Ontem, finalmente, assisti Amantes Eternos, de Jim Jarmusch, produzido em 2013 e com pouca ou nenhuma repercussão aqui em terra brasilis. Confesso que protelei por quase 4 anos por puro preconceito. Jamais assistiria a um filme de vampiros, iria de encontro ao meu pretenso bom gosto cinematográfico. Lembrei do português da padaria que sempre me dizia, com simpatia e uma ponta de ironia, “jamais diga jamais”. E eu, sempre na minha empáfia de postulante a aprendiz de intelectual, ouvindo com pouca tolerância um português repetir seus aforismos fora de moda, tive que me dobrar aos fatos. Fato é que hoje o português mantém sua padaria, mora num apartamento de 4 suítes e anda de Corolla do ano. E o “crítico de cinema” gostosão aqui por sorte mora no apartamento que foi dos seus pais, só cumpre com 70% dos seus compromissos mensais e mal consegue manter sua bike de 450 reais. Pois, pois... Mas, me desculpem, Jim Jarmusch não tem nada a ver com isso. Só achei estranho um direto...
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