caso Encerrado". Li também "O Velho e o Mar" de Ernest Hemingway, "A Morte de Ivan Ilitch" de Leon Tolstoi, "Contos Húngaros" de Paulo Rónai e uma coleção de ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO