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2 OPINIÕES SOBRE "A LENDA DE TARZAN", UMA AVENTURA CINEMATOGRÁFICA ESPETACULAR

TARZAN: O SUPER-HERÓI AFRICANO por Bruno Carmelo para Adoro Cinema A Lenda de Tarzan não mente ao espectador. Os fãs do icônico personagem encontrarão tudo que se espera da história: balanços entre as árvores da floresta, o potente grito vindo da selva, a paixão por Jane, um vilão perverso que despreza a natureza; momentos de perigo e redenção, discursos sobre o humanismo e sobre a ecologia. Para uma grande produção, o filme também não frustra expectativas: o orçamento de US$180 milhões está devidamente estampado na tela com muitos efeitos visuais e cenas de aventura. Entretanto, o resultado não satisfaz totalmente. Se por um lado a linguagem cinematográfica está atualizada ao século XXI, por outro lado, a visão de mundo parece datar da época de publicação da obra de Burroughs. Ou seja, nesta época de imagens velozes e culto ao espetáculo, o filme empenha-se em criar reviravoltas frenéticas, mesmo quando não servem muito à narrativa, enquanto o diretor David Yates recorre às ...

2 OPINIÕES BEM DIFERENTES PARA O NOVO FILME DE MAGGIE SMITH: "A SENHORA DA VAN"

A POBREZA BATE À PORTA por Francisco Russo para AdoroCinema Chama a atenção o fato de A Senhora da Van ser baseado em fatos reais – ou ao menos grande parte do filme, como ressalta o alerta presente logo no início do longa-metragem. Não propriamente por ser uma história surpreendente, mas por trazer aos habitantes de um típico bairro de classe média (alta?) britânico a pobreza nua e crua, escancarada ao alcance das mãos. É no relacionamento entre a senhora Shepherd e seus vizinhos que está a sutileza do roteiro e também a beleza da situação como um todo. A trama gira em torno do fato da tal senhora Shepherd viver em uma van que, de tempos em tempos, troca de vaga ao longo do bairro de Camden Town. Tais mudanças são um martírio para os vizinhos, devido aos hábitos pouco higiênicos da motorista de passado misterioso. O único que a tolera – e a palavra certa é esta, tolera – é o escritor Alan Bennett, que cede o banheiro para que ela possa usá-lo – não sem muitas reclamaç...

NÃO PERCA "UM FIM DE SEMANA EM PARIS": ENTRETENIMENTO ADULTO DE PRIMEIRA

por Chico Marques Muita gente se emociona até hoje quando Rick, o personagem de Humphrey Bogart em "Casablanca", diz para sua amada Ingrid Bergman: "Nós sempre teremos Paris".  Mas, cá entre nós, quem em sã consciência acredita realmente que aquele incerto casal apaixonado tinha alguma chance de sobreviver no mundo real, com o desgaste implacável que o cotidiano provoca em qualquer relação amorosa?  É mais ou menos a partir dessa premissa que rola a trama de "Um Fim De Semana Em Paris", esse belo filme de Roger Michell, que volta ao cartaz nesta semana no MISS Museu da Imagem e do Som de Santos. Os ingleses Nick (Jim Broadbent) e Meg (Lindsay Duncan) estão casados há algumas décadas e esperam que uma viagem à capital da França sirva para comemorar seu aniversário de casamento e também ajude a consertar as muitas diferenças que os aflingem. Paris, para o casal, significa deixar para trás os pontos de desequilíbrio da longa relação entre os ...

"UM FIM DE SEMANA EM PARIS" ENTRETENIMENTO ADULTO DE PRIMEIRA

por Carlos Cirne publicado originalmente em COLUNAS E NOTAS Nada como um bom texto inglês – de Hanif Kureishi (indicado ao Oscar por “My Beatiful Laundrette”, 1985) -, dirigido por um sul-africano com alma britânica - Roger Michell, diretor, entre outros, de “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999), “Uma Manhã Gloriosa” (2010) e “Um Final de Semana em Hyde Park” (2012) – para nos restabelecer a fé nas comédias românticas. Será? Sim, porque “Um Fim de Semana em Paris” é tudo, menos uma comédia romântica. Ri-se pouco – ou britanicamente, eu diria - e o romance passa quase à deriva. Mas o filme é sim um excelente retrato de uma relação que apesar do desgaste, ainda tem muito que valha a pena. E isso apesar dos envolvidos. Ela, Meg (Lindsay Duncan), é uma mulher amarga e autocentrada, com repentes de ousadia descabida que vive, basicamente, para tornar os dias de seu marido, Nick (Jim Broadbent), insípidos e infelizes. Na verdade, infelizes não, simplesmente sem graça....